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27 de Março de 2014 - 06:00

Imponente na aparência, sedã se mostra 'dócil' em movimento

Por RAPHAEL PANARO RAPHAEL PANARO

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Aceleração do modelo é gradativa e contínua, sem arroubos esportivos
Aceleração do modelo é gradativa e contínua, sem arroubos esportivos

Em um primeiro contato visual, o Altima se impõe. O design é um dos pontos que chamam atenção. Não chega a ser arrojado, mas a dianteira com a grade hexagonal cromada e os largos faróis passam uma sensação de robustez. Em movimento, o sedã mostra ser totalmente dócil. O Altima é 42cv mais potente que o Sentra - que tem 140cv. Porém, o comportamento do modelo é bem parecido com o do sedã médio da Nissan - que, em sua nova geração, faz sucesso por aqui. A aceleração é gradativa e contínua, sem arroubos esportivos. Muito influenciada pela transmissão CVT, que "amansa" o desempenho do carro. Para segurar o Altima nas curvas, a suspensão é independente nas quatro rodas, com conjuntos McPherson na frente e Multilink na traseira. Isso garante um belo comportamento dinâmico ao sedã de dimensões generosas.

Outro destaque do carro é o habitáculo. Os bancos parecem poltronas e permitem que o condutor passe muito tempo ali sem sentir incômodo. O volante tem boa pegada, peso correto e boa relação com as rodas da frente. Mesmo em velocidades mais elevadas, transmite sensação de segurança. Entre o odômetro e o velocímetro - que são analógicos - há um display colorido de quatro polegadas. De acordo com a preferência do condutor, é possível configurar e mostrar detalhes do sistema de áudio, consumo instantâneo, computador de bordo, sistema de monitoramento da pressão dos pneus e dados do GPS. No total, são nove informações diferentes e tudo comandado por meio dos botões no volante multifuncional.


Estreante invocado

O mercado automotivo brasileiro tem suas especificidades. Carros modernos que são best-sellers em outros países por aqui não ostentam tal situação. Às vezes, passam até bem longe disso. No Brasil, esses veículos sofisticados normalmente atingem apenas um público mais elitizado e funcionam como vitrines de design e tecnologia para os fabricantes. E esse é o caso do Nissan Altima. Importado dos Estados Unidos, o carro desembarcou em solo brasileiro em novembro último como modelo de estreia da marca japonesa no segmento de sedãs médio-grandes. Mas as belas linhas, aliadas à tecnologia e ao desempenho - combinação que fez do carro um sucesso de vendas no mercado norte-americano -, ainda não tornaram o Altima um "hit" por aqui. Pelo menos o novo sedã cumpre a função de dar prestígio à Nissan, que tem pretensões de alcançar 5% do mercado nacional até 2016 e que, no dia 15 de abril, inaugura uma fábrica no Rio de Janeiro.

Um dos predicados é o design. Criado pelo estúdio da Nissan de San Diego, na Califórnia, o desenho do Altima é caracterizado pela grade em formato de trapézio invertido - parte da identidade atual da Nissan, que inspirou também o novo Sentra. Ela se alia ao parachoque encorpado, que abriga os faróis de neblina. Os vincos nas laterais são fortes, com uma linha de cintura marcada que sai dos faróis e vai até o fim da tampa do porta-malas. O conjunto ótico tem formato que lembra setas ou um bumerangue. O Altima é feito sobre a plataforma "D" - do crossover Murano e pela nova geração do utilitário esportivo Pathfinder.

Para o mercado nacional, a Nissan optou por trazer a requintada versão SL - única vendida por aqui - que garante bons equipamentos ao sedã. Destaque para o RearView Monitor, que oferece visão externa por câmara, mas sem sensor de estacionamento. Além dele há monitoramento de pontos cego e de mudanças de faixas de rolagem. Já o Moving Object Detection detecta objetos em movimento próximos ao veículo. Outro "gadget" é o Adaptive Control Shift, que reconhece o estilo como o motorista acelera e seleciona a relação ideal do câmbio para as condições específicas. Fora esses dispositivos mais "elaborados", a Nissan deu ao carro tecnologias "básicas" e encontradas em concorrentes, como ar-condicionado duas zonas, bancos em couro, chave presencial, botão de ignição, sistema multimídia com GPS, Bluetooth, entrada USB e tela sensível ao toque de sete polegadas, além de teto solar. Ainda há alguns "mimos" como bancos e volante aquecidos.

Sob do capô, o Altima traz um motor potente. Trata-se de um quatro cilindros de 2.5 litros a gasolina. Ele é capaz de entregar 182cv a 6.000rpm e 24,9kgfm de torque a quatro mil giros - nos Estados Unidos, há uma opção mais robusta de um V6 de 270cv.

O Altima recebeu um câmbio renovado para diminuir o peso e melhorar a eficiência. Segundo a fabricante, polias e correias têm 40% a menos de atrito graças a um novo óleo de menor viscosidade. Com isso, o novo Altima promete ser mais econômico e silencioso. Além disso, o software que controla as mudanças nas relações foi aprimorado para entender melhor os comandos do pé direito do motorista.

Em pouco mais de quatro meses de vendas, a Nissan reajustou o preço do Altima para R$ 106.900. No vácuo da queda geral do mercado automotivo brasileiro nesse início de ano, em janeiro foram 71 Altima vendidos e fevereiro registrou somente 44 licenciamentos. Não está fácil para ninguém.


Ficha técnica

Motor: a gasolina, dianteiro, transversal, 2.488cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando duplo no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto e acelerador eletrônico.

Transmissão: câmbio continuamente variável CVT. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração.

Potência máxima: 182cv a 6.000rpm.

Torque máximo: 24,9kgfm a 4.000rpm.

Diâmetro e curso: 89,0mm x 100,0mm. Taxa de compressão: 10,5:1.

Suspensão: dianteira independente do tipo McPherson com molas helicoidais e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo Multilink, com molas helicoidais. Oferece controle eletrônico de estabilidade de série.

Pneus: 215/55 R17.

Freios: discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS com EBD.

Carroceria: sedã em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. 4,86 metros de comprimento, 1,83m de largura, 1,47m de altura e 2,77m de entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cortina de série.

Peso: 1.469kg.

Capacidade do porta-malas: 436 litros.

Tanque de combustível: 68 litros.

Produção: Smyrna, Tennessee,

Estados Unidos.

Lançamento mundial: 2012.

Lançamento no Brasil: 2013.

Equipamentos: ar-condicionado automático de duas zonas, direção elétrica, airbags frontais, laterais e de cortina, freios ABS, vidros, travas e espelhos elétricos, monitor de pressão dos pneus, rádio CD/MP3/USB/iPod/Bluetooth com tela sensível ao toque de sete polegadas, navegador GPS, câmara de ré, espelho retrovisor interno fotocrômico, bancos em couro, teto solar elétrico, banco do motorista com regulagens elétricas.

Preço: R$ 106.900

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