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01 de Julho de 2014 - 13:28

Por Tribuna

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Não houve confusão, mas moradores ficaram revoltados
Não houve confusão, mas moradores ficaram revoltados
Ocupado em 2012, o local já contava com 38 barracos
Ocupado em 2012, o local já contava com 38 barracos

Oficiais de Justiça com o apoio da Polícia Militar realizaram, nesta terça-feira (1), a reintegração de posse a um terreno de 250 mil metros quadrados, localizado no Bairro Previdenciários, Zona Sul de Juiz de Fora. O local, que foi ocupado no final de 2012, já contava com 38 barracos, sendo cinco de alvenaria, demolidos durante a ação judicial. De acordo com o advogado Valério Augusto Ribeiro, a área foi adquirida por seu cliente em meados do ano passado. Para ele, o terreno foi ocupado irregularmente.

Durante a ação, segundo o assessor organizacional do 27º Batalhão, capitão Jean Michel do Amaral, não houve enfrentamentos. Ele relata que a ordem judicial para reintegração da área particular está de posse do proprietário há 40 dias, tempo utilizado para realizar o planejamento detalhado da execução. "As pessoas já estavam acreditando que conseguiriam o terreno. O proprietário já tentou reaver a área por duas vezes. No início do ano, ele veio sozinho, posteriormente houve uma tentativa com a Polícia Civil, e agora, com liminar. Estamos permitindo que aqueles que possuem pertences dentro dos barracos façam a retirada." Além da demolição dos barracos, foram inseridas estacas nas três entradas da propriedade.

Também estava no local uma representante dos invasores, a advogada Silvana Nunes Timoteo, a qual assegura que a propriedade pertence a doze herdeiros. Contudo, de acordo com ela, no contrato de compra e venda realizado com o responsável pela reintegração, há apenas a autorização de uma suposta esposa de um dos herdeiros. "Olha a fragilidade da documentação. Hoje eles estão cumprindo ordem do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Mas vamos tentar derrubar essa liminar", argumenta. Já o advogado Valério afirma que a posse da área foi transmitida por parte dos herdeiros, os quais venderam as respectivas partes ao seu cliente.

Os invasores questionam a forma como foi feita a desocupação. Eles afirmam que tinham conhecimento de toda a situação e de que o proprietário havia ganhado a liminar, entretanto, eles asseguram que não tinham informação de como e nem quando seria realizada a ação. "Eu não sabia que já iam chegar e derrubar as casas, foi de surpresa. A minha casa já estava até de laje batida", conta a acompanhante Sônia Gabriel Lopes, 46 anos, que mora no local desde outubro de 2013.

Silvana também alega que, na liminar, há apenas a autorização para tomada de posse, o que, segundo ela, não incluiria a demolição dos barracos. Entretanto, de acordo com o advogado do proprietário, os invasores e sua representante estavam cientes que a reintegração ocorreria. "Essa inclui a retirada de qualquer pertence que não seja do proprietário", observa.

Os questionamentos dos invasores também são referentes à situação em que se encontrava o terreno antes da ocupação. "Era uma sujeira, um lote abandonado. Não havia ninguém que olhasse a área. Quando nós ocupamos, limpamos tudo e abrimos os lotes", comenta a auxiliar de cozinha Bruna Moraes, 24. "Estamos revoltados. Aqui só tem gente de carteira assinada e famílias, todos somos trabalhadores", desabafa o encarregador de telecomunicação Antônio Marcos Estefânio.

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