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10 de Dezembro de 2013 - 21:55

PMs e representantes da Casa da Mulher conscientizam população sobre a Lei Maria da Penha

Por Tribuna

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Durante operação, cerca de quatro mil mulheres foram abordadas
Durante operação, cerca de quatro mil mulheres foram abordadas

Uma blitz conjunta da Polícia Militar e da Casa da Mulher foi realizada nesta terça-feira (10) na área central para chamar atenção para a violência contra as mulheres. O objetivo principal foi conscientizar as pessoas, além de orientar e encorajar aquelas possíveis vítimas a quebrarem o silêncio e denunciarem o abuso. Em duas horas, cerca de quatro mil mulheres foram abordadas, por policiais militares e servidores da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, e receberam um panfleto com explicações sobre a Lei Maria da Penha e sobre os serviços prestados na Casa da Mulher.

De acordo com a coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Rose França, a iniciativa foi recebida de forma positiva pelo público feminino. Para ela, o que mais chamou a atenção foi a desinformação. "Mais de cem mulheres abordadas afirmaram que eram vítimas de alguma violência e que não sabiam como denunciar os casos." Na avaliação da coordenadora, ações como a desta terça ajudam a quebrar o ciclo de violência, e outras atividades semelhantes devem ser realizadas na cidade.

O comandante da 30ª Companhia da PM, capitão Marcelo Monteiro, destacou que a corporação já conta com a Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica, e que os militares que atuam neste serviço recebem treinamento especial. "A patrulha começou em 2012, e estamos conseguindo reduzir o número de vítimas. Esta blitz vem agregar ao nosso serviço, já que ajuda a encorajar as mulheres a denunciarem. O grande gargalo ainda é o silêncio."

 

Atendimentos

Desde que entrou em funcionamento, em outubro deste ano, a Casa da Mulher, que fica no Jardim Glória, já realizou 622 atendimentos, todos eles são casos nos quais houve algum tipo de agressão. "É um número muito alto e que preocupa. Em 90% dos registros, a agressão foi feita pelos companheiros", disse Rose França. Para ela, com a divulgação dos serviços prestados na Casa da Mulher, que envolvem policiais, advogados, psicólogos, assistentes sociais, entre outros, o número de vítimas que procura o espaço tende a aumentar. Ela ainda destacou que a Zona da Mata é a segunda região do estado com mais casos de violência contra mulher, com 15 mil vítimas só no primeiro semestre deste ano.

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