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17 de Abril de 2014 - 06:00

Modelo responde por 15% das vendas do hatch compacto da marca

Por MÁRCIO MAIO

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Série, que traz apenas mudanças estéticas em relação à versão LTZ, parte de R$ 59.890
Série, que traz apenas mudanças estéticas em relação à versão LTZ, parte de R$ 59.890

Lançar uma série especial pode ter motivações diferentes entre as fabricantes. No caso do Chevrolet Sonic, a edição Effect cai como uma luva na proposta inicial do carro: atrair mais público jovem para a marca. O hatch premium ostenta, por si só, um visual que alia charme e esportividade mesmo nas versões LT e LTZ. A configuração Effect reforça essa ideia e dá ao carro um ar ainda mais agressivo. E isso já se reflete nas vendas do modelo. Em 2013, a Chevrolet emplacou 7.487 Sonic hatches, média de 624 mensais. No primeiro trimestre de 2014, já foram 2.169 vendidos, cerca de 723 por mês. E 15% deles na série especial, totalizando 331 exemplares entre janeiro e março. Parece pouco, mas está além da meta de 500 unidades mensais planejada pela fabricante na época de seu lançamento, em 2012.

A versão especial é feita em cima da configuração de topo, a LTZ. De diferente, incorpora adesivos nas laterais, capô, teto, traseira e tampa do tanque de combustível em cinza e preto. Além disso, o hatch ganha roda de liga leve de 16 polegadas com pintura escurecida, espelhos retrovisores na cor preta, protetor de soleira com acabamento em alumínio escovado e tapetes de borracha exclusivos. De resto, todos os itens de série que a linha LTZ já traz, como o sistema multimídia MyLink, volante multifuncional, bancos em couro e controle de cruzeiro, entre outros.

O espírito jovem e esportivo fica bem marcado na frente do carro. Os faróis são expostos, dando um olhar "naked" ao Sonic, típico de uma moto esportiva. Os vincos são protuberantes na dianteira e ascendentes nas laterais, subindo em direção à traseira. A inclinação transmite uma ideia de movimento e de agilidade que combina com os adesivos decorativos. Estes são grandes, mas não se tornam exagerados quando combinados com a cor destinada à série especial, branca. E seus 4,04 metros de comprimento se disfarçam no corte abrupto da terceira coluna, com ângulo negativo. Ou seja, o Sonic parece pequeno, mas não é.

O motor é sempre o mesmo 1.6 16V que entrega 116/120cv com gasolina/etanol no tanque de combustível. A potência máxima aparece às seis mil rpm e seu torque máximo de 15,8/16,3kgfm se revela apenas em quatro mil giros. O trem de força é completado pela transmissão automática de seis marchas, a mesma que equipa o sedã médio Cruze e a minivan Spin. Há até a possibilidade de trocas manuais, mas são realizadas a partir de um desconfortável botão na alavanca.

Aliar contemporaneidade, bons equipamentos e robustez no setor automotivo brasileiro tem seu preço. E o Chevrolet Sonic mostra bem isso. Na série Effect, parte de R$ 59.890, R$ 2 mil a mais que a versão top LTZ. Uma diferença alta por meras mudanças estéticas. Mas se trata de um carro que entrega um design diferenciado e certa exclusividade nas ruas - é bem mais difícil encontrar um exemplar dele do que de seus principais concorrentes, como o Ford New Fiesta e o Hyundai HB20. O que ajuda a explicar que esse preço a mais seja justificável para seus consumidores. Tudo para sair do comum.

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