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11 de Março de 2014 - 06:00

Média diária foi de 23 autuações, sendo que 87% dos casos foram de avanço do sinal vermelho

Por Nathália Carvalho

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Em menos de um mês, os radares instalados em quatro pontos de Juiz de Fora registraram 598 infrações. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (10) pela Settra, foram coletados entre o dia 10 de fevereiro e a última sexta-feira, 7 de março, o que representa uma média de 23 autuações diárias. Do total, 87% das multas foram emitidas por avanço de sinal e 13% por excesso de velocidade. Não houve registro de parada sobre a faixa de pedestre. Nesta segunda, a Tribuna esteve em um dos pontos onde foram instalados os equipamentos, conhecidos popularmente como super-radares. Em 15 minutos, na Avenida Brasil, próximo ao cruzamento com a Rio Branco, foram flagradas 13 infrações de avanço semafórico, cometidas por carros, motos, caminhões e ônibus. Segundo a Settra, os radares apresentam um bom resultado para o trânsito da cidade. Já o especialista José Alberto Castañon diz que o número de ocorrências é alto e preocupante.

O radar instalado na Avenida Doutor Paulo Japiassu Coelho, no Cascatinha, Zona Sul, flagrou o maior número de ocorrências, 211 - 35% do total. Em segundo lugar, está o da Rio Branco, altura da Rua Benjamin Constant, no Centro, com 29% dos casos, seguido daquele da Avenida Brasil, com 28%. O radar da Rio Branco, em frente ao Sport Club, flagrou apenas 7% dos abusos. De acordo com a subsecretária operacional de Transporte e Trânsito, Iza Machado, a pasta ainda está na fase de processamento de dados e não é possível levantar outros detalhes sobre o primeiro mês de funcionamento, como horário de maior incidência de infrações. "Nossa avaliação é boa, o resultado está dentro da média. Percebemos que o número de multas é semelhante ao emitido por outros radares da cidade. Para termos uma melhor avaliação, faremos comparações entre os seis meses anteriores à instalação, e os seis meses posteriores, quando as pessoas já estarão mais acostumadas. Analisaremos também como ficou o número de acidentes nos locais, para termos noção da eficiência dos equipamentos."

 

Preocupação

Para o professor da UFJF José Alberto Castañon, os números comprovam algo que já era esperado. "Em muitas pesquisas da cidade, a parada em local proibido é dada como a infração mais recorrente por ser facilmente identificada, mas quando vemos o resultado de radares fixos é que temos noção da quantidade de abusos ao sinal vermelho." Para o docente, especialista em engenharia de transportes, o resultado é preocupante, principalmente por colocar em risco a vida de pedestres. "Se mesmo com o radar existem tantas infrações, imagina nos outros cruzamentos. Isso é altamente perigoso para quem trafega nesses locais. Mas pode ser que, com as infrações, esse número reduza", opina.

 

Dúvidas

Entre motoristas entrevistados pela Tribuna, a maioria se diz acostumada com os radares, mas questiona a maneira como é feita a autuação. "Avanço de semáforo é o que mais acontece na cidade, mas acho ruim multar quem passa no amarelo", diz Aloisio Gasparette. "Acredito que deveria haver temporizadores onde há radares, para nos dar mais segurança no cruzamento", completa o condutor Ubirajara Neto. Já o motorista Francisco de Assis não concorda com a existência dos radares. "Da forma como foram instalados, eles representam um perigo nas ruas."

A subsecretária explica que, nos casos de avanço semafórico, o radar é acionado cerca de dois segundos após a luz ficar vermelha. "São tiradas três fotos da infração, duas traseiras e uma frontal, que mostra se houve alguma situação atípica, como a presença de uma ambulância. O que determina a infração é o carro passar pela faixa de retenção com o sinal vermelho", explica. A expectativa é que o número de ocorrências diminua nos próximos meses. Os radares foram instalados na cidade no dia 9 de janeiro, mas só começaram a emitir autuações em 10 de fevereiro.

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