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28 de Julho de 2011 - 07:00

Chevrolet Prisma de cara nova se consolida como quarto sedã compacto do mercado

Por MARCELO COSENTINO - AUTO PRESS

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Motor 1.4 Econoflex é o grande destaque
Motor 1.4 Econoflex é o grande destaque

Nenhuma montadora aposta tanto em sedãs no mercado nacional como a Chevrolet. Em quase todos os nichos há uma opção da marca: Classic, Prisma, Corsa sedã, Astra sedã, Vectra, Malibu e Omega. E, em breve, desembarcam por aqui novidades como o Cobalt - para substituir de uma só vez Corsa e Astra - e o Cruze sedã para o lugar do Vectra, enquanto espera-se que o Prisma se torne um substituto natural do Classic. Evidentemente, os modelos mais caros têm vendas menos expressivas, mas cumprem a função de associar à marca uma imagem de luxo. Já os mais baratos apresentam números mais robustos. É o caso do Chevrolet Prisma. Renovado em fevereiro, o modelo se consolidou como o quarto sedã compacto do mercado, com uma média de 4.370 unidades/mês no primeiro semestre. No topo dos mais vendidos está um "fogo amigo". Trata-se do Chevrolet Corsa sedã/Classic, com 10.335 carros/mês no mesmo período. Na sequência estão Fiat Siena (8.366 unidades/mês) e Volkswagen Voyage (6.697 unidades/mês).

Para engordar as vendas, o Chevrolet Prisma mira no bolso do consumidor. A versão superior, a LT - com motor 1.4 litro -, representa basicamente 99% das vendas do modelo e parte de interessantes R$ 32.439. O 1% restante fica a cargo da versão LS, com motor 1.0 litro. É claro que, para chegar a este preço, o sedã não oferece grande luxo ou vasta oferta de equipamentos. Ou seja, nesta versão de entrada não há ar-condicionado - com ele o preço sobe para R$ 35.050 -, direção hidráulica - vai para R$ 36.094 - e vidro elétrico nas portas dianteiras - atinge R$ 36.958. Não existem sequer itens de segurança como freios com ABS ou airbags. Na verdade eles não constam nem na lista de opcionais.

Além do preço, outro atrativo do Prisma é o visual contemporâneo. Por ter um design relativamente recente em relação aos seus concorrentes - foi lançado em 2006 -, o modelo ainda tem linhas moderninhas. Certamente esta boa impressão é facilitada pela leve reestilização que o modelo ganhou no começo do ano. Na dianteira, o Prisma agora segue o padrão mundial da GM com a grade repartida por um filete na cor da carroceria, que ostenta a gravata dourada da Chevrolet. O para-choque também foi remodelado e os faróis, apesar de ainda terem o mesmo formato, agora trazem lentes escurecidas. Já na traseira, o sedã passa a exibir um friso cromado na tampa do porta-malas que acompanha a seção mais clara das lanternas.

No interior, sempre muito criticado pela simplicidade, a GM do Brasil resolveu emprestar um aspecto mais sofisticado. Nada que transforme o carro em um modelo luxuoso, mas que pelo menos ajuda a melhorar a imagem do Prisma. Lá estão quadro de instrumentos com novos grafismos e iluminação na cor Ice Blue - assim como no Agile -, novo volante com a gravata dourada maior, botões do sistema de ventilação remodelados, bancos com nova padronagem de tecido, entre outros detalhes pequenos.

Sob o capô não há qualquer novidade. Ou seja, o Chevrolet Prisma LT segue equipado com o motor 1.4 Econoflex de 95 cv de potência com gasolina e 97 cv com etanol e torque máximo de 13,2/13,7 kgfm disponível aos 2.800 giros. Este motor possui coletor de admissão em material plástico, que propicia uma redução de 35% no peso da peça em relação ao similar em alumínio. E contribui para o peso total do modelo somar meros 921 kg. O câmbio, por sua vez, é sempre manual de cinco velocidades. Este conjunto mecânico leva o três volumes compacto de zero a 100 km/h em 11,5 segundos. Se o desempenho chama positivamente a atenção, o consumo tem o destaque oposto - não passou de 7 km/l com etanol em um trajeto 1/3 em estrada e 2/3 urbano.

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