Ações para ampliar arborização em JF

Mutirão de Reflorestamento reuniu organizações e entidades no Parque da Lajinha ontem para o plantio de 150 mudas nativas

Em comemoração ao Dia da Árvore, celebrado amanhã, e como forma de conscientizar sobre a importância da preservação da flora, teve início ontem em Juiz de Fora a Semana da Árvore. Até sexta-feira, o evento oferece atividades à população, englobando desde o plantio de mudas, palestras, até uma ação de reflorestamento na Zona Norte. A discussão sobre a preservação ocorre no momento em que a cidade passa a contar com a Política Municipal de Arborização, que aguarda sanção do Executivo. Soma-se a este fator a necessidade de se reduzir os cerca de cem pedidos de cortes de árvores realizados junto ao Espaço Cidadão todo mês, dos quais apenas 10% são executados pela Secretaria de Meio Ambiente (SMA). Os bairros de maior número de pedidos são Granbery, na região Central, e Santos Dumont, na Cidade Alta.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Luiz Cláudio Santos Pinto, paralelo ao Plano de Arborização, a SMA tem desenvolvido um programa de reflorestamento. Com início previsto para novembro, o Granbery irá receber 42 novas árvores. “É um bairro que possui uma grande solicitação de corte de árvores. Esta ação é uma parceria com a União de Bairros e Distritos de Juiz de Fora (Unijuf), através do site deles, no qual as pessoas podem pedir o plantio de mudas”, explica.
Santos ainda destaca que, com a política de arborização, a SMA irá desenvolver ações de avaliação de todas as árvores do município. “Vamos inventariar toda a arborização da cidade, verificar aquelas inadequadas para determinado tipo de passeio, que coloquem em risco o cidadão, e substituí-las por árvores adequadas. Também será feito o plantio em locais desprovidos de vegetação”, revela.
Ainda dentro das ações, será enviado à Câmara um projeto de lei que estabelece o Pagamento por Serviço Ambiental (PSA), que tem por objetivo pagar e recompensar aqueles que ajudam a garantir um serviço ambiental. “A ideia é estimular os produtores a cuidarem dos cursos d’água e das nascentes. Vamos começar pela Represa João Penido com um projeto-piloto no período chuvoso, orientando os proprietários do entorno. Lá existem cerca de 200 nascentes, e vamos propor isolar estas áreas num raio de 50 metros.”









