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01 de Abril de 2014 - 07:00

Grupo, com sete integrantes, terá a missão de esclarecer casos de violações de direitos humanos

Por Tribuna

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Depois de quase dois anos após ter sido instituída pela Lei 12.643, de 6 de agosto de 2012, a Comissão Municipal da Verdade deverá iniciar suas atividades em Juiz de Fora. Nesta quarta-feira (2), a Prefeitura irá nomear os sete membros do grupo que tem por objetivo esclarecer casos de violações dos direitos humanos ocorridos durante o período da ditadura militar, que eternizou o 31 de março de 1964 na História do Brasil. Juiz de Fora é parte relevante da cronologia de eventos. A cidade ficou marcada como o local de onde partiram as tropas do general Olympio Mourão Filho, à época comandante da 4ª Região Militar, rumo ao Rio de Janeiro para a consumação do golpe, com a deposição do então presidente João Goulart. Um gesto que jogou o país em um longo hiato de 21 anos sob as rédeas e a truculência da ditadura comandada pelos generais.

A formatação da Comissão Municipal da Verdade é de autoria do ex-vereador Flávio Cheker, atual secretário Desenvolvimento Social do Município. "A construção de uma sociedade fraterna, plural e que incorpore as diferenças, supõe o respeito permanente e diário a sua memória e a sua história, pautada na verdade. Este é o sentido maior de passar a limpo nosso passado histórico, na busca de uma sociedade democrática", explica. Na comissão, Cheker representará a Prefeitura. Pela Câmara Municipal, será nomeado o vereador Roberto Cupolillo (Betão, PT). A lista trará ainda outros cinco nomes "de reconhecida idoneidade e conduta ética, identificados com a defesa da democracia, bem como com o respeito aos direitos humanos", como define a legislação. São eles: a advogada Cristina Maria Couto Guerra, a professora Helena da Motta Salles, o historiador Antônio Henrique Duarte Lacerda, a jornalista Fernanda Sanglard e um dos fundadores do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Juiz de Fora, Celso de Castro Matias Neto.

De acordo com a legislação, as atividades da comissão terão duração de seis meses, podendo ser prorrogadas por igual período. Ao final dos trabalhos será apresentado um relatório constando as atividades realizadas, os fatos examinados, as conclusões e possíveis recomendações. A comissão será nomeada em evento no Hotel Green Hill, a partir das 15h.

 

Agenda

Os 50 anos do Golpe Militar serão lembrados nesta terça-feira (1º) durante um ato unificado de repúdio organizado por segmentos de esquerda, que prometem tomar as ruas centrais de Juiz de Fora. A ação está programada para as 17h, e a concentração será realizada na Rua Halfeld. Até o início da noite desta segunda, aproximadamente 180 pessoas já haviam utilizado as redes sociais para confirmar presença na manifestação. Entre os grupos participantes, estão partidos políticos como PT, PSB e PSTU e entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Consulta Popular, o Levante da Juventude e do Comitê Memória, Verdade e Justiça de Juiz de Fora. Segundo os organizadores, o evento terá a participação de opositores aos Governo militar. Entre eles, Renê Matos, Aton Fon Filho, Gilberto Torres e Mauro Iasi. Também estão previstas a realização de debate, na Livraria Liberdade, e a exibição de documentário, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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