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14 de Maio de 2014 - 10:44

Por Tribuna

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Ação pediu revitalização e preservação da escola
Ação pediu revitalização e preservação da escola

Atualizada às 18h07

O abandono do prédio da Escola Normal, patrimônio histórico do município, tombado em 1990, levou estudantes e educadores do colégio, hoje chamado Instituto Estadual de Educação, a realizarem nesta quarta-feira (14) um dia de manifestações. Os atos começaram às 7h, e houve ações de conscientização pela revitalização e preservação do ambiente escolar nos três turnos. As aulas foram suspensas para que os alunos pudessem elencar todos seus anseios e desejos de melhoria, que foram expostos no pátio da escola. Entre os pedidos estão mais limpeza, mais educação, menos pichações e desrespeito. Às 10h30, os alunos realizaram um abraço simbólico ao prédio, que fica na Avenida Getúlio Vargas 521, e integra o patrimônio histórico da Praça Antônio Carlos. O ato foi repetido à tarde e acompanhado pela Polícia Militar.

Segundo a diretora da instituição, Patrícia Dominato, as manifestações marcam o início do projeto de preservação do patrimônio, que será estendido por todo o ano. "Em razão do estado de deterioração que a escola se encontra, foi preciso pensar nesta campanha. Não podemos mais permitir esta situação. Os gastos com consertos e reparos são muito grandes. No último sábado, trocamos a porta de um banheiro, e, na segunda-feira, a mesma já estava quebrada. Queremos conscientizar os alunos sobre o que é patrimônio e criar neles uma identidade com a escola. Todas as turmas fizeram seus levantamentos e afixaram os problemas no pátio."

A Tribuna entrou na instituição e constatou o cenário de vandalismo e de má conservação: portas quebradas em salas de aula e banheiros, poucos bebedouros em funcionamento, pichações em paredes, carteiras estragadas, teto danificado, cestas de basquete rasgadas e inutilizadas. "São vários os problemas. Muitos causados por alunos, mas outros não, a exemplo dos pombos. Convivemos com os animais a todo tempo. Essa ação de hoje é super importante. Estamos saindo, mas queremos deixar o ambiente bom para quem está chegando. Um local agradável, dá motivação para estudar", destacou a estudante do último ano do ensino médio Bruna Franck, 18. "Queremos participar sim, pois, quando fazemos, damos mais valor. Nossa sugestão é para que cada turma pinte sua sala de aula, limpe suas carteiras. Nós já começamos a fazer isso na nossa sala", sugeriu Nayara Tavares, 17.  

Representante do Grêmio Estudantil, Bruna de Oliveira, 17, tem esperanças de melhoria. "Queremos que essa manifestação marque o começo de uma nova era, de preservação do patrimônio escolar. Manter uma escola é uma obrigação não só do Governo e dos professores, mas também dos alunos. E queremos mais, queremos professores e funcionários mais educados, queremos uma direção atuante e que cobre mais ações dos governantes, e alunos mais conscientes". Entre os pequenos, a lição também parece ter sido compreendida. "Não devemos sujar a escola, quebrar as coisas, pois tudo que fizermos de ruim deixará a escola pior para a gente mesmo", explicou João Augusto Leonel, 10. 

Segundo a direção, as sugestões dos alunos serão avaliadas pelo colegiado e adotadas, dentro do possível. "Vamos definir as ações executáveis. Podem ser poucas, mas que sejam efetivas", destacou Patrícia. 

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