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05 de Dezembro de 2013 - 07:00

Lançamento é uma tentativa da marca de se reinventar no mercado brasileiro

Por Igor Macário (Auto Press)

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Compacto, que chega ao Brasil em janeiro de 2014, deve ter preço inicial na casa dos R$ 28 mil
Compacto, que chega ao Brasil em janeiro de 2014, deve ter preço inicial na casa dos R$ 28 mil

A Volkswagen do Brasil quer "acordar" para o segmento de subcompactos. Na faixa até R$ 30 mil, ela briga apenas com o decadente Gol G4, com versões espartanas da antiga geração de seu campeão de vendas. Para substituí-lo, a marca irá lançar por aqui o pequeno Up!, já conhecido dos europeus desde 2012. O carrinho está programado para chegar às ruas em janeiro de 2014 e sua missão é recolocar a marca alemã nos holofotes de quem procura um carro de entrada. Com a produção confirmada para a fábrica de Taubaté, no interior paulista, ele passou por simplificações e mudanças para atender ao gosto e bolso local - tanto que o preço inicial deve ficar na casa dos R$ 28 mil.

Ele será equipado com o motor 1.0 litro de três cilindros que hoje roda no Fox Bluemotion - atual cobaia para o propulsor no Brasil. Ele gera 82cv e 10,7kgfm de torque a três mil quando abastecido com etanol - na Europa, são mais modestos 75cv e 9,7kgfm movidos apenas a gasolina. Esse motor é bem diferente do vetusto 1.0 de quatro cilindros ainda oferecido nas linhas Gol, Voyage e no próprio Fox. Ele descende da linha EA211, a mesma dos 1.4 TSI turbinados, que chegam ao Brasil no Golf Highline. Inicialmente, o Up! nacional deve chegar apenas com câmbio manual de cinco marchas. No Velho Continente ainda há opção por uma caixa automatizada de embreagem simples - como nos I-Motion nacionais -, mas o sistema ainda não foi confirmado pela filial daqui.

O visual correto também deve ser basicamente preservado no Up! "made in Brazil". A frente tem grandes faróis de parábola única, que agregam as luzes de direção e posição. No entanto, a traseira deve perder a pouco usual tampa de vidro em troca de uma peça mais simples, com chapa e um vidro menor, mais simples. As janelas das portas traseiras também deverão abrir normalmente, em vez de apenas bascularem - solução comum em subcompactos europeus. Além disso, especula-se que o entre-eixos e o balanço traseiro sejam ligeiramente maiores, para mais espaço para passageiros atrás e porta-malas mais amplo.

Já por dentro, nada deve mudar. O painel simples e funcional tem três círculos separados e o central grande com o velocímetro em destaque. O maior toque de modernidade fica por conta de uma pequena central multimídia com tela sensível ao toque acoplada no topo do painel, quase como um GPS comprado à parte - certamente um item opcional. O sistema incorpora, além do próprio navegador, um computador de bordo mais completo e conectividade com telefones via Bluetooth. Porém, equipamentos de segurança ativa como o City Safety, que é capaz de frear o carro sozinho na iminência de uma colisão em baixa velocidade, não devem estar no carrinho nacional. Por aqui, só os essenciais airbags frontais e freios ABS. Ainda assim, trata-se de um belo avanço em relação ao arcaico Gol Geração 4.

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