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16 de Dezembro de 2013 - 12:05

Por Tribuna

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Eles alegam que serão substituídos por concursados
Eles alegam que serão substituídos por concursados

Atualizada às 20h31

A ameaça de demissão dos agentes de combate a endemias (ACE) contratados pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) fez os trabalhadores do setor paralisarem suas atividades na manhã desta segunda-feira (16). Eles alegam que o desligamento e consequente substituição por agentes concursados causaria problemas no combate à dengue neste período de calor e chuvas, uma vez que profissionais experientes seriam trocados por novatos. "Se vão mandar o pessoal mais antigo embora, queremos saber o porquê, já que, atualmente, não temos um efetivo suficiente. Se vão mandar embora, quantos e quando? A gente precisa saber, pois somos pais de família, e a cidade está em risco de epidemia", afirma o agente  Fellippe Honório de Oliveira, que atua há nove anos como agente. 

À Tribuna, a secretária de Administração e Recursos Humanos (SARH), Andréia Goreske, confirmou as demissões. Segundo ela, no último dia 13, foram nomeados 22 novos agentes e, por isso, ocorrerá o desligamento de alguns contratados. A titular da pasta não informou o número de trabalhadores que serão desligados, mas assegurou que todos serão comunicados por correspondência de forma gradativa. "O objetivo é expandir o quadro, para que tenha mais agentes a fim de atender a vigilância sanitária e fazer a adequação gradativa dos contratados, uma vez que o contrato vigora por seis meses e pode ser prorrogado por mais seis", explicou a secretária. Já está sendo realizado estudo para ampliação do número de profissionais.  

Na tarde desta segunda, Andréia, junto com o secretário de Saúde, José Laerte, participou de uma reunião com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu) para esclarecer a situação. Pela manhã, o presidente da entidade, Amarildo Romanazzi, reclamou não ter recebido qualquer comunicado oficial da Prefeitura. "Não fomos procurados oficialmente para falar sobre o desligamento. Mas essa ameaça está gerando medo entre os contratados, que vão paralisar suas atividades até que a Prefeitura e Secretaria de Saúde prestem satisfação." José Laerte tomou a decisão de visitar os profissionais de endemias na manhã desta terça, para explicar a situação. 

Os agentes ainda alegaram que o setor não possui um número suficiente de veículos, o que vem obrigando os profissionais a percorrem grandes percursos a pé. A categoria também afirma que o ideal seria o município contar com 300 agentes, mas foi aberto concurso para dez vagas, que foram preenchidas e, além disso, muitos vêm acumulando função, como por exemplo para o cargo de motorista, sem serem devidamente remunerados. Conforme informação dos agentes, atualmente, 90% do efetivo são constituídos por trabalhadores contratados. 

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