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30 de Junho de 2011 - 07:00

Fusion V6 AWD exprime o máximo do requinte da Ford no Brasil, mas preço elevado inibe as vendas

Por MARCELO COSENTINO Auto Press

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O Fusion V6 surgiu na linha 2010 para dar uma "pegada" ainda mais refinada ao sedã da Ford. Afinal, desde que foi lançado no Brasil - em 2006 -, o Fusion cresceu ao roubar público das versões "top" dos médios concorrentes, como Honda Civic, Toyota Corolla e Chevrolet Vectra. Como é produzido no México - portanto, isento de imposto de importação em virtude dos acordos comerciais -, o preço competitivo sempre foi um atrativo do sedã por aqui. Com essa nova versão, a ideia é brigar também com sedãs médios-grandes mais sofisticados, como Hyundai Azera, Honda Accord, Toyota Camry e Volkswagen Passat. Acontece que, enquanto a versão mais potente parte de "salgados" R$ 103.360, a variante de entrada - menos potente e sem qualquer diferenciação visual - começa em R$ 83.660. A expressiva diferença de quase R$ 20 mil se reflete no "share" de vendas do Fusion. Hoje, a versão com o motor 2.5 é responsável por 89,5% das vendas, enquanto a V6 AWD representa tímidos 8%, e a versão híbrida, a partir de R$ 133.900, apenas 2,5%. Para tentar aquecer um pouco as vendas diminutas da versão V6, a Ford acaba de lançar uma inédita opção com tração dianteira, a partir de R$ 94.360.

Por fora, o topo de linha não ostenta diferenças. O grande destaque vai sob o capô. Lá está o poderoso motor Duratec com seis cilindros em V, bloco e cabeçotes em alumínio, duplo comando no cabeçote com sistema de abertura variável de válvulas na admissão, 243 cv de potência a 6.550 rpm e 30,8 kgfm de torque a 4.300 giros. Ou seja, com força de sobra para encarar sem temores o peso de uma eventual blindagem - precaução comum em veículos bem cotados entre os grandes empresários e altos executivos. Este moderno propulsor trabalha em conjunto com a caixa de marchas automática de seis velocidades com opção de mudanças sequenciais. Outro ponto alto da mecânica do sedã mexicano é a tração integral do tipo All Wheel Drive - AWD.

Em termos de equipamentos, o Fusion V6 AWD também está bem servido - como deveria estar qualquer modelo que rompa a barreira dos R$ 100 mil. Sai de fábrica com seis airbags, freios com ABS e EBD, controles eletrônicos de estabilidade e de tração, tela de LCD de 8 polegadas sensível ao toque, sistema de monitoramento da pressão dos pneus, sensores de ponto cego e de tráfego cruzado e câmara de ré. O sistema Sync permite ao motorista interagir com o carro por meio de controles de voz e do monitor touch screen. Além destes, ainda estão presentes os óbvios ar-condicionado automático, direção elétrica, revestimento em couro, computador de bordo, entre outros. A Ford disponibiliza como único opcional o teto solar elétrico, ao preço de R$ 4 mil.

É natural que, com uma diferença de quase R$ 20 mil, a versão V6 pareça - e realmente seja - cara em relação à de entrada. Apesar disso, apresenta uma relação custo/benefício interessante em comparação com outros sedãs médio-grandes equipados motor V6, como Toyota Camry XLE 3.5 V6 e Honda Accord EX 3.0 V6 - respectivamente R$ 131 mil e R$ 144.500. No entanto seu maior rival, o coreano Azera V6, tem preço inicial em "agressivos" R$ 83.860. Não por acaso, o sedã da Hyundai teve 3.975 unidades comercializadas nos cinco primeiros meses do ano. Já o Fusion V6 AWD ficou em tímidas 319 unidades.

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