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12 de Março de 2014 - 06:00

Por Tribuna

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Equipamento depredado em ponto de ônibus na Rua José Lourenço Kelmer, no São Pedro
Equipamento depredado em ponto de ônibus na Rua José Lourenço Kelmer, no São Pedro
Faltam lixeiras em trecho da Rua Padre Café, no São Mateus
Faltam lixeiras em trecho da Rua Padre Café, no São Mateus

Entre 20 e 30 lixeiras são substituídas por semana em Juiz de Fora em virtude de atos de vandalismo. Como o custo de cada unidade é de R$ 130, a depredação pode ocasionar um gasto de até R$ 15 mil mensais aos cofres públicos, nos casos em que os equipamentos não possam ser recuperados. O problema é levantado cerca de 60 dias antes da entrada em vigor da lei que proíbe os juiz-foranos de jogarem lixo nas ruas. Alguns leitores questionam se a quantidade de caixas coletoras existentes na cidade hoje é suficiente. Paralelamente, nesta semana, o Demlurb anunciou a implantação de 500 novas lixeiras, trabalho que deverá ser iniciado nesta quarta-feira (12).

A Tribuna percorreu diversos pontos centrais da cidade e alguns locais de grande movimentação de pessoas para avaliar se existem lixeiras suficientes. No geral, vias movimentadas como as avenidas Rio Branco, Getúlio Vargas e Itamar Franco e as ruas Halfeld, Batista de Oliveira e Mister Moore estão bem equipadas. Porém, bairros comerciais como Manoel Honório, Santa Luzia e São Mateus ainda carecem de caixas. Na Rua Eugênio Fontainha, no Manoel Honório, por exemplo, a reportagem flagrou um acúmulo de lixo nas ruas e nenhum sinal de lixeira. No local, existe comércio variado e pontos de ônibus. "Chego aqui por volta das 6h e varro tudo. Mas, logo em seguida, já está tudo sujo novamente", diz o funcionário de uma lanchonete, Francisco de Abreu, de 52 anos. Ele completa que, apesar da falta das caixas coletoras, um dos principais problemas enfrentados ali é a depredação. "A Prefeitura coloca a lixeira, mas à noite os vândalos queimam e quebram tudo."

Outro ponto que não possui os equipamentos é a Rua Ibitiguaia, no Santa Luzia. "Apesar de ser um local de grande movimentação, aqui está sempre sujo e não há nenhuma lixeira por perto. Só tem no centro do bairro", reclama o funcionário público Getúlio Guedes, de 59 anos. Segundo a assessoria do Demlurb, a instalação de caixas coletoras  será iniciada em ruas do Santa Luzia e prosseguirá em bairros como Manoel Honório, Benfica, São Pedro, Linhares e Dom Bosco. 

 

Responsabilidade

Conforme dados do Demlurb, existem cerca de cinco mil lixeiras na cidade. A colocação do equipamento é feita com base na movimentação comercial e de pessoas, em praças, e em pontos de ônibus. "É importante ressaltar que aquele lixo produzido por você é de sua responsabilidade. Se não houver a caixa coletora, o cidadão deve guardar aquele objeto e descartá-lo quando possível", explica o diretor operacional do Demlurb, Paulo Delgado. 

Segundo ele, o órgão recebe inúmeros pedidos de retirada e de colocação de lixeiras. "As pessoas alegam que a caixa está sendo usada de forma indevida e pedem para tirarmos. Outros ligam e falam que a lixeira foi destruída, ou que o local necessita de uma. Mas, se não for um ponto de grande movimentação, preferimos não colocar porque acaba sendo depredada." De acordo com a assessoria, a substituição é feita quando o Demlurb identifica o problema, ou por meio de reclamações. O departamento busca recuperar os equipamentos danificados para que sejam reutilizados. Caso não seja possível, as caixas são recicladas e se transformam em ferramentas de trabalho.

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