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07 de Julho de 2011 - 07:00

Ford faz uma derradeira e tímida remodelação no pequeno Ka enquanto a nova geração não chega

Por Rodrigo Machado - Auto Press

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A intenção da Ford com as "novidades" do Ka 2012 é evidente: dar um último fôlego ao compacto antes da chegada da nova geração em 2014 - que será baseada no conceito Start, mostrado no Salão de São Paulo. Mas na hora de renovar o modelo, a Ford optou pela economia. Fez o mínimo necessário para aproximar o carro da atual identidade visual da marca. O "toque" de modernidade fica por conta da versão Sport, que deve agradar, pelo menos, metade dos consumidores do modelo - 48% do público do Ka é composto de homens. A ideia foi seguir na esteira dos lançamentos recentes da versão equivalente do rival Fiat Uno, com muitas faixas e cores berrantes.

De fato, as principais mudanças no Ka foram na estética. E mesmo elas são de uma enorme sutileza. A reestilização, desenvolvida no centro de design da marca em Camaçari, na Bahia, tornou a frente do Ka muito semelhante à do Fiesta. Principalmente graças à grade dianteira com formato trapezoidal na parte baixa do para-choque. Para valorizar as novas linhas frontais, os faróis principais receberam máscara negra e os de neblina ganharam uma moldura nova.

Visto de perfil, as únicas mudanças detectáveis são as novas rodas de 14 polegadas e os retrovisores com repetidores de seta na versão topo de linha. Na traseira, as lanternas receberam lentes transparentes, no estilo do Fiesta sedã, e uma nova régua na tampa do porta-malas. O interior também ganhou atualizações. O quadro de instrumentos tem novo grafismo e iluminação branca, os bancos tem nova padronagem e foi adicionado um porta-copos no console central.

Na parte mecânica, a única alteração foi na suspensão traseira. A equipe de engenharia da Ford instalou um novo sistema de isolamento independente das molas em relação aos amortecedores. O objetivo foi diminuir o ruído interno, uma das principais reclamações dos proprietários, segundo a marca.

A Ford também resolveu fazer pequenas mudanças dentro da linha Ka. A versão de entrada perdeu equipamentos de série, mas teve o preço reduzido. Agora, a configuração mais barata sai por R$ 24.500, R$ 920 a menos do que antes, mas perdeu as travas elétricas e a abertura interna do porta-malas. Mesmo assim, o Ka básico, batizado criativamente de Base, vem de série com conta-giros, relógio digital no painel, bancos traseiros rebatíveis, tomada 12V e alerta de manutenção. Na versão intermediária Fly são devolvidos as travas elétricas e a abertura interna do porta-malas e ainda adiciona vidros elétricos, por R$ 26.590. A topo de linha com o propulsor 1.0 é a versão Pulse, que já vem de fábrica com direção hidráulica e ar-condicionado e custa R$ 29.590 - chamado de kit Class. Opcionalmente, pode receber rodas, som e airbags.

Na nova configuração Sport, o Ka já vem completo, com rodas de liga leve de 15 polegadas e rádio/CD/MP3/Bluetooth e sai por R$ 35.900 - o airbag duplo é opcional. Além dos equipamentos extras, a versão conta com o motor 1.6 RoCam com 107 cv de potência e 15,3 kgfm e um design mais "anabolizado", com spoilers dianteiros e traseiros, saias laterais, aerofólio e faixas na carroceria.

A Ford marca divulgou no lançamento que não pretende aumentar a quantidade de compactos vendidos mensalmente. Portanto, a média deve ficar nas 5.400 unidades, o que o consolidaria como segundo veículo mais vendido da fabricante no Brasil, atrás do Fiesta hatch e na frente do EcoSport - com 8.500 e 4.200 unidades mensais, respectivamente.

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