JF. domingo 30 abr 2017
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O nome do seu carro na lista da Odebrecht

Seu carro tá na lista da Odebrecht?

 Apelido é dose. Se pegar, já era! Ninguém tira mais. Uns são pejorativos, outros facilitam a identificação ou, no caso recente na política brasileira, esconde a verdadeira identidade do treteiro. No mundo dos autos o apelido facilita a identificação de versões e modelos.

O Brasil tem uma verdadeira miscelânea de marcas, modelos e versões de carros. Para facilitar a identificação deles, oficinas, admiradores, lojas, desmanches e afins, criam apelidos que, às vezes, são regionais. Chega a ser também uma demonstração de carinho ou de desfeita. Então, vamos brincar?  Como seu carro seria conhecido se ele estivesse na lista de propinas da Odebrecht?

Brasília….Braubrau

Brasília, para alguns, Braubrau. Foto : Dudu Mazzei

Brasília, para alguns, Braubrau. Foto : Dudu Mazzei

Kombi….Pão de Forma

Kombi 1ª geração….Corujinha

Kombi 2ª geração… Cliper

Uno antigo…..Botinha

Uno após 2004 ….Pit Bull

Golf fase II …..Sapão

Corolla (após 2003) …Brad Pitt

Polo 2003 até 2007….Hebe Camargo

Gol motor a ar….Treme Treme

Gol “quadrado”….Caixote

Gol após 1995….Bolinha

O piloto de Juiz de Fora Guilherme Filgueiras disputa o Paulista de Marcas 1.6 com um Gol Bolinha. Foto: Dudu Mazzei

O piloto de Juiz de Fora Guilherme Filgueiras disputa o Paulista de Marcas 1.6 com um Gol Bolinha. Foto: Dudu Mazzei

Santana última fase…Robocop

Triton L200….Casca Grossa

Triton L200 recebeu o apelido do próprio fabricante: Casca Grossa. Foto: Dudu Mazzei

Triton L200 recebeu o apelido do próprio fabricante: Casca Grossa. Foto: Dudu Mazzei

Fiesta I …Espanhol

Fiesta II … Tristonho

Fiesta III… Cara de Gato

Fiat 147 1ª fase ….Frente Alta

No caso deste Fiat 147, o apelido Frente Alta surgiu depois do lançamento do Europa. Foto: Dudu Mazzei

No caso deste Fiat 147, o apelido Frente Alta surgiu depois do lançamento do Europa. Foto: Dudu Mazzei

Celta….Celtinha

Curiosidade. Na Argentina, o Celta começou a ser vendido por lá como Suzuki Fun. Foto Dudu Mazzei

Curiosidade. Na Argentina, o Celta começou a ser vendido por lá como Suzuki Fun. Foto Dudu Mazzei

New Fiesta….Ken Block

Por causa dos vídeos que o piloto americano Ken Block posta nas redes sociais com um New Fiesta, o carro ficou conhecido por causa disso com o mesmo nome. Foto: Dudu Mazzei

Por causa dos vídeos que o piloto americano Ken Block posta nas redes sociais com um New Fiesta, o carro ficou conhecido por causa disso com o mesmo nome. Foto: Dudu Mazzei

Chevette antigo …Tubarão

Chevette Tubarão: o apelido pegou  após o surgimento de outro modelo mais moderno. Foto: Dudu Mazzei

Chevette Tubarão: o apelido pegou após o surgimento de outro modelo mais moderno. Foto: Dudu Mazzei

Monza antigo…..Jacaré

Monza novo …….Tubarão

Omega após 1999… Australiano

Astra última fase…Cara de Trem

Palio “Celebration”….Big Brother

Este modelo de Palio, difícil de identificar pelo ano, ficou mais famoso como Big Brother. Foto : Dudu Mazzei

Este modelo de Palio, difícil de identificar pelo ano, ficou mais famoso como Big Brother. Foto : Dudu Mazzei

Novo Uno…Uno Ev0

Novo Uno acabou mais conhecido como Uno Evo. Foto: Dudu Mazzei

Novo Uno acabou mais conhecido como Uno Evo. Foto: Dudu Mazzei

 Recentemente a Fiat fez o pré lançamento do seu novo hatch, batizado de Argo. No mesmo dia que anunciou o nome, uma enxurrada de brincadeiras começou a circular nas redes sociais com piadinhas sobre o Argo. Ou seja, a moçada que curte carros não perdoa….

Se você conhece algum outro apelido, manda pra mim. Se tiver dúvida, crítica ou sugestão, fique à vontade.

Meu WhatsApp é 32 98704-3483.

Como gastar menos dinheiro com combustível

COMO GASTAR MENOS DINHEIRO COM COMBUSTÍVEL?

Uma das perguntas que mais recebo dos ouvintes no meu programa CBN Autos com Dudu Mazzei na Rádio CBN Juiz de Fora e na minha oficina mecânica é sobre como ter menos despesa com combustível. Vou dar algumas sugestões:

 

Deixar o carro na garagem

Isso mesmo! Carro parado com motor desligado não consome combustível. Use seu carro somente em caso de necessidade. Planeje rotas, dê e aceite carona de seus familiares, vizinhos e colegas de estudo ou trabalho. Já vi pessoas que moram no mesmo bairro, rua ou prédio que trabalham ou estudam no mesmo local e horário, mas cada um vai com seu próprio veículo.

Na Cidade do México, triciclo táxi movido à pedal e  com motor elétrico faz pequenos trajetos no miolo central. Foto: Dudu Mazzei

Na Cidade do México, triciclo táxi movido à pedal e com motor elétrico faz pequenos trajetos no miolo central. Foto: Dudu Mazzei

Conciliar compromissos

Exemplo: enquanto seu filho está em uma atividade extra, aproveite e faça as compras em um mercado próximo. Um conhecido meu fazia natação em um dia e seu filho no outro. Passaram a fazer no mesmo dia e hora. Resolvido!

Faça as contas

Um parente próximo me disse que estava fazendo caminhadas diárias no Campus da UFJF, para não pagar academia de ginástica. Ia de carro de casa até a UFJF e voltava. Fiz as contas com ele. Rodava uns 12 km por dia neste trajeto de ida e volta. Quase um tanque por mês. Ou seja, 50 litros vezes R$3,89 = R$194,00. Menos de um quilômetro de distância de casa, ele tinha duas academias para escolher. Matriculou-se em uma e deixou de rodar mais 4.000 km desnecessariamente por ano.

Cena comum no interior  Argentina e aqui no Brasil também: motos com mais de duas pessoas e todas sem capacete. Foto: Dudu Mazzei

Quando o barato sai caro! Cena comum no interior da Argentina e aqui no Brasil também: motos com mais de duas pessoas e todas sem capacetes.   Foto: Dudu Mazzei

 

Baboseiras

Dizem os “entendidos” (e ele são muitos) que se você abastecer seu carro pela manhã é melhor. Que rodar com o combustível na reserva danifica a bomba de combustível. Que instalar um kit de gerador de hidrogênio faz seu carro rodar 2.000 km com um litro de água (sic). Tudo isso ou é exagero ou é inverdade. Às vezes, as duas coisas juntas. Milagre não existe.

Na Cidade do México, a prefeitura disponibiliza bikes para uso na área central, gratuitamente. Foto: Dudu Mazzei

Na Cidade do México, a prefeitura disponibiliza bikes para uso na área central, gratuitamente. Foto: Dudu Mazzei

Conclusão

O que realmente colabora na economia é:

1)    Rodar com seu carro com a manutenção sempre em dia. Velas novas, filtro de ar limpo, pneus calibrados, etc, etcDirigir com paciência, moderando o uso do acelerador. Mais pressa, maior despesa.

 2)    Escolher trajetos curtos e evitar horários de pico. Trânsito lento consome tempo e dinheiro

Trânsito lento é sinônimo de desperdício de tempo e dinheiro.  Foto: Dudu Mazzei

Trânsito lento é sinônimo de desperdício de tempo e dinheiro. Foto: Dudu Mazzei

3)    Uso racional do seu carro. Compartilhar, oferecer e usar carona

4)    Utilizar ônibus, táxi ou Uber (eles já são muitos). Conforme o trajeto ou número de passageiros, pode ser muito mais barato que pagar estacionamento em uma festa ou balada, por exemplo. Além de economizar combustível

Ônibus custo baixo e conforto idem. Táxi, custo mais alto e boa alternativa quando se tem mais pessoas para "rachar" a despesa. Foto: Dudu Mazzei

Ônibus tem custo baixo e conforto idem. Táxi, custo mais alto e boa alternativa quando se tem mais pessoas para “rachar” a despesa. Foto: Dudu Mazzei

5)     Muitos estabelecimentos oferecem serviço de entrega sem custo. Ou mais barato do que se você usar seu próprio carro e buscar

 

Pense nisso

Ter uma automóvel, para alguns, é status. Porém pode custar (muito) caro e bagunçar seu orçamento. Mesmo parado, seu carro estará sujeito aos impostos, taxas, depreciação, despesas com conservação, revisões, etc.

Faça as contas antes de comprar um carro. Costumo dizer aos meus clientes que um carro é fácil ter, o difícil é manter.

Ao comprar um carro, faça as contas. Comprar é uma coisa, manter é outra! Foto: Dudu Mazzei

Ao comprar um carro, faça as contas. Comprar é uma coisa, manter é outra! Foto: Dudu Mazzei

Se você tem dúvidas, críticas ou sugestões, quer divulgar eventos de automóveis, automobilismo e tratar assuntos relacionados ao mundo da mecânica, estou no Facebook como Alexandre Dudu Mazzei.

 Minha oficina: MK Muvuka Oficina Mecânica Praça da República, 105 Poço Rico Juiz de Fora Tel: 32 32342559

No WhatsApp, 32 98704-3483

Toda segunda feira, às 10h45  (reapresentação às 15h45), faço o CBN Autos com Dudu Mazzei no AM 1.010 da Rádio CBN Juiz de Fora.

Chevrolet Opala: saudade de um ícone brasileiro

 

Ele começou a ser rascunhado (que palavra feia!) em 1963 como Projeto 676. Sua missão: ser o primeiro automóvel da General Motors projetado para o Brasil. Tinha tudo para dar errado. A parte mecânica estadunidense (outra palavra esquisita!) e componentes da carroceria – inclusive a própria – de origem europeia. Assim, os componentes de fixação da mecânica eram em polegadas e os demais em milímetros.

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O nome

Duas versões explicam seu nome de batismo. Uma seria a mistura de suas origens, Impala (EUA) que doou seus componentes mecânicos e Opel Rekord da divisão da GM que lhe forneceu os demais elementos. Outra seria em homenagem à pedra preciosa Opala, encontrada até então somente na Austrália e no Brasil, precisamente no Piauí. Escolheram bem!

 

1968

Sua estreia no Brasil foi no Salão do Automóvel de São Paulo, em 1968. Sucesso geral. De início, apenas uma versão de carroceria – sedã de quatro portas – e duas opções de motor: quatro cilindros de 2500 cilindradas e seis cilindros de 3800, que anos depois foi substituído por um maior, o famigerado 4100.

 

No ano seguinte ao seu lançamento, o Opala atingiu a marca de 10 mil unidades vendidas. Foto: Divulgação

No ano seguinte ao seu lançamento, o Opala atingiu a marca de 10 mil unidades vendidas. Foto: Divulgação

Vendeu mais que o esperado?

Eu acho que sim! Em 1969 a GM comemorou 10 mil unidades vendidas do Opala. No ano seguinte, a incrível marca de 50 mil. Em 1974, no auge da crise mundial de petróleo, 300 mil. A linha 1975 surge cheia de novidades no interior, frente e traseira. Em 1978, a montadora alcança meio milhão unidades e no ano seguinte, 600 mil. Já em 1982 é produzido o 700.000º Opala. Em 16 de abril de 1992, depois de 23 anos de produção ininterrupta, a fábrica encerra oficialmente sua produção, com quase 1.000.000 de unidades produzidas.

 

Imagina chegar em uma concessionária e ter este leque de opções? Foto: Divulgação

Imagina chegar em uma concessionária e ter este leque de opções? Foto: Divulgação

Pontos fracos e fortes

A suspensão cobrava atenção e cuidados constantes. A parte superior do tabelier (painel) era comum trincar depois de anos tomando sol. O diferencial não aceitava desaforos, já caixa de marchas era mais resistente, assim como o motor e o sistema elétrico. Na lataria, pontos de ferrugem e ondulações eram comuns. Desempenho e consumo de combustível variavam de acordo com o motor escolhido e com o pé do motorista. Quem tinha muita pressa geralmente reclamava do desempenho do 4 cilindros e do consumo do 6 cilindros. Mas do conforto e do status, isso ninguém se queixava. Por muito tempo atendi diversos e até hoje ainda conserto alguns na minha oficina. Todos com estórias e histórias! Ôh!

Recém criada, a categoria Old Stock Race está fazendo o maior sucesso. Foto Dudu Mazzei

Recém criada, a categoria Old Stock Race está fazendo o maior sucesso. Foto: Dudu Mazzei

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Os anúncios em revistas eram sempre chamativos e criativos. Foto: Divulgação

 

 

Saudades

Meu pai trabalhou para uma empresa e viajava em um modelo branco, quatro portas, ano 1971. Adorou o carro nos poucos meses que viajou com ele. Anos depois, em 1978, comprou o seu próprio Opala, azul “tampa de caneta Bic” duas portas, 1972, quatro cilindros, três marchas com alavanca na coluna de direção. Eu ainda não me aventurava na mecânica, mas já era fera em passar Silibril no bancos de vinil (que escorregava pra caramba), cera Carnu na pintura e Kaol nos cromados, sem contar a pasta Nugget preta nos pneus. Em 2000 foi a vez de eu comprar meu Diplomata 4.1/S preto 1991, simplesmente lindo e maravilhoso. Um ano depois vendi meu “Diplô”. Foi-se o carro, ficou a saudade.

 

O meu "Diplô" 1991 era igual a este. Saudades.... Foto: Divulgação

O meu “Diplô” 1991 era igual a este. Saudades…. Foto: Divulgação

Interlagos e Ibitipoca

Amigo na pista: Guilherme Filgueiras chega em 2º lugar em Interlagos

Quem conhece o Luis Guilherme Rosa Filgueiras (ou Guigui para os mais chegados), sabe o quanto ele gosta e participa ativamente do automobilismo. No domingo 2 de abril o juizforano participou da 4ª etapa do Campeonato  Paulista de Marcas e Pilotos 1.6. Ele correu nessa prova com um Corsa da Equipe Arias e chegou em 2º lugar, poucos segundos atrás do líder da prova, o também mineiro Wanderson Freitas.

 

Guigui Filgueiras correu de Corsa e chegou em 2º. Foto: Dudu Mazzei

Guigui Filgueiras correu de Corsa e chegou em 2º. Foto: Dudu Mazzei

1ª Etapa do Novo Rally MG foi um sucesso. E eu já sabia!

Juiz de Fora, Lima Duarte e a região da serra de Ibitipoca receberam competidores de vários estados na 1ª etapa do campeonato de rally de regularidade Novo Rally MG. Eles largaram no sábado (8 de abril) de Lima Duarte e encararam cerca de 170 km em cinco horas de prova.

 

A chuva durante a prova trouxe ainda mais emoção ao evento. Foto: Pepê Mazzei

A chuva durante a prova trouxe ainda mais emoção ao evento. Foto: Pepê Mazzei

O evento

No fim de 2015, quando soube que haveria um campeonato de rally de regularidade organizado por um grupo de rallyzeiros daqui de Juiz de Fora, acreditei na mesma hora que seria um sucesso. Aos poucos, fui sabendo de como e por quem seria feito. Nomes eu prefiro não citá-los, afinal ninguém merece ser esquecido.

O clima de confraternização é uma "marca registrada" dos competidores de off road. Foto: Pepê Mazzei

O clima de confraternização é uma “marca registrada” dos competidores de off road. Foto: Pepê Mazzei

 Meus parabéns então aos organizadores M8 Rally e Jeep Club de Juiz de Fora, empresas e todos que participaram, apoiaram e colaboraram com o evento, que veio pra ficar. Assim que tem que ser. Unidos por um espírito de confraternização, que diverte e distrai as pessoas em uma época tão conturbada no Brasil e no mundo.

Rally de Regularidade

Nesta modalidade os participantes largam em dupla (piloto e navegador) e o objetivo é andar cada percurso na velocidade determinada pela organização da prova. Atrasar ou adiantar gera perda de pontos. Segundo um dos organizadores do campeonato, Weidner Moreira, a grande preocupação é com a segurança e ao mesmo tempo com a diversão e confraternização entre os competidores. Nesta prova, todo o trajeto foi em propriedades particulares.

Próxima etapa

 Barbacena irá receber em 27 de maio a 2ª etapa do campeonato. O diretor da M8 Rally Marcos Leal promete surpresas: “já temos pelo menos cinco fazendas disponíveis para os competidores se divertirem bastante, com um detalhe que não abrimos mão, que é a segurança de todos”.

Resultados 

Braulio Ferreira e Matheus Mazzei foi a dupla de Juiz de Fora melhor classificada na Master. Foto: Pepê Mazzei

Braulio Ferreira e Matheus Mazzei foi a dupla de Juiz de Fora melhor classificada na Master. Foto: Pepê Mazzei

 Categoria Master

1º) Wander Filho / Wagner de Paula

2º) Fernando (Fefé) Gomes / C. Serpa

3º) Bráulio Ferreira / Matheus Mazzei

Tudo em casa! Marcelo Jucá e Pedro Jucá (pai e filho) chegaram em 1º na Graduado. Foto Pepê Mazzei

Tudo em casa! Marcelo Jucá e Pedro Jucá (pai e filho) chegaram em 1º na Graduado. Foto Pepê Mazzei

Categoria Graduado

1º) Marcelo Jucá / Pedro Jucá

2º) Adinirso Siqueira / Guilherme Siqueira

3º) Paula Breves / Vilma Rafael

 Rafael Cagnin e Raphael Borges faturaram o 3º na Turismo. Foto: Pepê Mazzei

Rafael Cagnin e Raphael Borges faturaram o 3º na Turismo. Foto: Pepê Mazzei

Categoria Turismo

1º) Amir Novaes / Yago Massariol

2º) Léo Lanziotti / Priscila Nogueira

3º) Rafael Cagnin / Raphael Borges

Elias Bressan e Lucas "2e10" Soares  chegaram em 2º na Turismo Light. Foto: Pepê Mazzei

Elias Bressan e Lucas “2e10″ Soares chegaram em 2º na Turismo Light. Foto: Pepê Mazzei

Categoria Turismo Light

1º) Sergio Maurano / Adriana Maurano

2º) Elias Bressan / Lucas “2 e 10” Soares

3º) Jackson Rodrigues / Thaís Esteves

Recorde Brasileiro de Subida de Montanha Off Road

Todo mundo tem um amigo meio doido, eu também tenho! Vários, por sinal. Um deles acaba de bater o recorde brasileiro de Subida de Montanha Off Road. Entendeu? Então eu explico. O amigo em questão é Renato Rudge Perotti, especialista em expedições na Cordilheira dos Andes. Vou por partes…

O desafio

Tendo como parceiro Vinicius Branca, no começo desse mês ele partiu para um desafio pessoal.  Chegar aos 6.000 metros de altitude sem usar estradas prontas e com um veículo normal.“A montanha ainda estava nevada e a temperatura beirava os seis graus negativos. Os vales estavam extremamente traiçoeiros, com areia e lama profunda, mas conseguimos fazer bonito e chegamos a 5.803 metros de altitude sem usar oxigênio e com um carro original. Tudo completamente sem usar trilhas, track ou dicas”, detalha Renato.  “Foi descobrindo cada veio dos Gigantes dos Andes. Cerro Veladeiro, Monte Pissis, Bonete Chico e Corona del Inca que alcançamos a marca. Passa a ser o recorde brasileiro de ‘Subida de Montanha Off Road’,  como dizem por aqui”, comemora o aventureiro.

Perotti alcançou 5.803 metros. Foto: V. Branca

Perotti alcançou 5.803 metros. Foto: V. Branca

  A picape

Dos 14 anos de expedições na Cordilheira, os cinco últimos foram a bordo de picapes Mitsubishi L200 Triton. Durante o lançamento da All New Triton, Perotti a escolheu para encarar a subida. “Importante dizer que todos que fazem este tipo de desafio utilizam veículos altamente preparados, mas nosso objetivo era conseguir com um carro original, que por sinal, se comportou muitíssimo bem.

Nos últimos cinco anos, ele percorreu a cordilheira dos Andes com picapes Mitsubishi Triton. Foto: V. Branca

Nos últimos cinco anos, ele percorreu a cordilheira dos Andes com picapes Mitsubishi Triton. Foto: V. Branca

O que vem por aí

O próximo desafio vai ser alcançar o objetivo inicial,  a marca de 6.000 metros de altitude. Provavelmente no fim do ano, quando o calor chega, provocando o degelo das camadas mais altas da neve.

Renato recebendo da Câmara Riojana de Turismo, La Rioja -Argentina, a homologação da subida

Renato recebendo da Câmara Riojana de Turismo, La Rioja -Argentina, a homologação da subida. Foto: V. Branca

 #saidosofá

“Enquanto dezembro não chega,  continuarei  a levar grupos de amantes do off road para conhecer os pontos mais lindos da Cordilheiras dos Andes. A próxima  expedição partirá na Semana Santa e tenho outra marcada para as férias de julho. Vem comigo, sai do sofá”, convida Renato usando o seu bordão.  Se você quiser participar dos passeios pela Cordilheira, é só escrever para ele no e-mail: renato@aventura4x4.com.br. Para ver mais fotos visite: www.4x4aventura.com.br

Durante a Missão Cordilheira (junho de 2015,), fiz mais de 7.000 fotos de paisagens como esta, de tirar o fôlego! Foto: Dudu Mazzei

 

Eu fui!!!

Em julho de 2015 participei de um desafio com o Renatão. Chamado de Missão Cordilheira, éramos 21 pessoas “normais” em nove  Pajero Dakar e cinco L200 Triton.  Percorremos 1.600 km atravessando cinco desertos em cinco dias. Fiz quase sete mil fotos, chegamos a  mais de 4.300 metros de altitude, encaramos sensação térmica de – 10ºC, percorrendo lugares maravilhosos e passando por paisagens d e s l u m b r a n t e s !!! Tudo organizado com muito capricho e segurança. Por isso tudo, recomendo!

Encarei baixas temperaturas, mesmo no sol do meio dia. Foto: Rogério Collepicolo

Encarei baixas temperaturas, mesmo no sol do meio dia. Foto: Rogério Collepicolo

TKR Cara Preta

Se você perguntar para quem tem mais de 35 anos sobre o TAKARA CRF-150M, provavelmente 99,9% não vão saber o que é. Porém, indague sobre o TKR Cara Preta. Tudo mundo que teve carro nessa época o conhece. Foi o toca fitas mais cobiçado dos anos 70 e 80 do século passado. Mais precisamente na segunda metade da década de 1970 e na primeira dos anos 80.

TKR Cara Preta, o toca fitas mais desejado do Brasil. Foto; divulgação

TKR Cara Preta, o toca fitas mais desejado do Brasil. Foto: divulgação

Qualidade de som (pra época!), facilidade de manuseio e de operação eram suas maiores qualidades. Em seis botões era possível ajustar o tom, balanço, volume, avanço e retrocesso da fita, sintonia do rádio e a selecionar AM/FM. Quem podia instalava ainda um equalizador Tojo, alto falante Arlem, Bravox ou Novik, cornetas Selenium e antena Truffi. Para um som mais puro, nada melhor (e mais caras) do que as fitas K7 Basf de cromo.

Para manter a qualidade de som sempre “maneira”, um espeto de churrasco com um chumaço de algodão na ponta, embebido em álcool isopropílico tirava os resíduos do cabeçote de leitura da fita K7 ou dos roletes de borracha do mecanismo de tração. A fita, por sinal, volta e meia tinha que ser esticada com auxílio de um lápis sextavado ou caneta Bic. Complicado? Não para aquele tempo. Não existia nada melhor…

Volta e meia a fita K7 tinha que ser esticada com lápis sextavado ou caneta Bic. Imagem: divulgação

Volta e meia a fita K7 tinha que ser esticada com lápis sextavado ou caneta Bic. Imagem: divulgação

Quando um lado da fita chegava ao fim, uma luz vermelha começava a piscar, indicando que ela deveria ser virada para tocar do outro lado. Era comum, com o calor do interior do carro, a fita empenar e agarrar dentro do aparelho. Para removê-la, às vezes era preciso abrir o toca fita. Que luta!

Quem curtia som mais pesado, investia em um amplificador ou no top dos top: um equalizador. O líder de mercado era o famigerado Tojo. GR100 e GR 300 eram os mais vendidos.

Como as fitas oficiais já com as músicas gravadas custavam muito dim dim, o jeito era gravar de outra fita ou disco de vinil. Ou então gravar de rádios FM. Se você desse sorte de não entrar uma vinheta, propaganda ou a voz do locutor na música, dava pra quebrar o galho.

 

Como este equipamento de som era caro, os amigos do alheio “passavam a mão” neles. Arrebentavam o quebra vento do carro, arrombavam a porta ou quebravam um vidro para retirá- lo do painel ou console. Alarme, naquela época, não resolvia. O jeito então era fixar o toca fita e o equalizador em uma bandeja que se dividia em duas partes. Uma ficava nele e outra no carro. Você destravava, tirava da bandeja e saía carregando aquele trambolho pela rua. Na mesa de bar ou restaurante montes de aparelhos se formavam sobre as mesas. Quase ninguém se importava com isso. Afinal, carregar um TKR Cara Preta na mão era pura ostentação…

E você, teve um? Tem saudades? Então me conta….

Para perguntar, criticar, sugerir: entre em contato comigo no WhatsApp 32 987043483, por e-mail: alexandremazzei@yahoo.com.br ou no Facebook: Alexandre Dudu Mazzei

Sai o Giro Motor, começa o Blog do Dudu Mazzei

Comecei cedo a curtir máquinas e motores. Desde “quando eu era menino pequeno” na Rua Padre João Emílio, Bairro Alto dos Passos, Juiz de Fora, já admirava a mecânica, sempre orientado por meu irmão Dedé – mais velho e igualmente fã deste segmento – e pelo meu pai. Com eles aprendi que “tudo na vida é jeito”, “a pressa é inimiga da perfeição”, “o importante não é o que se sabe, mas o que se faz com aquilo que se sabe” e muitas outras frases que até hoje me norteiam.

Em 1984, minha casa na Rua Padre João Emílio e meu primeiro carro, Gordini III 1967. Foto: Maurício Mazzei

Em 1984, minha casa na Rua Padre João Emílio e meu primeiro carro, Gordini III 1967. Foto: Maurício Mazzei

Orientado pelo meu amigo de infância Cacalo Grizendi, fiz a prova do saudoso CTU da UFJF e passei para o curso de Técnico de Mecânica aos 14 anos de idade. Quando eu tinha 15, meu irmão e guru Dedé faleceu (aos 25 anos) em um acidente de moto. Deixou eterna saudade, ótimas ferramentas, e ensinamentos, muitos ensinamentos. Hora de me virar sozinho… Terminei o CTU em 1984 e no ano seguinte fui fazer estágio na Siderúrgica Mendes Júnior. No quarto mês pedi o encerramento do estágio, contrariando pai e mãe. No dia do 19 de março de 1986 (bem no aniversário do amigo Cacalo), poucos dias após tirar minha tão sonhada carteira de motorista, transformei a garagem da minha vizinha de frente – Dona Maria – na oficina mecânica MK Regulagem de Motores. Como era pequena, apertada, minúscula, meu amigo Moysés Andrade a chamava de MUVUKA. Não é que o apelido pegou? Terminei 1986 com 87 consertos, e de lá pra cá, ao longo de 31 anos, foram mais de 30 mil! Em 1988 fui convidado a fazer uma coluna para o jornal semanal Transas & Transas, distribuído gratuitamente nas ruas de Juiz de Fora. Me tornei também perito, consultor e professor de mecânica. Com matérias publicadas em jornais, sites e revistas, incentivado por minha esposa e filhos, resolvi fazer faculdade de Jornalismo. Formado, palmilhei feliz tocando as minhas paixões: fotografia, comunicação, automobilismo e mecânica.

Em março de 2015, almoçando com os pilotos Ingo Hoffmann, Beto Gresse, Rubinho Barrichello e o amigo juizforano Marcelo Mendes, que clicou a foto.

Em março de 2015, almoçando com os pilotos Ingo Hoffmann, Beto Gresse, Rubinho Barrichello e o amigo juizforano Marcelo Mendes, que clicou a foto.

Em 2015 comecei meu programa semanal CBN Autos com Dudu Mazzei na Rádio CBN Juiz de Fora. Descobri no rádio outra paixão. Depois, hora de fazer vídeos! Foram 51 edições do Giro Motor com Dudu Mazzei para o site do jornal Tribuna de Minas. Atingimos em um ano a marca de 67 mil visualizações no site do jornal. Semana passada aceitei de pronto o convite/desafio de “bloguear” sobre veículos, automobilismo e mecânica. Te convido então a acompanhar e participar deste espaço que, apesar de se chamar Blog Dudu Mazzei, será o meu, o seu, o NOSSO canal para conversar, trocar ideias, tirar dúvidas e divulgar assuntos do mundo das máquinas e motores. Topa? Para me acompanhar no CBN Autos: sintonize seu rádio toda segunda feira às 10h45 e 15h45 (reprise) no AM 1.010 ou clique neste link. Para assistir aos vídeos do Giro Motor, visite nosso canal no YouTube. Se você quiser comentar, criticar, tirar dúvidas ou dar sugestões, mande para meu WhatsApp: (32) 98704-3483 ou pelo meu Facebook Alexandre Dudu Mazzei. Prefere e-mail? Tudo bem! akexandremazzei@yahoo.com.br.

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