Enquanto a nova geração não chega, a Fiat tratou de mexer no Punto europeu. O objetivo é manter atualizado o campeão de vendas em seu país sede, a Itália. O hatch, que já emplacou cerca de 8,5 milhões de unidades na Europa - mais da metade disso no mercado italiano -, ganhou mudanças sutis no visual e na mecânica para segurar a boa fase no combalido mercado europeu e continuar a ser um dos "best sellers" da Fiat. O modelo se propõe a ser uma opção maior e mais requintada que o recém-renovado Panda - na Europa, não há o Palio no "meio do caminho" entre o modelo mais simples e o Punto.
A maior novidade é a introdução do premiado motor TwinAir, de apenas dois cilindros e 875 cm³. Graças ao turbo, o propulsor gera 85cv e 14,7 kgfm de torque, máximo a baixas duas mil rpm, o que garante força suficiente para empurrar o Punto com alguma agilidade. Apesar de ter o menor motor da gama, ele não é o mais barato, mérito que continua a ser do modelo equipado com o quatro cilindros convencional de 1.2 litro e apenas 69cv. O mais simples sai por 11.650 euros na Itália - cerca de R$ 26 mil -, enquanto o TwinAir eleva o custo para 15 mil euros, aproximadamente R$ 34 mil. Além deles, há um 1.4 16V com potências entre 77cv e 135cv e o 1.3 Multijet a diesel com opções de 75cv a 95cv, que também ganhou mudanças para ficar mais econômico e menos poluente.
O visual continua praticamente o mesmo, mas a nova reestilização deu ao Punto um ar mais sofisticado. Ele perdeu o "bigode" do primeiro facelift - quando também adotou o sobrenome "Evo" - e voltou a ter a frente limpa, apenas com luzes auxiliares e de neblina no parachoque dianteiro. Laterais e traseira se mantêm inalteradas, o que não chega a ser ruim, já que o hatch tem um perfil esportivo e ainda se destaca entre os concorrentes com o "jeitão" tipicamente italiano dos traços originais de Giorgetto Giugiaro. As lanternas traseiras ganharam leds e as belas rodas novas compõem um conjunto mais requintado.
Por dentro, os novos revestimentos e materiais usados indicam a estratégia da Fiat de querer injetar mais sofisticação no modelo. A atmosfera ficou mais madura, com mais equipamentos e um refinamento inédito no Punto. As linhas do interior também continuam as mesmas, mas tudo foi retrabalhado para ao menos passar a impressão de melhor qualidade. Entretanto o navegador por GPS ainda requer um suporte específico que não se integra ao painel. É um carro bem equipado, com airbags frontais e laterais, controle de estabilidade, direção com assistência elétrica e até assistente de arrancada em ladeiras. Tudo de série em todas as versões.
No entanto o Punto já começa a entregar a idade do projeto - a atual geração é de 2005. Enquanto o restante do segmento já se renovou na Europa, como Volkswagen Polo e Ford Fiesta, o Fiat mais vendido no Velho Continente ainda deve manter a forma atual por mais algum tempo. Ao menos até que a marca se estabilize financeiramente e volte suas atenções para os modelos europeus.



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