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10 de Julho de 2014 - 06:00

Apimentado 'funcar' passa a ser produzido no México e chega ao Brasil ainda este ano

Por MÁRCIO MAIO RUBÉN HOYO

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Painel do Abarth ganhou novo desenho, com display colorido
Painel do Abarth ganhou novo desenho, com display colorido

Há tempos que o segmento de "funcars" se expande no Brasil. E a categoria deve ganhar mais um competidor no segundo semestre: o Fiat 500 Abarth. A marca italiana já deu início à produção da versão esportiva do subcompacto retrô em Toluca, no México. E tudo aponta que será uma das novidades apresentadas pela marca italiana no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que começa no fim de outubro.

A versão mais forte do modelinho é equipada com o mesmo propulsor 1.4 litro de quatro cilindros em linha e 16 válvulas do modelo vendido no Brasil. Só que a unidade de força do 500 Abarth é sobrealimentada por um turbocompressor com intercooler - configuração semelhante à usada no Punto T-Jet e no Bravo T-Jet, que também só bebem gasolina. Só que no 500 está ainda mais forte. Ele rende 159cv e 25,2kgfm de torque - os modelos feitos no Brasil têm 152cv e 21,1kgfm. Outro incremento é que, com a produção no México, o esportivo passa a dispor da caixa automática de seis marchas, fornecida pela Chrysler, que já equipa os 500 top de linha importados para o Brasil. A transmissão manual, de cinco velocidades, continua sendo equipamento de série.

Por dentro, algumas mudanças marcam a configuração apimentada do Fiat 500 renascido no México, como o painel de instrumentos renovado, que agora ostenta uma tela de sete polegadas e de alta definição. O console central também foi redesenhado, mas manteve a identidade do subcompacto raivoso. Por fora, em compensação, a única alteração em relação ao modelo produzido na Polônia, que abastece o mercado europeu, são as quatro luzes de posição lateral, obrigatórias nos Estados Unidos e Canadá.

As vendas do Fiat 500 Abarth estão programadas para começarem em meados de julho na América do Norte. O preço da versão, no entanto, ainda não foi divulgado. No mercado americano, ela tem preços a partir de US$ 22.195, o equivalente a R$ 50 mil. As expectativas são de que, no Brasil, a versão esportiva custe em torno de R$ 60 mil - valor semelhante ao do Punto T-Jet.


Novo desenho e mais cor no interior

Michigan/Estados Unidos - A primeira coisa que chama atenção na linha 2015 do 500 Abarth é o painel de instrumentos redesenhado, que ganhou um display colorido no centro para substituir o brilho âmbar do modelo anterior. Com a mudança, agora o velocímetro é digital. Mas, de resto, pelo menos à primeira vista, o carro permanece praticamente o mesmo já conhecido há alguns anos.

Após a partida, nota-se a permanência do típico delay na aceleração, resultado da inércia do turbo antes de começar a funcionar, o chamado "turbo lag". Isso se traduz em uma arrancada marcada pela falta de energia. No entanto, uma vez que o turbocompressor passa a operar, a sensação desaparece completamente. E é nesse momento que o Fiat 500 Abarth fica explosivo, rápido e, sobretudo, muito divertido. Isso se dá logo que a segunda marcha entra em ação.

A partir daí, a transmissão faz um excelente trabalho. Mantém um equilíbrio ideal para não desperdiçar nenhuma assistência do turbo. As trocas são suaves e rápidas tanto em modo manual quanto no totalmente automático. De uma maneira geral, não há a impressão de que o carro perdeu qualquer traço de seu caráter recreativo com o desaparecimento do pedal da embreagem. Felizmente, a Fiat não mexeu no melodioso ronco do propulsor do pequeno raivoso. Esse, aliás, continua sendo um dos grandes atributos do 500 Abarth.

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