Quando as marcas premium alemãs resolveram entrar no segmento de utilitários esportivos de luxo, a estratégia foi ir de cima para baixo. Todas começaram com modelos maiores, de grande porte, para depois diversificar mais a linha e atingir um público maior com modelos mais compactos e práticos. Com a Audi, não foi diferente. A marca das quatro argolas começou em 2005 com o Q7, passou pelo Q5, em 2008, e lançou no ano passado o Q3, modelo que chega agora ao Brasil. Por aqui, ele terá duas calibragens de motor diferentes e a missão de fazer os utilitários esportivos da fabricante alemã - controlada pelo Grupo Volkswagen - finalmente ganharem uma vendagem interessante em solo brasileiro.
O Q3 já está em exibição nas concessionárias da Audi como uma forma de pré-apresentação e pré-venda para os clientes antes da chegada oficial, que acontece apenas em maio. Mundialmente, ele foi apresentado no Salão de Xangai, em abril, e começou a ser vendido na Europa em junho do ano passado. No Brasil, os preços ainda não foram confirmados, mas a Audi adianta que a versão de entrada Attraction custará menos que o Land Rover Evoque mais barato - que começa em R$ 164.900, na versão Pure. O Q3 topo de linha deve chegar perto dos R$ 200 mil. Isso significa dizer que, na configuração de entrada, ele terá como rivais - além da versão mais básica do Evoque - , BMW X1 sDrive 18i, Volvo XC60 e até o Volkswagen Tiguan, quando equipado com todos os seus opcionais. Na versão "top" Ambition, a briga direta será com os também "top" BMW X1 sDrive 28i e Range Rover Evoque Dynamic. Internamente, enfrentará ainda o próprio Audi Q5, que começa em R$ 205 mil. Ou seja, uma concorrência absolutamente diversificada e com propostas bem diferentes.
Visualmente, o Q3 não surpreende - adota basicamente a identidade visual comum aos utilitários da Audi, apenas em uma escala reduzida. Na dianteira, estão os faróis bem retos com leds e a generosa grade trapezoidal com frisos cromados. De lado, se destaca a área envidraçada que termina com um belo corte reto na coluna traseira e as caixas de roda com detalhes em preto que ajudam a dar um aspecto mais robusto ao carro. A traseira é inclinada e reúne as lanternas em formato de seta, também com os indefectíveis leds dos Audi atuais.
Além do desenho elegante e moderno, a marca alemã aposta bastante na tecnologia embarcada em seu utilitário compacto. Até porque, no que diz respeito a plataforma e trem de força, não são tantas novidades. A plataforma é uma evolução da que equipa o Volkswagen Tiguan e o motor é o já conhecido 2.0 TFSI, o mesmo que move A4, A5, Q5 e TT. Na versão de entrada, a Attraction, ele desenvolve 170cv a entre 4.300 e 6.200 rpm - é a primeira vez que essa calibração está disponível no Brasil - e 28,5 kgfm a entre 1.700 e 4.200 rotações. Já na mais equipada, chamada de Ambition, o propulsor gera 211cv entre 5 mil e 6.200 rpm e 30,5 kgfm entre 1.800 e 4.200 giros. A transmissão é sempre a automatizada de dupla embreagem e sete velocidades - com opção de trocas manuais através de borboletas atrás do volante -, assim como a tração Quattro, de série nas duas configurações.



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