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03 de Abril de 2014 - 06:00

Versão topo de linha é bem equipada, mas exagera no preço

Por RAPHAEL PANARO

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Vendido apenas com quatro portas, versão mais equipada do compacto custa R$ 39.390
Vendido apenas com quatro portas, versão mais equipada do compacto custa R$ 39.390

O Up chegou com credenciais impressionantes ao mercado brasileiro. O carrinho foi anunciado como principal lançamento da Volkswagen neste século, atingiu cinco estrelas nos testes de colisão do Latin NCAP, obteve o menor custo de reparabilidade no ranking oficial do Centro de Experimentação Viária (Cesvi) e ainda tirou nota "A" em relação ao consumo no Programa de Etiquetagem do InMetro. Mas a missão era complicada: substituir o aposentado Gol G4 e fazer com que a marca alemã ultrapassasse a Fiat na liderança de mercado. Apesar do frescor de novidade e da massiva publicidade na tevê, o Up terminou março - primeiro mês cheio de vendas - em um longínquo 16º lugar no ranking do carros mais vendidos em território nacional. O modelo emplacou 3.517 unidades. Um início não muito animador, principalmente porque o marketing da marca projetava informalmente, em meio à euforia do lançamento, 120 mil vendas para o primeiro ano.

Vendido ainda apenas com quatro portas, o Up começa em R$ 28.900 do despojadíssimo Take Up e vai até R$ 39.390 na versões topo de linha cromáticas White Up, Red Up e Black Up. E é nessas configurações que o modelo traz o que de melhor tem a oferecer. Vêm com rodas de liga-leve de 15 polegadas, chave canivete, retrovisores elétricos, bancos parcialmente em couro sintético, volante revestido em couro, ar-condicionado, sensor de estacionamento e rádio CD/MP3/Bluetooth/Aux. A etiqueta pode subir até os R$ 41.360 com o sistema "Maps & More". O dispositivo opcional é uma tela de GPS sensível ao toque acoplada no painel, mas totalmente integrada ao modelo. Ela também funciona como extensão do rádio e do computador de bordo do veículo, além de fornecer conexão Bluetooth.

A produção nacional do Up estava no cronograma da Volkswagen e faz parte do aporte da marca alemã na unidade de Taubaté, São Paulo, de R$ 9,2 bilhões que serão investidos até 2016. O subcompacto, lançado na Europa em 2012, recebeu uma "abrasileirada" e sofreu pequenas alterações na sua concepção. Para encarar os desníveis das estradas tupiniquins, as suspensões dianteira e traseira tiveram uma calibração especial e foram elevadas em 20mm em relação ao Up europeu - associado ao conjunto de roda e pneu de maior diâmetro. Houve também uma alteração na dimensão. O comprimento cresceu 6,5 centímetros - para um total de 3,60 metros - e a altura é de 1,50m - contra 1,48m do modelo do Velho Continente. Parte dessas mudanças refletiram na ampliação da área de porta-malas, que passou de 211 para 285 litros. Outra diferença foi a substituição da tampa do porta-malas de vidro por uma convencional em aço. No Up "made in Brazil", as janelas traseiras se abrem normalmente em vez de bascularem - solução comum em subcompactos europeus. Já o tanque de combustível por aqui tem 50 litros - 15 a mais que o europeu. Útil para não comprometer demais a autonomia de quem roda com etanol.

Uma das atrações do Up está sob o capô. Mas o motor três cilindros 1.0 litro - que estreou no Brasil no Fox Bluemotion - equipa toda linha o Up por aqui. São três cilindros, com quatro válvulas em cada, que rendem 76/82cv a 6.250 rotações e 9,7/10,4kgfm de torque a três mil rpm, quando abastecido com gasolina e etanol, respectivamente. No Up, o tricilíndrico é suficiente para levar o carro de zero a 100km/h em 12,4 segundos e à velocidade máxima de 165km/h - sempre com etanol. A única transmissão disponível, por enquanto, é a manual de cinco marchas. Mas, na tabela de consumo do InMetro, já há um teste do Up com câmbio automatizado - o que pode sugerir que uma versão I-Motion será lançada em breve. E, provavelmente, baseada nas configurações "top".

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