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15 de Fevereiro de 2014 - 20:21

Por Tribuna

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Comunidade pedia paz e basta na violência
Comunidade pedia paz e basta na violência

"Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente no bairro em que eu cresci." Foi parodiando o rap entoado pelas favelas do Rio de Janeiro, que os moradores dos bairros Benfica e São Judas Tadeu, na Zona Norte, conseguiram expressar seu sentimento de medo e esperança na manifestação "Basta de violência", realizada na tarde de ontem, em frente à Escola Estadual Almirante Barroso, na Avenida Juscelino Kubitscheck, em Benfica. O movimento foi motivado pela grande onda de violência que acometeu a região no último ano. Dos 24 homicídios já registrados em 2014, nove aconteceram na Zona Norte, o que corresponde a 37,5% dos casos. Nesta semana, foi confirmado o cancelamento do CarnaBenfica, realizado desde a década de 1960, devido ao medo de confrontos de gangues.

Moradores de São Judas Tadeu saíram da Rua Monsenhor Francisco de Paula, mesmo local em que dois homens, 34 e 40 anos, foram atingidos por disparos de arma de fogo no dia 8 de fevereiro. Em seguida, a comunidade se dirigiu à escola. Já os moradores de Benfica se reuniram na Praça Jeremias Garcia, de onde seguiram até o colégio. Os dois grupos se encontraram para simbolizar a união das comunidades e o repúdio aos enfrentamentos de grupos rivais. Durante a manifestação, houve grafite coletivo no tapume em frente à praça, onde era possível ler pedidos de paz e mensagens contra violência.

"Nos bairros Vila Esperança I e II, as crianças já crescem com rivalidade", conta a presidente da Associação de Moradores do Bairro Benfica, Aline Junqueira. A moradora do Bairro São Judas Tadeu, Alessandra Giacomini, enfatiza a importância da participação das crianças na manifestação e ressalta que serão realizados mais movimentos com o objetivo de chamar a atenção para a segurança nos bairros de Juiz de Fora. "A população tem medo de sair de casa. Queremos dizer para a polícia que ela é bem-vinda aqui." Também moradora do São Judas Tadeu, Rosania Soares de Souza é irmã de um dos baleados no último dia 8 e prestigiou a manifestação. "Está todo mundo com medo de ir à rua. Não pode haver impunidade."

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