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05 de Abril de 2011 - 07:00

Aluno alegou que professor teria pego em seu pescoço e o colocado para fora da sala

Por Tribuna

Um adolescente de 16 anos foi apreendido pela PM na manhã de ontem depois de supostamente ter agredido um professor, 38, com um soco no rosto, dentro de sala de aula, na Escola Estadual Dilermando Costa Cruz, no Bairro Linhares, Zona Leste. Segundo informações da PM, o docente ministrava aula de história, quando teria pedido ao aluno que parasse de conversar. O estudante não teria gostado e teria dito palavrões. Ao ser novamente repreendido, o jovem teria agredido o professor, que foi atingido no queixo. Com a chegada da polícia, o adolescente alegou que havia xingado um colega e não o docente. O aluno disse ainda que o professor teria pego em seu pescoço de forma agressiva e o colocado para fora da sala, motivo pelo qual ele deu um soco na vítima.

O jovem também prestou declarações na 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil e mudou a versão contada anteriormente à PM. Ele disse que estava na aula de história com a cabeça abaixada, quando viu um colega mexer em sua mochila e xingou o mesmo. O professor teria percebido o desentendimento e teria solicitado a presença do funcionário responsável por retirar estudantes da sala e fazer o encaminhamento para a diretoria. O aluno confessou, no depoimento, que também xingou o docente, afirmando que iria sozinho para a direção. O professor teria ficado irritado, apertando o pescoço do jovem, que, em seguida, deu o soco em seu queixo. A "briga", conforme o relato do suspeito da agressão, teria sido separada por outros estudantes. Após ser ouvido na delegacia, o adolescente foi entregue ao responsável. Já o professor foi submetido a exame de corpo de delito. O delegado Rodrigo Massaud pediu diligências preliminares para apurar o caso.

A diretora da escola, Laíde de Fátima Oliveira Rocha, disse que vai se reunir com o professor, o aluno e os responsáveis pelo adolescente na próxima quinta-feira para decidir o que será feito. Segundo a diretora, na própria delegacia, o estudante e o docente já teriam caminhado para um entendimento. "Parece que houve apenas agressão verbal, o que é grave e precisa ser combatido - não estou minimizando esse tipo de agressão. Mas, se houve apenas um mal entendido, um vai pedir desculpas ao outro, e o assunto acaba. Se for constatado que realmente houve agressão física, vamos apurar os fatos até o final."

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou que continua o trabalho do grupo de profissionais que está realizando um levantamento sobre a violência nas escolas da rede estadual em Minas. Até o final do mês, devem ser divulgados um relatório e um plano de ações a ser implementado.

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