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15 de Maio de 2014 - 06:00

Carro ganha motor 1.5 litro flex. Bicombustíveis devem corresponder a 50% das vendas da linha compacta

Por RAPHAEL PANARO

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Para se diferenciarem dos modelos com motor 1.4 a gasolina, os novos J3 têm a identificação "jet  flex" na tampa do porta-malas. Outras mudanças estão no interior
Para se diferenciarem dos modelos com motor 1.4 a gasolina, os novos J3 têm a identificação "jet flex" na tampa do porta-malas. Outras mudanças estão no interior

A JAC Motors chegou com tudo ao Brasil. Investiu pesado em publicidade e conseguiu emplacar 24 mil carros em 2011. Mas o mês de setembro daquele ano foi negro. A marca chinesa sofreu um revés com o Inovar-Auto e o super-IPI de 30% para automóveis importados. Isso se refletiu nas vendas dos meses seguintes. Em 2012, a JAC caiu para 19 mil unidades e desceu mais ainda em 2013, com 16 mil automóveis. Para 2014, a projeção mais otimista é igualar os números do ano passado. Atualmente, o J2 é o "best-seller" da JAC. Mas, nessa meta de crescimento, mais dois carros são fundamentais: J3 e J3 Turin. E, para gerar uma novidade e atrair interessados, agora os três volumes passam a ter motorização flex e chegam por R$ 41.690.

A principal novidade da linha compacta da JAC está sob o capô. A marca chinesa "efetivou" o motor 1.5 16V VVT Jet Flex, que até então só era encontrado na versão "esportiva" J3 S - lançada em fevereiro de 2013 apenas no hatch e que agora passa a custar R$ 39.990. O propulsor é o mesmo que equipa o sedã J5, mas foi retrabalhado - pelos engenheiros brasileiros e chineses da fabricante, em parceria com a Delphi - para receber dois combustíveis. Além de flex, o motor ainda elimina o "tanquinho" para partida a frio - já em vias de extinção. Com gasolina, os 125cv e 15,5 kgfm de torque foram mantidos - a 6 mil rpm. Já com etanol, os números marcam 127cv de potência e 15,7 kgfm de torque - sempre a quatro mil giros. A transmissão é única: manual de cinco marchas. A expectativa da JAC é que a linha flex divida as atenções com o 1.4 a gasolina e corresponda a metade das vendas.

Para se diferenciarem dos modelos com motor 1.4 a gasolina - que continuam a ser vendidos -, os novos J3 têm a identificação "jet flex" na tampa do porta-malas. Outras mudanças estão no interior. A JAC colocou um pouco de vermelho no habitáculo em uma tentativa de denotar alguma esportividade, como nas costuras do volante, banco e coifa do câmbio, além da iluminação do painel de instrumentos - no 1.4 ela é azul. Fecham o pacote os novos pedais, soleiras das portas com a inscrição "J3 S" e mais opções para faixas decorativas aplicadas nas laterais. Visualmente, os carros seguem com a reestilização apresentada em junho do ano passado.

Para tentar igualar ou superar o "target" de vender 16 mil unidades em 2014, a JAC ainda prepara algumas novidades para esse ano. O compacto J2 e a minivan J6 tomarão o mesmo caminho do J3 e se tornarão flex. Porém, o principal lançamento será o utilitário T6 - um segmento ainda inexplorado pela marca chinesa no Brasil. O SUV deve ser equipado com motor 2.0 litro VVT 16V de 155 cv e, inicialmente, com câmbio manual. A JAC promete uma opção de transmissão automática - primeira em carros da fabricante. A futura fábrica nacional - que será erguida em Camaçari, na Bahia - tem previsão de iniciar as operações no primeiro semestre de 2016 e capacidade para entregar 120 mil veículos/ano. Todas essas "manobras" fazem parte do planos da JAC Motors de alcançar 3% do mercado brasileiro a médio prazo - hoje não chega a 1%.

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