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11 de Junho de 2014 - 15:46

Por Tribuna

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Tumulto chamou a atenção de comerciantes e moradores
Tumulto chamou a atenção de comerciantes e moradores

Um agente penitenciário, 36 anos, foi preso após disparar três tiros, no final da manhã desta quarta-feira (11), no estacionamento do prédio do Juizado Especial, na Avenida Brasil, altura do Bairro Costa Carvalho, Zona Sudeste de Juiz de Fora. Segundo a Polícia Militar, ninguém foi alvejado pelos disparos, e o servidor alegou ter atirado para se defender das agressões que ele teria sofrido no local por um ex-detento, 36, e outro homem, que não foi localizado. Ainda conforme a PM, os tiros cessaram com a intervenção de um juiz que trabalha no local e de policiais militares que estavam de serviço. A violência assustou frequentadores da região, já que aconteceu em uma área movimentada, ao lado de uma loja de materiais de construção. O fato também mobilizou mais de dez militares e, pelo menos, cinco viaturas, incluindo Rotam e Tático Móvel.

De acordo com o comandante da 135ª Companhia da PM, capitão Marcelo Monteiro de Castro, o ex-detento suspeito de agredir o agente também recebeu voz de prisão. Segundo ele, os dois envolvidos na ocorrência chegavam ao Juizado Especial para uma audiência sobre um caso no qual o agente seria vítima de ameaça feita pelo ex-presidiário do Ceresp na época em que ele estava preso. "Haveria essa audiência, no entanto, houve novas ameaças hoje. Junto com outro homem, o ex-detento partiu para cima do agente penitenciário e ainda arremessou um vaso de planta contra ele. Para se defender, o agente teve que fazer uso da arma de fogo. Foram três disparos, e o juiz interveio", disse o capitão. Ele acrescentou que o funcionário do estado foi preso pelos disparos, e o homem, por agressão e ameaça. Os dois foram encaminhados ao plantão da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Santa Terezinha.

O coordenador administrativo da Central Integrada de Escoltas do Sistema Prisional, Everaldo Márcio, acompanhou a ocorrência e informou, momentos após o episódio, que o agente lotado na unidade afirmou ter agido em legítima defesa. "Dois servidores vieram para a audiência no Juizado Especial e depararam com dois ex-presos. Um deles estava para ser ouvido na mesma audiência. A coordenação vai acompanhar o fato e aguardar o desfecho. Mas, a princípio, ele disparou para se defender, porque estava sendo agredido." Ainda segundo o coordenador, a arma usada nos disparos era uma pistola calibre 380 de uso pessoal. "Ele estava fora de serviço", enfatizou.

Procurado em seu gabinete, o juiz que interveio na confusão informou, por meio de um funcionário, que não iria se pronunciar sobre o caso.

 

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