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17 de Junho de 2014 - 06:00

Por Tribuna

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De 1º a 15 de junho, a 3ª Delegacia de Polícia Civil instaurou inquéritos para apurar, pelo menos, 20 casos de roubos registrados nesse período na Zona Norte de Juiz de Fora. De acordo com titular da unidade, Rodolfo Rolli, a maioria dos crimes é realizada da mesma maneira, sempre com mais de um bandido e com utilização de toucas ninjas ou capacete e uso de arma de fogo. Um dos casos sob investigação é o de uma mercearia, na Rua Tenente Guimarães, no Nova Era, que foi alvo de bandidos duas vezes. Na última vez, em 5 de junho, a comerciante foi golpeada com um soco no pescoço e ainda teve uma faca encostada no tórax. Ela relatou à PM que três criminosos entraram no estabelecimento e a renderam. O trio roubou R$ 2.800 do caixa. Na segunda vez, dois homens encapuzados entraram no local, que fica na mesma rua da sede da 4ªRegião de Polícia Militar e do 4º Departamento de Polícia Civil, portando revólver e praticaram o roubo. De acordo com Rolli, a mercearia funcionava como correspondente bancário e, depois dos assaltos, parou de prestar esse tipo de serviço.

Outro caso que segue em apuração foi registrado na semana passada, quando uma mulher foi rendida e agredida por um ladrão armado com canivete ao parar em um semáforo no Fábrica. Segundo a PM, para se defender das agressões, a motorista disse ter fincado uma caneta na mão do assaltante, que fugiu diante do roubo frustrado. O caso de violência aconteceu por volta das 20h na esquina das ruas Eduardo Weiss e Bernardo Mascarenhas. A unidade policial também investiga o assalto contra um posto de combustível na Avenida Doutor Simeão de Faria, no Santa Cruz, no dia 3, quando dois homens, um usando um capacete e outro um capuz renderam um frentista, roubaram R$ 800 e um celular. O estabelecimento já foi roubado seis vezes. Também estão sendo apurados quatro casos de assaltos contra ônibus urbanos. Um deles aconteceu no último dia 14, no Monte Castelo, quando levaram R$ 50 do cobrador.

Segundo Rodolfo Rolli, muitos casos têm ligação com o consumo de drogas. "São cometidos, na maioria das vezes, por usuários de drogas, que roubam para manter o vício. Um dos indícios disso é que os roubos sempre giram em torno de R$ 100", pontua o delegado, acrescentando que, no caso dos assaltos a coletivos, os roubos têm sido praticados por adolescentes, inclusive dois deles já foram identificados, pois estariam usando as mesmas roupas nos crimes.

O delegado alerta que as vítimas nunca devem reagir. "Isso é fundamental para que a situação não se agrave para um latrocínio (roubo seguido de morte)." O policial assegurou que diversas vítimas já foram ouvidas e que, em breve, os casos serão remetidos para a Justiça com as devidas autorias. "A gente espera que, ao final desses inquéritos, possa haver uma diminuição dos casos de roubos na Zona Norte", finalizou Rolli.

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