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20 de abril de 2017 - 19:40

Ciclistas reclamam de invisibilidade no trânsito de JF

Usuários de bicicleta se queixam do desrespeito de motoristas de automóveis e da dificuldade de ampliação de equipamentos públicos; secretário de Transportes diz que mudança de cultura ainda está em processo
Por Renan Ribeiro
Pinturas que sinalizam ciclorrotas reforçam a legitimidade da presença de bicicletas em ruas do Centro da cidade (Foto: Marcelo Ribeiro)

Pinturas que sinalizam ciclorrotas reforçam a legitimidade da presença de bicicletas em ruas do Centro da cidade (Foto: Marcelo Ribeiro)

As faixas das ciclorrotas pintadas nas ruas reforçam a legitimidade da presença das bicicletas no Centro da cidade. No entanto, depois de quase um ano de funcionamento, elas não evitam que os ciclistas continuem se sentindo invisibilizados. As dificuldades geradas pela falta de entendimento dos motoristas sobre as bicicletas continuam sendo uma barreira. O medo de estar nas ruas impede a adesão de mais pessoas ao modal que alia sustentabilidade e economia de tempo no trânsito e de recursos.

O manobrista e balconista Fábio Roberto Gomes Nascimento, que usa a bicicleta não só como meio de transporte, mas também como atividade física, exclama que para ser ciclista é preciso ser guerreiro. “Mesmo com luvas, capacetes, roupas especiais, nos sentimos invisíveis em muitos momentos. Os outros condutores parecem não se importar conosco. Ficamos preocupados, mas continuamos acreditando na acessibilidade.”

De acordo com o empresário Fabian Silveira do Valle, que usa a bicicleta como meio de transporte há oito anos, ainda falta conscientização. “Antes não havia um espaço adequado, por isso, dividíamos a calçada com os pedestres. Agora, o local indicado para o tráfego das bicicletas, no canto da via, fica cada vez menor, em função dos corredores formados por motociclistas no meio das vias. Quando todos querem chegar mais cedo ao destino, o menor, o mais desprotegido, que é o ciclista, é quem fica mais vulnerável”, relata. Embora identifique perigo na divisão de espaço com outros veículos, ele não descarta o uso da bicicleta por conta do tempo ganho. “É muito mais vantajoso. Gasto cinco minutos para ir do Bairro São Mateus ao Centro, e oito para voltar no mesmo trajeto. Um carro, dependendo do horário, gasta de 40 a 50 minutos no mesmo percurso. No futuro, com o aumento de carros em circulação, ninguém vai conseguir tirar o veículo da garagem. Só assim as pessoas vão ser despertadas para a importância da bicicleta”, projeta Valle.

O agente de Transporte e Trânsito Leandro Gomes Ferreira usa a bicicleta como instrumento de trabalho e como meio de transporte. Ele mora no Bairro São Pedro e faz o percurso até o trabalho entre 10 e 15 minutos na ida. Na volta, por ser uma subida, gasta em torno de 30 minutos. Leandro comenta que as pessoas precisam usar mais o veículo, para que a melhora da estrutura possa ser reivindicada. “Precisamos deixar o preconceito e descobrir as vantagens do uso das bicicletas. Muita gente acha que a bicicleta não é eficiente, mas ela não só é mais eficiente, como proporciona uma grande economia em todos os sentidos. Os trajetos são mais rápidos, não ficamos presos em engarrafamentos. Não podemos dizer que o trânsito não é perigoso, mas há muitas vantagens. Ainda é muito tímida essa adesão das pessoas às bicicletas, precisamos dela para exigir mais equipamentos, sejam novas ciclorrotas, ciclovias, bicicletários”.

Leandro sente que os olhares sobre ele são diferentes, por conta da profissão. Mas mesmo sem o uniforme e os instrumentos de trabalho, ele continua preferindo trafegar sobre duas rodas. “As pessoas pensam que o carro é a solução, e não é. O automóvel gera um gasto muito grande de combustível, com estacionamento e multas. Como o número de veículos nas ruas só aumenta, a tendência é ficar cada vez mais caro esse uso. Acredito que as pessoas precisam experimentar, usar a bicicleta e sentir os benefícios. Isso demora, porque é modificar toda uma cultura, mas é possível”, considera.

É preciso entender o tráfego

Na avaliação da presidente da Associação Juiz-Forana de Ciclistas, Giovana Rezende, já é possível perceber uma mudança no comportamento dos condutores, mas ela lembra que a atitude de quem usa a bike também deve ser ativa. “O modo como o ciclista se comporta é mais importante para a segurança dele, do que o entendimento do motorista. Se ele faz a sinalização da maneira como tem que ser, indicando com as mãos a direção do deslocamento, por exemplo, consegue evitar muitos problemas.”

Ela considera que falta uma conscientização e formatação do comportamento de ciclistas e motoristas. “Os condutores têm consciência do que precisam fazer quando há uma bicicleta no trânsito, mas na prática ficam em dúvida. O CTB orienta que se mantenha uma distância de 1,5 metro do ciclista, e o motorista não sabe se muda de faixa, se pode reduzir a velocidade e ultrapassar. Ao mesmo tempo, o ciclista entende que 1,5 metro de distância não é suficiente. Falta uma campanha para que ambos saibam lidar com essas situações”, pontua.

De acordo com o diretor da ONG MobiliCidade, Guilherme Mendes, mesmo após a implantação da ciclorrota, as pessoas ainda se sentem inseguras e pensam que o direito de usar a bicicleta não é respeitado. “Quando o Mobilicidade fez o projeto da ciclorrota, constava a ação da informação. Sem isso, muita gente ainda tem dúvida a respeito e chega ao absurdo de falar que não serve para nada”, pontua. Ele reforça que o equipamento é uma regra de trânsito, não uma invenção. “É lei e precisa ser cumprida.”
O MobiliCidade afirma que ainda há abusos, entretanto, identifica uma mudança significativa na conduta dos motoristas. “Não ouço mais condutores mandando que eu saia da rua. A sinalização legitima o direito do ciclista estar na rua. Nesse sentido, é importante que as pessoas saibam que o perigo não está no uso da bicicleta. Ele está na insistência dos motoristas em não seguir as normas do CTB”, diz Mendes.

Ele ainda reforça que, no trânsito, os veículos de propulsão humana têm preferência, porque não há uma estrutura de metal protegendo, como é o caso de carros e caminhões e, por isso, ciclistas ficam mais expostos. “Mesmo sendo uma regra fundamental, o que vemos é a continuidade do emprego de altas velocidades. Pesquisas comprovam que em caso de colisão, com alta velocidade há maior possibilidade de ferimentos mais graves ou de óbito”. Por isso, para o diretor da ONG, é preciso trabalhar em três pilares: informação, diminuição da velocidade e ampliação da fiscalização.

Guilherme Mendes argumenta que duas das principais características da bicicleta também devem ser levadas em consideração. Ela ocupa menos espaço e não gera ruído. “Por conta disso, em um trânsito com muito barulho, as pessoas não enxergam os ciclistas e há quem afirme que somos poucos.” Algo que contraria, de acordo com ele, informações colhidas pela organização em anos anteriores. Na primeira contagem de ciclistas feita pelo MobiliCidade em 2013, no cruzamento entre as avenidas Presidente Itamar Franco e Rio Branco, em um período de 12 horas, foram registrados 1.141 ciclistas. Em Benfica, Zona Norte, 902 ciclistas foram elencados no levantamento. Uma nova contagem é planejada pelo grupo, que pretende comparar os novos números, após a implantação da ciclorrota, e verificar se houve alguma alteração.

Estacionamento em JF é escasso

Um consenso nas falas dos ciclistas ouvidos pela Tribuna é a falta de equipamentos, como os bicicletários. Quem precisa estacionar enfrenta a falta de espaços adequados. “Muitos recorrem ao uso de correntes e cadeados em postes ou estruturas que não são próprias para isso. Os estacionamentos particulares não têm espaços para as bicicletas. Mesmo querendo pagar pelo serviço, não conseguimos ter acesso”, narra a presidente da Associação Juiz-Forana de Ciclistas, Giovana Rezende, que usa uma bicicleta para ir ao trabalho, do Bairro Santa Helena ao Alto dos Passos – uma distância de 2,4 quilômetros -, e outra para a prática de esporte.
De acordo com os estacionamentos pagos, ainda não há como atender a demanda dos usuários de bicicleta. “Isso demandaria uma grande adaptação de espaço e de dispositivos para cadastrar os veículos no sistema. Inclusive, muitas pessoas procuram esse serviço. Acredito que seja uma boa ideia de negócio. Quem se preocupar com essa necessidade agora, vai sair na frente e lucrar”, comenta o funcionário de um estacionamento no Centro, Paulo Salgado.
Fábio Roberto Gomes Nascimento, que trabalha em outro estacionamento, lembra que por ser um veículo leve, de fácil manipulação, a bicicleta poderia ser facilmente furtada em áreas privadas. “A bike não é acionada com chave que se possa guardar ou que impeça o seu funcionamento. Mesmo com o uso de correntes, componentes como o banco poderiam ser levados .Teríamos que redobrar a atenção, além de criar uma outra forma de precificar e adaptar o sistema de controle”, pontua.

Iniciativa privada

Uma iniciativa de estacionamento para bicicletas está sendo testada no Shopping Jardim Norte. O empreendimento oferece um bicicletário gratuito com 22 vagas, além de uma estação para pequenos reparos, com bomba de calibragem para os pneus e tomadas para as bicicletas elétricas. Os usuários só precisam utilizar os próprios objetos para prender os veículos na estrutura. “É um projeto para a comunidade do entorno. Fica dentro da propriedade do shopping, onde temos segurança 24 horas por câmera ou pelos próprios vigilantes, fora a recomendação do uso de correntes e cadeados”, diz a superintendente do shopping Daniela Rachid.
O proprietário do Aloha Sucos, Fabrício Silveira, garante que nem sempre é preciso uma intervenção muito complexa para atender os usuários de bicicleta. “Temos um fluxo grande de ciclistas na loja e vimos que eles precisavam de um espaço para estacionar. Eu busquei modelos pela internet, contratei um serralheiro e ele fez a estrutura. Os ciclistas agora frequentam a loja com maior conforto.”

Secretário quer concluir ciclorrota

A mudança de cultura para a inserção das bicicletas ainda está em processo, conforme o secretário de Transporte e Trânsito, Rodrigo Tortoriello. “Toda mudança de paradigma leva um prazo para adaptação, é sobre esse período que nós trabalhamos agora. O semáforo foi estabelecido por lei há muitos anos, e muitos condutores continuam não respeitando, isso acontece também com as bicicletas. É importante frisar, porém, que assim como ainda vemos situações de desrespeito, também encontramos mais pessoas respeitando os ciclistas.”
Atualmente, a Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) avalia mais de 15 quilômetros de ciclorrota já instalados, nas Avenidas Rio Branco nos dois sentidos, ida e volta, Getúlio Vargas e Francisco Bernardino. Tortoriello afirma que o contrato para a finalização dos 25km previstos em outras sete rotas deve ser assinado em breve.

A revitalização do trecho já implantado também está nos planos da pasta. “Até o momento, não temos nenhuma avaliação conclusiva. Mas pelo que se apresenta, acreditamos que o equipamento esteja cumprindo esse papel de iniciar uma convivência harmônica entre automóveis e bicicletas. Conversamos com grupos de ciclistas e especialistas, e, a princípio, vamos continuar conforme o planejado.” A Secretaria também aguarda pela oportunidade de ampliação dos bicicletários. No momento, a cidade conta com dez pontos. O último foi instalado recentemente no Museu Mariano Procópio.

Nenhuma grande alteração no projeto original deve ser feita, de acordo com o secretário, apenas intervenções pontuais, como a mudança do tamanho de algumas faixas. Tortoriello destaca que o departamento responsável pela educação no trânsito faz um trabalho que nem sempre é visto pelo cidadão. Os profissionais estão nas escolas públicas e particulares e orientam crianças e adolescentes. “É uma atuação silenciosa, mas muito ativa. Visitamos essas instituições periodicamente, mas precisamos que elas nos procurem para entrar na programação da Settra.”

 

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28 comentários

  1. Paulo Roberto disse:

    Dia 20/04 fiz a previsão que aconteceriam mortes pela falta de responsabilidade da SETTRA em implantar ciclovias sem um programa de capacitação de condutores. No dia 24 mais uma morte de um jovem. Quantas pessoas mais terão qu morrer até a SETTRA aceite que errou liberando essa ciclovia e que necessário rever essa decisão. Os ciclistas ricos fanáticos, estão com suas caras bikes ocupando lado a lado as pistas da rio branco se achando com toda razão, graças a SETTRA que deu carta verde.

  2. Rodrigo disse:

    Aqui na cidade Alta ainda vai ocorrer uma morte por culpa única e exclusiva dos ciclistas de final de semana, em geral os que usam as bikes para trabalhar (normalmente caseiros, pedreiros, etc) vão pelo cantinho da rua sem atrapalhar ninguém. Já os fantasiados que acham que é moda andar de bike andam 2, 3 e as vezes 4 um ao lado do outro como se fossem um carro e você que é obrigado a se deslocar de carro, pois não existe transporte público descente nessa cidade, tem que ir atras deles a 4km

  3. Daniel disse:

    Um monte de baboseira tudo acima escrito. Vivemos numa era medieval, mas que tem internet. Nos brasileiros ( não só o povo de JF) somos burros e ignorantes. De um lado o motorista reclamando de uma bicicleta que o atrapalha ( e todos aqueles carros a sua frete?); o motociclista reclama que não deixam o corredor ( cidades sem planejamento, ruas apertadas e etc…) o ciclista reclama que não lhe respeitam ( ele mesmo não se respeita) .
    O problema é oblívio, somos nós.

  4. alexandre disse:

    Ciclista deveria ter primeiramente placa de identificação como qualquer veiculo…ai sim poderiamos iniciar uma conversa…..fora isso sáo mais um entrave no pessimo transito de jf….alem furarem sinais e colocarem em risco todos pedestres e motoristas

  5. Davidson disse:

    Tanto motoristas, quanto ciclistas tem que saber respeitar as leis de trânsito, se a tribuna ficar 30 minutos nas ruas vai ver desrespeito de ambos, ciclistas a maioria não respeita sinal, muito menos as faixas destinados a eles, juiz de fora tem muito a buscar melhorias nas cidades que tem um bom projeto para atender esse público, no meu ponto de vista é má administração, se tiver um projeto que funciona vai dar certo, pois educação de cada um não será prefeito nenhum que vai dar geito…

  6. LARISSA disse:

    Me desculpem que utiliza desse meio de transporte, mas não acho muito conveniente bicicletas circulando no trânsito em plena Av. Rio Branco, Itamar Franco e muito menos na Av. Brasil, menos ainda em horário de pico. O trânsito de JF já é ruim por natureza, e bicicletas colocam em risco a própria vida do ciclista e isso sem contar com a inconveniência . Espero que o nosso prefeito resolva isso que já está se tornando um problema pra todos. E acho que bicicletas nas calçadas também não é uma opção

  7. José Maria disse:

    Querem saber? Definitivamente não há mais espaço para bicicletas onde transitam demais veículos automotores. As motocicletas já expõem seus usuários em grande risco (embora os motoqueiros não queiram, deliberada e conscientemente respeitar as leis do trânsito), imaginem um veículo de tração animal, com arrancada lenta, e o ciclista em absoluta vulnerabilidade. É coisa do passado espaço para ciclista sem ciclovias reais.

  8. Jorge Iório disse:

    A cada dia, o trânsito de Juiz de Fora está cada vez mais selvagem, com motoristas que não têm a menor consideração e respeito pelos pedestres. Usam e abusam de suas armas motorizadas e o pedestre que se dane!

  9. Getúlio disse:

    Ciclistas estão reclamando do quê? Não respeitam sinalização e passeios. São mau educados e querem cobrar dos outros!

  10. Carlos Renato Tavares de Castro disse:

    Sou pedestre e, em alguns momentos, também motorista.Considero legítimas as reivindicações dos ciclistas. No entanto, para que os usuários de bicicletas sejam respeitados nas ruas é imperativo que sigam as regras de trânsito impostas aos demais veículos, o que, de forma geral, não observamos em JF.A infração mais comum por parte dos ciclistas é a circulação na contramão e o desrespeito aos semáforos. A identificação das bicicletas e a imputabilidade dos ciclistas talvez contribua para educá-los.

  11. João Carlos de Souza Ribeiro disse:

    O que falta é civilidade em geral, não só de motoristas. Já vi muito ciclista passando a mil em faixa de pedestres com pessoas atravessando e sendo atropeladas. Somos todos muito mal educados em Juiz de Fora: motoristas, motoqueiros, ciclistas e pedestres.

  12. JUIZ-FORANO disse:

    O que falta em nossa cidade além da conscientização de motoristas e ciclistas e a criação de CICLOVIAS de verdade! Uma sugestão porque não aproveitar as faixas seletivas para ônibus e táxis também como ciclovia?

  13. cica60 disse:

    A questão é de difícil solução, pois ela é cultural. O brasileiro aprende a passar marcha e acha que sabe dirigir. Esquece das regras e normas. Deveria ser cobrado aos preponentes a uma CNH, mais rigor com relação ao Código de Transito. No caso das bicicletas deveria em primeiro lugar aplicar o código que diz no Capitulo III, Art. 29, parágrafo V. (O transito de veículos sobre calçadas só poderá ocorrer para saída e entrada de imoveis ou em estacionamentos). Já vi motocicleta no passeio.

  14. Marcelo Zampier disse:

    Além de via saturada de pedestres, carros, ônibus e canteiros ridículos, que lembram túmulos enfileirados, essa ciclorrota que na verdade só coloca a vida de usuários em risco! A Rio Branco, pretensamente utilizada pela PJF como exemplo de desenvolvimento (???) é na verdade o maior exemplo de atraso e subdesenvolvimento que Juiz de Fora insiste em manter. Submetam a estrutura dessa avenida a análise de especialistas de fora daqui! Pobre cidade ROÇA!!!

  15. Marcia disse:

    Cadê a ciclovia prometida pelo Bruno na PRIMEIRA ELEIÇÃO q ele disputou pra Prefeito? Não passou de mais uma promessa enganosa de campanha né?

  16. sidney disse:

    Antigamente as bicicletas eram emplacadas .Hoje o ciclista vê o sinal fechado desce da bicicleta e atravessa o sinal.Não respeita as mínimas regras como uso de capacete,luz de identificação. Alguns entregadores se acham mais rapidos que carro. A solução é simples senhor prefeito, faça uma ciclovia” para skates e bicicletas em lugar de ficar fazendo pontes sobre o paraibuna .
    Parem de inventar, a ciclorota desagrada a motoristas,pedestres e e ciclistas.

  17. Goreti disse:

    Ciclistas estão se achando donos das ruas e avenidas na cidade. se jogam irresponsavelmente na frente dos carros. O que adianta criar ciclofaixas sem educar as pessoas antes ??

  18. Victor Sartini disse:

    Infelizmente o ciclista não tem vez no trânsito, se não fizerem ciclovias decentes reservando um espaço para eles não vai ter jeito, estas ciclofaixas que fizeram nas ruas não servem para nada com relação a preservar o ciclista, vejo isso como uma forma de tentar iludir os usuários dizendo que terão alguma prioridade, e essa história de que a mudança de cultura está acontecendo é conversa fiada, um motorista de automóvel motorizado jamais irá respeitá-los, lamentável a situação.

  19. Fatima disse:

    Ficam assistindo filmes estrangeiros com a convivência pacífica de carros e bicicletas e acham que podem fazer o mesmo aqui em Juiz de Fora em um passe de mágica ? Falta o principal ingrediente entre carros e bicicletas. Educação dos condutores. Tanto motoristas, motorciclistas, ciclistas e pedestre são extremamente mal educados. O resultado são os acidentes e as mortes que vão aumentar. Errada decisão da SETTRA em criar do nada ciclovias na cidade, sem antes tratar da educação dos ciclistas.

  20. Isaac Izo Campos disse:

    Nesse momento é crucial esse tipo de informação. Mas para todos: motoristas, ciclistas, pedestres, motoqueiros.
    Se o motorista dá distância de 1,5 do ciclista é ofendido pelo motoqueiro que passa correndo nos “corredores” , esses inexistentes no código de trânsito. Alguns ciclistas que ainda insistem em transitar no meio dos carros, pedestres que não respeitam os sinais, alguns nem no passeio andam, acho que falta educar e punir não só os motoristas, mas todos em geral.
    Educar e depois punir!

  21. Carlos Renato Tavares de Castro disse:

    Sou pedestre e, em alguns momentos, motorista. Considero legítimas as reivindicações dos ciclistas. No entanto, para que os usuários de bicicletas tenham seus veículos respeitados nas ruas é imperativo que sigam as regras de trânsito impostas aos demais veículos, o que, de forma geral, não temos observado em JF. A infração mais comum que percebo por parte dos ciclistas é a circulação na contramão. A identificação das bicicletas e a imputabilidade dos ciclistas talvez contribua para educá-los.

  22. marcos getulio jacometti disse:

    em qualquer cidade que vejo viajando pelllo brasil existe a faixa exclusiva para bicicletas com separaçãomas aki em juiz de fora este secretario de transito e um analfabeto e ainda naum sei como ele esta no cargo pois como colocar bicicleta na av rio branco no meio de veiculos ond cabe mal dois carros tem que implantar eu acho justo mas tem que dar segurança para veiculos e muito mais para o ciclista naum e so ficar pintando faixa nas ruas ttem que organizar

  23. Fábio Roberto do Nascimento disse:

    Parabéns pela matéria! precisamos que a mídia divulgue mais sobre o assunto para que possamos ser respeitados e visto com bons olhos por todos no dia a dia com nossas bikes linda matéria.

  24. Paulo Roberto disse:

    Na minha opinião a falta de educação dos ciclistas no trânsito é gritante e podem causar acidentes graves. Simplesmente divulgar que o ciclista tem a liberdade de trafegar juntos aos carros na cidade sem capacitar o convívio do ciclista e o motorista de veículos em vias apertadas e sem sinalização adequada é falta de responsabilidade da PJF e um crime grave. Mais uma gafe da SETTRA devido à falta de humildade e falta de bom senso. Essa trapalhada, vai produzir acidentes e mortes na cidade.

  25. Dyego Lima disse:

    Uma brilhante ideia separar uma pista da Rio Branco apenas para ciclistas, se os motoristas respeitarem e deixassem livres para os ciclistas uma das pistas e fizessem fila única para os carros tenho certeza que o trânsito iria fluir perfeitamente, principalmente quando estiver chuvendo. Parabéns pela iniciativa

  26. Brasileiro Enganado disse:

    Sr. Fabian: não seria melhor ir a pé do São Mateus até o centro? Caminhar também faz bem para a saude. JF não foi planejada para o uso de bicicleta que é uma pena.

  27. Santos Falador disse:

    Juiz de Fora não gosta de ciclista, vide a falta de ciclovia.

  28. Chicão disse:

    Não andaria em bicicleta no transito de juiz de fora ou outra cidade grande do país, prezo minha vida. Mais hoje ou mais amanhã você será vítima de algum acidente, com certeza.

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