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26 de Fevereiro de 2014 - 06:00

Por Tribuna

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Sistema foi criado por taxistas
Sistema foi criado por taxistas

Como o objetivo de facilitar o acesso das pessoas com deficiência ao transporte público, dois taxistas de Juiz de Fora criaram um canal de comunicação - "Acessibilidade JF", que funciona por meio de um aplicativo para smartphone, o "Zello". A ideia é otimizar os pedidos de corrida para deficientes e usuários com mobilidade reduzida, como idosos, obesos, gestantes e lactantes. Segundo os idealizadores, o canal conta atualmente com 36 taxistas (entre permissionários e auxiliares), que atuam em quatro dos dez carros adaptados em circulação na cidade e outros 20 convencionais, que dão apoio ao serviço. A expectativa é chegar a 50 veículos cadastrados até o mês que vem, incluindo os outros seis adaptados e mais 20 convencionais.

Além de funcionar em celulares com sistema operacional iOS, Android e BlackBerry, o aplicativo também pode ser instalado em computadores de mesa e notebooks. A comunicação funciona por meio da internet móvel ou banda larga. "Aproveitamos a existência desta ferramenta para aplicá-la em nosso trabalho. Até o momento, temos conseguido atender à maioria dos pedidos. Acredito que, assim que atingirmos a quantidade desejada, poderemos contemplar mais viagens na cidade", explica Wilton Borboni, um dos criadores do canal. Segundo ele, o sistema atual para a solicitação de corridas - teletáxi - já não consegue atender à demanda do município.

"Quando ganhei a permissão para conduzir um veículo adaptado - que deve ser visto como preferencial - comecei a me envolver com a causa e defendê-la. Muitos taxistas se negavam a fazer esse tipo de corrida, então entendi que isso tinha de ser mudado", afirma Wilton. Ele conta que procurou o colega Marcus Kleverson Guedes da Costa, com mais conhecimento e tecnologia para botar a ideia em prática. "O sistema estava sobrecarregado, e a implantação deste canal seria uma forma de desafogar os pedidos para este segmento da população. Espero que com esta iniciativa a Settra possa viabilizar outras 30 placas para veículos adaptados", ressalta Marcus.

Antônio Furtado, presidente da ONG Vitória, que atende 153 crianças com deficiência física, é um dos apoiadores do projeto. "Sem dúvida é um ganho para estas pessoas", comenta ele, que instalou o programa no computador da instituição, transformando-o em uma espécie de central para auxiliar famílias que não têm acesso a esta tecnologia. "Elas entram em contato conosco, e rapidamente fazemos o pedido pela internet, pois o contato com os taxistas é direto".

Na Settra, a iniciativa é vista com bons olhos, no entanto, o subsecretário de Mobilidade Urbana, Mauro Branco, reitera que é preciso uma formalização do serviço junto à secretaria. "Sabemos que a utilização do aplicativo melhora a comunicação e aumenta a qualidade do serviço. Mas se há uma ONG por trás, fazendo a mediação com os taxistas, esta precisa procurar a Settra e informar sobre o trabalho realizado. É de nosso interesse abrir estes canais de comunicação, principalmente atrelado à tecnologia." Quanto à licitação para o incremento de novas placas, o subsecretário adianta que o projeto deve contemplar apenas carros adaptados. "Ainda está em estudo, mas devem ser abertas entre 20 e 30 placas."

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