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25 de Abril de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Alunos dos programas de pós-graduação da UFJF que recebem auxílio financeiro pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) estão, desde o início do mês, sem receber. Conforme os estudantes, os atrasos são frequentes e não há avisos antecipados para que eles possam se programar. Marcelo Faria dos Anjos, 36 anos, mestrando em Educação, conta que precisa do dinheiro para conseguir entregar a dissertação no prazo. "O critério para obter a bolsa é não ter vínculo empregatício, então, dependo exclusivamente desse dinheiro para me manter e cumprir as atividades do mestrado. Estou preocupado, pois tenho que entregar a dissertação impressa, em cinco vias, com capa dura, para a apresentação. Isso não sai por menos de R$ 400."

Para Brenda Porto, 29, doutoranda em Química, a situação é agravada pelo fato de seu marido também ser doutorando e receber a ajuda de custo da Fapemig. "Estamos com o financiamento da casa atrasado, pagando juros, sem dinheiro para almoçar. E, com a greve dos servidores, ainda estamos sem o RU (Restaurante Universitário)."

Os alunos contam que quem repassa o dinheiro é a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Fadepe). Ainda segundo eles, ao entrar em contato com a Fadepe, as respostas são sempre diferentes. "Há duas semanas, informaram que o dinheiro havia chegado, e o atraso se dava por conta da renovação de contrato. Colegas de outras universidades do estado que têm a mesma bolsa já receberam o dinheiro", conta Brenda.

O diretor-executivo da Fadepe, André Cabral, explica que o órgão apenas deposita o dinheiro para os estudantes após o repasse da Fapemig. Já a assessoria da Fapemig informou, por meio de nota, que as bolsas do mês de março não foram pagas devido ao atraso na renovação do convênio com a universidade. No entanto, o processo foi finalizado, e os recursos para o pagamento devem ser repassados nesta sexta-feira (25). Ainda segundo a assessoria, os bolsistas receberão, ao mesmo tempo, as mensalidades referentes aos meses de março e abril.

Atrasos frequentes

Os alunos reclamam que a Fapemig atrasa com frequência o pagamento das mensalidades. "Tem mês que a gente chega a receber somente no dia 20, quando o auxílio deveria ser pago até o quinto dia útil de cada mês. Tem casos de o repasse ser dado errado, chegando um doutorando a receber o valor da bolsa do mestrando. O último atraso aconteceu em setembro do ano passado", conta Brenda. "O que me revolta mais é que a Fapemig é o órgão mais exigente do país. Quem recebe a bolsa é pressionado a entregar tudo no prazo, com a ameaça de ter que devolver o valor do auxílio caso não entregue", enfatiza Marcelo.

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