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06 de Maio de 2014 - 11:22

Por Tribuna

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Novo protesto foi realizado na manhã desta terça (6)
Novo protesto foi realizado na manhã desta terça (6)

Atualizada às 11h58 de 07/05/14

Moradores dos Bairros Barbosa Lage, Cidade do Sol, e Jóquei II, na Zona Norte, ameaçaram impedir o tráfego de composições na linha férrea na manhã desta terça-feira (6). Desde dezembro eles realizam manifestações às margens da ferrovia, no prolongamento da Rua Antônio Weitzel, cobrando mais segurança na travessia e questionando problemas na passarela construída pela MRS Logística nas imediações. Nesta terça, durante novo ato de protesto, a comunidade disse que o acesso construído vem sendo subutilizado em função da distância e da altura da estrutura, além das inadequações que não garantem acessibilidade de cadeirantes. Os moradores cobram também a permanência de uma escada que liga a Avenida JK à Antônio Weitzel após o anúncio de vedação de toda a linha. Embora a passagem fique em trecho crítico e sinuoso, colocando em risco os pedestres, sobretudo crianças que estudam em escolas de Barbosa Lage e da Cidade do Sol, a argumentação é de que a escadaria é o único local para garantir o direito de ir e vir de alguns moradores. 

"Há muita gente aqui com problema de coração que não pode fazer esforço e não consegue subir uma passarela daquela altura. Eu tenho duas crianças pequenas, de 2 e 4 anos de idade, e ir até a passarela é complicado porque eles não querem andar. Fica difícil. É preciso que garantam mais segurança neste outro acesso que temos, porque o fluxo é bem grande, principalmente por volta de meio-dia, horário de saída e entrada das escolas. Muita criança mora na Cidade do Sol, mas estuda aqui no Barbosa Lage e vice-versa", pontuou a manicure Ana Carolina Laurindo da Silva, 23 anos. 

Presidente da Associação de Moradores do Jóquei II, Santa Amélia e Belo Vale I e II, Sebastião Adão dos Santos, informou que os pedidos de melhorias de segurança na travessia foram encaminhados à Câmara Municipal e aos deputados federais Margarida Salomão (PT) e Júlio Delgado (PSB) em fevereiro deste ano, mas que as reivindicações à MRS são mais antigas, de outubro de 2012. 

"Quatro pessoas já morreram atropeladas só neste trecho aqui. A última há seis meses. Fizeram a passarela de pedestres, mas que não está de acordo com a acessibilidade. O presidente do Conselho Municipal de Pessoas com Deficiência, Harison Felipe Nassar, esteve aqui e verificou várias falhas na passarela. No ofício que enviamos para as autoridades constam todos os pontos questionados. Agora estamos aguardando um posicionamento da MRS", cobrou Adão. 

Outro questionamento é em relação à violência. Segundo os moradores a passarela está sendo usada por usuários de drogas e para assaltos. 

 

Vedação da ferrovia

No mês passado foi concluída a vedação da passagem em nível na altura do Jóquei Clube II com um muro de concreto com tela galvanizada, paralelo à linha férrea para isolar definitivamente o local. Além disso, foram instaladas novas barras de ferro nas laterais da passarela. De acordo com a assessoria da empresa, todo o processo teve o investimento de R$ 865 mil. 

O outro acesso, que conforme a MRS, foi construído por terceiros fora dos padrões de segurança, ainda não tem previsão de ser retirado. Em nota, a MRS explicou que a utilização das passagens oficiais por todos, inclusive crianças e idosos, é o caminho para eliminação de riscos. Apesar de manter contato constante com a comunidade, a concessionária informou que os moradores solicitaram uma reunião para explicarem, de maneira mais articulada, o que estão reivindicando. A reunião deve acontecer na próxima semana. Ainda de acordo com a MRS, as passarelas seguem os padrões de acessibilidade determinados por normas. 

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