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05 de Março de 2013 - 00:45

Sindicomércio diz que entrará com medida cautelar para garantir mínimo de serviço. Quem pode optar pelo táxi teve que esperar no ponto.

Por Guilherme Arêas, Marina Sad, Pedro Brasil, Fabíola Costa e Gracielle Nocelli

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 Juiz-foranos enfrentam dificuldades para voltar para casa

19h40 - Com a greve de cobradores e motoristas, os juiz-foranos enfrentam dificuldades para voltar para casa. No início da noite, os pontos de ônibus da Avenida Rio Branco se transformaram em locais para a espera de táxis. Dezenas de pessoas aguardaram até três horas por um carro disponível. Este foi o caso da aposentada Lúcia Guedes, 72 anos, que, após uma sessão de fisioterapia, não encontrou táxi para voltar para casa. "É um total descaso com a população. Sofro de problemas de coluna e estou há horas esperando por um carro. Dá vontade de desistir, mas não tenho como ir embora", reclamou. Ao contrário do que era esperado, o trânsito não sofreu grandes retenções entre 17h e 18h30. Em alguns trechos das principais vias, como no cruzamento entre as avenidas Presidente Itamar Franco e Rio Branco, policiais militares fizeram o controle do tráfego. 

 

19h35 - O Sindicomérico anuncia que irá entrar com "medida cautelar com um pedido de liminar para que seja cumprido o percentual mínimo de ônibus em circulação, garantindo, dessa forma, o transporte coletivo urbano, que é essencial." Por meio de nota, o sindicato explica que pedirá a manutenção de 80% dos carros nas ruas nos horários de pico e 50% nos demais horários. "A ação vai ser proposta contra o Sindicato dos Trabalhadores (Sinttro) e contra a Associação das Empresas de Transporte Coletivo (Astransp)."

 

19h25 - A Prefeitura de Juiz de Fora publicou no final da tarde uma nota sobre as medidas adotadas pelo município diante da greve dos rodoviários. Segundo a PJF, o prefeito Bruno Siqueira (PMDB) solicitou ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG) a indicação de um mediador para discutir o fim da greve dos trabalhadores das empresas de ônibus. Em ofício enviado ao desembargador José Murilo de Morais, presidente em exercício do Tribunal Regional do Trabalho da Terceira Região, o argumento principal versa sobre o fato de a adesão ao movimento ter sido de 100% da categoria, ou seja, nenhum ônibus saiu das garagens no decorrer do dia.

19h22 - Motoristas precisaram ter paciência para trafegar pela Avenida Itamar Franco. Foto Felipe Couri

Itamar Franco ficou engarrafada nesta terça-feira

19h - A forte chuva que atingiu a cidade na tarde desta terça-feira (5) agravou o engarrafamento na Conexão Sul, caminho de acesso ao Bairro Bom Pastor pelo Poço Rico. Foto: Fernando Priamo

 Engarrafamento na Conexão Sul

16h40 - Um grupo de jovens aproveitou a ausência de trânsito na pista central da Avenida Rio Branco para "bater uma bola" no final da tarde desta terça-feira (5). "A ideia é sair da rotina aproveitando a greve, só mesmo para diversão", conta o estudante Rafael Lopes de Oliveira, 19 anos, que teve a ideia ao lado de Lucas Demolinare, também de 19. "Mas a chuva atrapalhou. Se a greve continuar, vamos marcar uma nova partida para amanhã (quarta)". Foto: Leonardo Costa.

 Estudantes aproveitam pista central liberada para "bater uma bolinha"

 

 

15h28 - A leitora Vilma Abreu relatou, por e-mail, que muitas escolas dispensaram os alunos às 9h, por falta de funcionários. Outras instituições decidiram juntar os alunos em turmas nas quais os professores conseguiram chegar para dar aula. Em uma escola, segundo Vilma, a vice-diretora foi para a cozinha fazer a merenda para os alunos. "Isto tudo é consequência da greve. Porque não pagam bem os trabalhadores, deixam a situação chegar a este ponto. Juiz de Fora vai virar um terror, porque agora foram os ônibus, amanhã podem ser os professores que estão numa luta sem resolução, depois vêm os médicos e assim vai. Os únicos que não precisam entrar em greve são os vereadores, que ganham um salário ótimo e nem trabalham tanto. A classe trabalhadora tem um salário miserável. Quem sabe um dia a cara desta Juiz de Fora muda para melhor."

Os taxistas tiveram muito trabalho durante a greve. E os usuários tiveram que esperar muito nos pontos de táxi, como neste da Rua Batista de Oliveira, no Centro. Foto: Fernando Priamo
 

Fila de espera por táxi

15h23 - O repórter do Caderno Dois da Tribuna Mauro Morais também fez o seu registro. Ele enfrentou um engarrafamento na Avenida Olegário Maciel, no início da tarde. "Passei pela Olegário por volta de 13h, e, nesse horário, ela nunca esteve como hoje, extremamente engarrafada, desde a Padre Café."

 Trânsito na Olegário Maciel

15h19 - A editora de Brasil e Mundo da Tribuna, Juliana Duarte, demorou 35 minutos entre o Manoel Honório e o São Mateus, o dobro do tempo que costuma gastar no trajeto em dias normais. Ela aproveitou o trânsito parado para registrar o congestionamento na altura do Mergulhão, pela manhã. É possível que pontos de retenção sejam vistos novamente no horário do rush.
 

 Engarrafamento no Mergulhão

14h20 -   A partir das 15h, a Prefeitura pretende realizar intervenções nos pontos de maior estrangulamento do trânsito, como o cruzamento das avenidas Rio Branco e Brasil, além de acessos a bairros de maior movimento, como São Mateus, São Pedro e localidades da Zona Norte. Haverá pontos fixos e patrulhamento móvel. O objetivo é tentar garantir a fluidez do trânsito, principalmente na volta dos trabalhadores para casa.

14h11 - Devido à greve, o dentista Jomar Mendes precisou mudar sua rotina. A reportagem conversou com ele, enquanto o profissional passava pela Avenida dos Andradas, no Centro. "Por sorte, moro na Rua Benjamim Constant e trabalho no Bairro Manoel Honório, que é relativamente perto. De ônibus, levo cinco minutos. Hoje acredito que demorarei cinco vezes mais para realizar esse trajeto", disse, pela manhã. Foto: Marcelo Ribeiro.

Devido à greve, o dentista Jomar Mendes precisou mudar sua rotina

14h - Passageiros aguardam táxi nos pontos de ônibus. Veja o vídeo.

13h58 - Sobre o cumprimento da oferta mínima de 30% do serviço de ônibus na cidade durante a greve, o presidente do Sinttro, Adilson Antônio Rezende, afirmou que não possui força para obrigar os funcionários a entrar nos ônibus. "Os trabalhadores têm ciência dos seus direitos e não temos como obrigar uns ou outros a trabalhar. Nenhuma ocorrência foi registrada forçando os funcionários a exercer suas profissões. Caso aconteça algum tipo de punição, mais uma vez, os trabalhores serão punidos, e a classe patronal será favorecida".

12h58 - Mobilização dos rodoviários começou ainda de madrugada, nas garagens das empresas de ônibus. Veja o vídeo.

12h49 - A pista central da Avenida Rio Branco já começou a receber táxis. Veículos podem usar a faixa para embarque e desembarque de passageiros durante a greve dos rodoviários. A sinalização deve ser obedecida normalmente, pois a Settra garantiu que haverá fiscalização. Foto: Marcelo Ribeiro.

Pista central da Rio Branco começa a receber táxis

12h22 - As faixas destinadas aos ônibus nas avenidas Francisco Bernardino e Getúlio Vargas estão liberadas para a circulação de veículos de passeio, conforme informação do Secretário de Governo, José Sóter Figueirôa.

11h39 - A Associação Profissional das Empresas de Transporte de Passageiros de Juiz de Fora (Astransp) acaba de divulgar uma nota oficial sobre o movimento grevista. No documento, a associação patronal cita ocorrências de apedrejamento de ônibus e ameaças a motoristas, o que, até o momento, não foi confirmado por ocorrências policiais. O único registro relacionado a condutores até o momento foi feito por volta das 4h, quando um motorista da Viação Ansal, 22 anos, foi detido por ter entrado em um coletivo da Viação Santa Luzia, que saía da garagem no Bandeirantes, Zona Nordeste, e tentado tirar a chave do veículo.

Leia na íntegra o comunicado da Astransp: "A Diretoria da Astransp está reunida na manhã desta terça, avaliando a situação e provavelmente vai buscar junto aos órgãos competentes evidenciar a abusividade da greve. Inclusive já havia uma reunião marcada pelo Ministério do Trabalho no dia 6 de março. Na reunião anterior, o Sindicato engessou a negociação, negando qualquer flexibilização da proposta de 28%, que é impraticável para qualquer categoria patronal. Diante disso, a Astransp não teve como colocar novo índice. A Astransp lamenta os transtornos causados pela greve dos rodoviários. Os representantes dos rodoviários deveriam ter garantido 30% da frota em funcionamento, mas houve ameaças à segurança de funcionários que tentaram trabalhar. Os poucos ônibus que conseguiram sair foram apedrejados, motoristas ameaçados e os carros voltaram às garagens."

11h30 - Ciclista aproveita a ausência de ônibus para trafegar pela pista central da Avenida Rio Branco. Ao meio-dia, a faixa será aberta para que táxis recolham os passageiros nos pontos. Foto: Fernando Priamo

Ciclista na Avenida Rio Branco

 

Você pode participar da cobertura da greve dos rodoviários. Envie suas fotos e relatos para o e-mail internet@tribunademinas.com.br ou pelo Facebook.

 

11h16 - O leitor Fernando Raine registrou a movimentação dos motoristas e cobradores do transporte coletivo em frente à Viação Santa Luzia, no Bairro Bandeirantes. No detalhe, a garagem da empresa, com os ônibus parados.

 Movimentação em frente à garagem da Viação Santa Luzia, no Bandeirantes

11h02 - Usuários do transporte coletivo relatam que nem mesmo o mínimo de 30% do serviço de ônibus estaria sendo oferecido na cidade durante a greve. Sobre isso, um dos advogados do Sinttro, Rodrigo Vidal Ribeiro de Oliveira, ressalta que a orientação do departamento jurídico é que, pelo menos o percentual mínimo seja respeitado. Mas, os trabalhadores estariam com medo de retaliações dos usuários e dos próprios grevistas. "Ninguém quer ser o 'fura-greve'. Sinceramente, não sei como o sindicato vai conseguir orientá-los sobre essa questão. Independente disso, acho que essa situação pode fomentar um debate profundo sobre o transporte público em Juiz de Fora", diz.

O chefe do Setor de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Juiz de Fora, Sérgio Nagasawa, diz que a desobediência em relação aos 30% da frota em circulação, percentual recorrente em jurisprudências sobre o assunto, "acaba declarando a abusividade do movimento". Como sanção, cabe multa cujo valor pode variar. Ele diz que um inquérito é aberto pelo MTE para apurar os responsáveis pelo abuso. Descobertos, eles recebem a multa, que pode recair, inclusive, sobre a classe patronal.

11h - Na pista central, vazia, parece feriado na cidade. Nas laterais, trânsito típico de horário de pico. A situação inusitada desta greve dos rodoviários foi registrada pelo leitor Daniel Henrique de Oliveira na manhã desta terça-feira na altura do Mergulhão.

Avenida Rio Branco vazia

Mais uma foto do leitor Daniel Henrique de Oliveira mostra policiais andando pela pista central da Avenida Rio Branco. 

Avenida Rio Branco vazia

10h41 - Atenção! A partir do meio-dia, a pista central da Avenida Rio Branco vai ser aberta para que táxis recolham os passageiros nos pontos de ônibus. A Prefeitura lembra, no entanto, que toda a sinalização deverá ser obedecida, pois haverá fiscalização. A PJF já está preparando um plano emergencial para os horários de pico. Neste momento, as ações que serão colocadas em prática estão sendo discutidas.

10h40 - Cerca de 80 agentes de trânsito e guardas municipais estão envolvidos no atendimento aos problemas causados pela greve. Os agentes estão concentrados na região Central. A PM também está apoiando, controlando o tráfego em outros pontos, como o Bairro São Pedro. Segundo a PJF, nenhum acidente grave foi registrado até agora. O maior gargalo, de acordo com o órgão, foi registrado na descida do Mergulhão, mas já há agentes no local para normalizar a situação.

10h28 - O leitor Luciano Wurtz fez esta foto do alto do Edifício Alber Ganimi, no Centro. A imagem mostra a pista central, de ônibus, vazia e as laterais com trânsito fluindo normalmente, segundo o leitor. O registro foi feito às 9h15. Ruas do entorno e as saídas dos bairros, no entanto, registraram trânsito lento durante a manhã.

Leitor registra trânsito na Avenida Rio Branco, às 9h15

 
10h15 - Vídeo feito pelo repórter-fotográfico Fernando Priamo mostra retenções no trânsito da cidade, como reflexo da greve dos rodoviários nesta terça-feira. Veja aqui.

10h08 - O leitor João Daniel Neto enviou uma foto da Rua Sinval Correia, que integra a Conexão Sul, utilizada como ligação entre os bairros Poço Rico, Bom Pastor e Granbery.

 Leitor enviou uma foto da Rua Sinval Correia, que integra a Conexão Sul

9h49 - O trânsito na Avenida Brasil, no sentido Zona Norte, depois do Bairro Santa Terezinha, está parado, segundo motoristas que circulam pela região. O motivo é um acidente entre um carro e um ônibus intermunicipal.

9h34 - Movimento de pedestres na Ponte do Manoel Honório foi grande durante toda a manhã. Foto: Marcelo Ribeiro

Grande movimento de pedestres na ponte do Manoel Honório

9h25 - A Polícia Militar acaba de informar que registrou um crime de lesão corporal envolvendo funcionários de diferentes empresas logo nas primeiras horas do dia. Por volta das 4h, um motorista da Viação Ansal, 22 anos, foi preso e levado para a 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil. De acordo com o boletim de ocorrência da PM, ele é suspeito de ter entrado em um coletivo da Viação Santa Luzia, que saía da garagem no Bandeirantes, Zona Nordeste, e tentado tirar a chave do veículo. O condutor, 58, teria impedido a ação e sofreu uma escoriação no lado esquerdo do rosto, perto da boca. Outro grevista da Ansal, não identificado, teria agredido a cobradora do ônibus, 50, com um soco na orelha, mas ele não foi localizado.O homem preso alegou que tentou pegar a chave do veículo porque o outro motorista teria tentado passar com o ônibus em cima dele. Já a vítima, deixava a garagem da empresa para apanhar outros funcionários para o serviço, quando teria sido impedida de seguir viagem pelo suspeito, que teria entrado na frente do coletivo.

9h23 - A Prefeitura montou um gabinete de crise, envolvendo várias secretarias, como a de Governo, de Comunicação, de Administração e Recursos Humanos, além da Settra. O objetivo é acompanhar a greve e buscar soluções para minimizar os impactos do movimento sobre a população.

9h10 - Os reflexos da greve dos rodoviários estão sendo sentidos por toda a cidade. O leitor Bruno Rodrigues Nascimento D'Assunção fotografou o trânsito na Avenida Presidente Itamar Franco, em frente à Escola Normal.

Trânsito em frente à Escola Normal

8h58 - Moradores do Bairro São Mateus estão com dificuldades para encontrar táxi nesta manhã. No ponto da Praça Jarbas de Lery Santos, várias pessoas aguardam os carros.

8h57 - Foto do leitor Ricardo Smyllie. "O trânsito na Garganta do Dilermando está com cerca de 500 metros de congestionamento no sentido bairro/centro."

 Leitor flagra retenção no trânsito na Garganta do Dilermando

 

8h52 - Na Avenida Brasil, no sentido Zona Norte/Centro, todas as pistas, inclusive as preferenciais para ônibus, estão tomadas por carros, e o trânsito flui com lentidão.

8h40 - Atenção, motoristas! O trânsito na Avenida Rio Branco está congestionado, assim como a Avenida Itamar Franco também apresenta pontos de retenção. Todas as vias que dão acesso ao campus da UFJF estão engarrafadas, como a José Lourenço Kelmer, Presidente Costa e Silva e a própria Itamar Franco, com reflexos no Bairro Dom Bosco e São Pedro.

8h34 - Ponto de ônibus da Avenida Getúlio Vargas ficou vazio por volta das 7h30, movimento atípico para uma terça-feira. Foto: Pedro Brasil.

Ponto da Avenida Getúlio Vargas estava vazio cerca de 7h30

8h27 - Sem ônibus, muita gente teve que sair de casa a pé. Movimento na Avenida Brasil, na altura da Ponte Carlos Otto, no Poço Rico é grande. Foto: Guilherme Arêas.

Movimento nas ruas é grande, como registrado por volta das 7h45 na Av. Brasil, na ponte Carlos Otto

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8h20 - Dois ônibus da Viação Gil que haviam saído para as ruas retornaram, por volta das 8h, para a garagem da empresa, no Bairro Vitorino Braga, região Sudeste. Os coletivos das linhas 440 (Santo Antônio) e 436 (Linhares) saíram por volta das 3h30, mas os motoristas acharam por bem voltar para evitar problemas, segundo o tesoureiro do Sinttro, Carlos Alves de Souza.

8h13 - A leitora Adriana Luisa Zigler de Oliveira relata que, do Manoel Honório até o Bairro Santa Cruz, não foram vistos ônibus nas ruas. "O que vai contra a lei de greve, que diz que, nos serviços essenciais, 30% devem estar nas ruas. Há engarrafamento do Bairro Francisco Bernardino até a entrada do Parque de Exposições. Cerca de 2 km devido ao sinal no cruzamento."

8h10 - A Polícia Militar ainda não registrou ocorrências relacionadas à greve. Na garagem de cada empresa foram deslocadas duas viaturas, com dois militares cada, para garantir a ordem. De acordo com o sargento André Luiz Ferreira, do 27º Batalhão da PM, a manifestação segue tranquila.

7h32 - Usuários do transporte coletivo estão se virando como podem. A auxiliar de cozinha Rosimeire Aparecida Campos (de vermelho), de 51 anos, juntou-se a outros moradores do entorno da praça de Benfica, na Zona Norte, para dividir um táxi até o Centro da cidade, por volta das 6h. Ela reclama da falta de ônibus, pois disse não ter visto nem mesmo o percentual mínimo de 30% para a oferta do serviço. Foto: Marcelo Ribeiro.

Usuárias fizeram "vaquinha" para pagar táxi em Benfica

7h27 - As ruas da cidade amanheceram com movimento atípico de pedestres. Na Rua Dom Viçoso, no Bairro Santa Luzia, Zona Sul, é grande o movimento de pessoas indo para o trabalho e para a escola a pé. Já na Rua Vitorino Braga, no bairro homônimo, região Sudeste, foi registrado congestionamento de veículos pouco antes das 7h.

7h17 - Cerca de 200 trabalhadores estão reunidos na garagem da Viação São Francisco, no Bairro Santa Lúcia, Zona Norte, onde os coletivos estão parados. No local, também não houve registro de tumulto, e a manifestação é considerada pacífica. Foto: Marcelo Ribeiro

Veículos da Viação São Francisco não saíram da garagem

7h09 - Comando de greve afirma que manifestações estão pacíficas até o momento, sem registro de grandes confusões. Na Viação Santa Luzia, no Bairro Bandeirantes, um ônibus chegou a ser impedido de sair logo nas primeiras horas da manhã. Agentes de fiscalização do Sinttro estão espalhados pela cidade para garantir a adesão ao movimento.

7h - Como anunciado pela categoria, os motoristas e cobradores de ônibus de Juiz de Fora entraram em greve nos primeiros minutos desta terça-feira (5), deixando milhares de usuários sem transporte coletivo. De acordo com a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro), 100% dos funcionários aderiram ao movimento. Representantes do sindicato estão em todas as sete empresas que operam na cidade para impedir a saída de coletivos. Alguns carros da Viação Santa Luzia foram vistos nas ruas no início da manhã, mas foram logo retirados de circulação pelos grevistas. A categoria quer reajuste de 28% para salário de motoristas e de 49% para cobradores, o que corresponde a R$ 1.695 e R$ 1.017, respectivamente. Já a Astransp oferece o índice de correção inflacionária do INPC, que é de 6,8%.


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