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14 de Janeiro de 2014 - 21:37

Polícia Civil instaura inquérito para apurar morte do menino, cuja causa ainda é desconhecida

Por Tribuna

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A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a causa da morte de uma criança de 1 ano e 5 meses. O bebê foi encontrado sem vida, pelo Samu, no início da noite de segunda-feira (13), dentro da casa onde residia com os pais, no Bairro Sagrado Coração, na Zona Sul. Ele estava com a avó, que relatou, em boletim de ocorrência da PM, que o neto passou o dia sem ingerir alimentos, pois se recusava a comer, tendo tomado somente água. Ao perceber que ele estava cianótico, a avó solicitou ajuda. O óbito do menino foi constatado no local. Um perito da Polícia Civil compareceu ao endereço, e o corpo foi encaminhado para necropsia no IML, onde foi recolhido material, que foi enviado a Belo Horizonte para a realização de exames laboratoriais e de toxicologia. O pai da criança deverá prestar depoimentos nesta quinta-feira. O enterro do menino aconteceu na tarde desta terça no Cemitério Municipal.

A delegada responsável pela investigação, Mariana Veiga, da 1ª Delegacia de São Mateus, afirmou que recebeu a informação preliminar do médico legista de que a morte do menino não teria ocorrido por causa violenta. "A princípio, tudo indica que a morte foi por causas naturais. Precisamos aguardar o laudo de necropsia e os documentos relativos ao caso para fecharmos a investigação. Até agora, não há nada que aponte para maus-tratos", explica Mariana. Outro dado que será avaliado é a recente internação da criança e passagens por serviços públicos de saúde.

No último dia 31 de dezembro, o bebê deu entrada numa unidade de atenção primária à saúde (Uaps) sem sinais aparentes de doença. Segundo relato do pai, porém, ele estaria se recusando a comer há vários dias. Encaminhado para a Santa Casa de Misericórdia na mesma data, para investigação de uma possível desidratação, a criança ficou internada na unidade até o dia 2 de janeiro, quando teve alta pela manhã. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, a cópia do prontuário do menino já foi encaminhada para a Polícia Civil, conforme determinado no inquérito.

A Ouvidoria de Saúde municipal também recebeu, por email, logo após o primeiro atendimento, relatório referente ao comportamento do pai da criança, que chegou a acionar a Polícia Militar, apesar de o bebê ter passado por duas consultas. A ouvidora Samantha Borchear confirmou o recebimento da mensagem e disse que condutas administrativas estão sendo tomadas, embora tenha preferido não detalhar o processo. "Já fizemos contato com a delegada e vamos agir dentro da lei, mas qualquer tipo de colocação seria precipitada. O que posso dizer, neste momento, é que estou muito triste com essa morte."

Para os policiais que atenderam a ocorrência, o pai do bebê afirmou que ele teria sido mal atendido, o que também necessita de comprovação. "Tudo isso será avaliado, pois necessita de documentação", salientou a delegada.

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