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01 de Maio de 2014 - 06:00

Por RAPHAEL PANARO

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Em 2015, o Fit será oferecido em quatro versões, com preço a partir de R$ 49.900
Em 2015, o Fit será oferecido em quatro versões, com preço a partir de R$ 49.900

Os planos da Honda para a terceira geração do monovolume Fit não são nada modestos, afinal, ele é o quarto modelo mais vendido da marca japonesa no mundo, com mais de cinco milhões de unidades - perde apenas para Accord, Civic e CR-V. No Brasil, onde chegou em 2003, também desfruta de certo êxito. Ano passado, o Fit emplacou uma média de 3.300 unidades mensais e liderou com folga o segmento de monovolumes - mais que o dobro das vendas do segundo colocado, o Fiat Idea. Lançada em setembro, no Japão, a terceira geração do Fit é a maior aposta da fabricante nipônica. Tanto que, no Brasil, pretende comercializar cinco mil carros/mês - mais que o Civic. Para isso, a Honda ousou na estética com traços esportivos, evoluiu o conhecido motor 1.5 litro, promoveu a volta da transmissão CVT - agora com conversor de torque - e caprichou no interior.

E essa "pequena revolução" do Fit começa no design. O modelo inaugura uma nova linguagem visual global da Honda, que será aplicada para os futuros lançamentos da marca. A parte dianteira passa a trazer o conceito batizado de "Solid Wing Face", que fica bem evidenciado por meio da grade frontal cromada - já presente no novo City lançado na Ásia e no utilitário Vezel, que será produzido no Brasil em breve. Os parrudos para-choques ganharam generosas entradas de ar ou luzes de neblina nas versões mais caras. No perfil, chama atenção o vinco acentuado em toda extensão lateral, que reforça a sensação de movimento. Atrás, as novas lanternas ressaltam o aspecto moderno.

A terceira geração do Fit traz também uma nova arquitetura - adotada no Vezel e no novo City. Tanto a plataforma quanto a carroceria usam, em mais abundância, aços de alta tensão, que permitem reduzir o peso do carro e ainda dar mais rigidez torcional ao conjunto. O entre-eixos é três centímetros maior e agora ostenta 2,53 metros. O comprimento cresceu quase 10cm - segundo a Honda, em função dos para-choques mais avantajados. Altura e largura ficaram na mesma. Por dentro, no entanto, a Honda fez uma reengenharia do espaço. Os ocupantes ganharam 3,5cm de "folga" entre os ombros na dianteira e 2cm a mais na traseira, graças aos aços mais finos da carroceria. A posição de dirigir está um centímetro mais baixa devido à diminuição do tanque de combustível - que fica no assoalho embaixo dos assentos dianteiros. Além disso, com os braços da suspensão traseira mais curtos, os bancos traseiros foram oito centímetros para trás, abrindo mais espaço para o tronco e pernas.

Na parte mecânica, a Honda "aposentou" o motor 1.4 litro. Em todas as configurações, o novo Fit vem com o conhecido propulsor 1.5 litro, que só equipava a versão topo de linha do antecessor, além da Twist - configuração "aventureira" que, em breve, irá ganhar sua versão na terceira geração. Mas o motor passou por algumas modificações como o coletor em plástico de alta resistência em vez do alumínio usado antes. O comando de válvulas foi redesenhado e teve atrito e peso reduzidos, o que aumentou o torque em baixas rotações. A potência continua nos 115/116cv a seis mil giros com gasolina e etanol, respectivamente. Já o torque aumentou. Passou de 14,8/14,9kgfm para 15,2/15,3kgfm. A nova geração do Fit passa a ter o propulsor com tecnologia chamada de FlexOne, que dispensa o "tanquinho" para partida a frio.

Mas a maior mudança no trem de força está na transmissão. Além do câmbio manual de cinco marchas, a primeira geração usava também um CVT que deu lugar a um automático de seis relações na segunda. Na atual, a Honda diz que achou "o melhor dos mundos" e voltou a usar o CVT. Em versão mais moderna, ele agora vem com conversor de torque, que acopla as engrenagens de forma mais rápida e suave. Segundo a marca, o componente permitiu um ganho de 17% de eficiência em relação ao câmbio automático. Nas versões DX e LX, a transmissão é manual de cinco marchas, mas há a opção de câmbio CVT - que adiciona mais R$ 4.600 ao preço. Nas versões EX e EXL, a transmissão é sempre CVT.

Para a linha 2015, a Honda vai comercializar o Fit em quatro versões. A básica DX - que deve corresponder somente a 3% do mix - parte de R$ 49.900. Traz itens como ar-condicionado, maçanetas na cor do veículo, abertura interna do tanque de combustível e encosto de cabeça para todos os ocupantes.

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