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06 de Março de 2014 - 06:00

Imagem sofisticada do C4 Lounge anima as vendas da Citroën entre os sedãs médios

Por MÁRCIO MAIO - AUTO PRESS

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A concorrência entre os sedãs médios é das mais acirradas no mercado brasileiro. Foi exatamente para recuperar a boa fatia que tinha neste segmento que a Citroën lançou, em agosto último, o C4 Lounge. Na época, sua função era reconquistar as vendas do antecessor C4 Pallas nos áureos tempos das 1.200 unidades mensais, no final da década passada, e ainda acrescentar 25% ao total. A realidade, porém, teima em desmentir projeções. O sedã da marca francesa tem cumprido a média de 900 emplacamentos por mês. Melhor que as 500 unidades do antecessor no fim de vida, mas longe das 1.500 previstas. Do total entregue até agora, 57% tem motorização 2.0 16V. Em toda a linha, a versão Tendance responde por 49%, a top Exclusive responde por outros 49% e para a básica Origine sobram apenas 2%.

Esse desequilíbrio entre as versões, a favor das mais luxuosas, tem um bom motivo: os modelos Citroën são vistos no Brasil como sofisticados. Foi essa imagem, inclusive, que sustentou o mercado para o extinto Pallas. Nesse ponto, o Lounge cumpre muito bem o papel sucessório, com a vantagem de ter um desenho bem mais equilibrado. No total, o modelo atual é 15cm menor, mas mantém a mesma distância entre-eixos, de 2,71 metros. A frente ostenta a identidade visual global da marca usada atualmente, com grade emoldurada por frisos cromados que desenham, ao centro, os "chevrons" do logotipo da Citroën. Vincos bem pronunciados no capô e nas laterais empregam ao carro um toque mais agressivo e, ao mesmo tempo, imponente. Na frente, luzes diurnas de led formam um "L", enquanto a traseira ostenta lanternas bipartidas com filetes de leds ligadas por um friso cromado. Tudo bem requintado.

Assim como o exterior, o interior do C4 Lounge também chama atenção pela beleza. O painel de todas as suas versões traz um material emborrachado similar usado no luxuoso hatch premium DS4. Mas além da estética refinada e do acabamento esmerado, faltam motivações tecnológicas para elevar o valor do carro a quase R$ 70 mil. Há apenas dois airbags frontais e o rádio, apesar de contar com CD player, MP3 e Bluetooth, tem um aspecto simples demais, sem muito charme. Destaca-se o ar-condicionado dual zone com saídas traseiras.

O motor é o robusto 2.0 16V flex que animava o Pallas e que empurra a versão Allure do sedã Peugeot 408. O propulsor entrega 143 cv abastecido com gasolina e 151 cv com etanol no tanque. E tem seu torque máximo em 20,2 kgfm e 21,7 kgfm com gasolina e etanol a 4 mil rpm. O trem de força se completa com a transmissão manual de cinco ou automática de seis marchas, bem superior à utilizada no C4 Pallas, que tinha apenas quatro velocidades.

Sem opcionais disponíveis, o C4 Lounge Tendance Auto 6 tem preço de R$ 68.990. O francês encontra como principais concorrentes justamente os conterrâneos, em função da proximidade de preços. O 408 Allure automático custa R$ 67.990, enquanto o Renault Fluence sai a R$ 69.899 na versão Dynamique 2.0 CVT. Mesmo assim, a liderança no segmento de sedãs médios ainda está nas mãos de Honda Civic e Toyota Corolla, que têm preços bem mais elevados e motores mais fracos. Na sequência do ranking, vem o Chevrolet Cruze _ nas três primeiras posições estão os sedãs médios "made in Brazil".

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