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24 de Janeiro de 2014 - 07:00

Animal é fêmea e escapou de clínica veterinária, onde se recuperava de atropelamento

Por Renata Brum

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Fêmea foi encaminhada ao Ibama nesta quinta-feira
Fêmea foi encaminhada ao Ibama nesta quinta-feira
Macaca foi transportada em uma caixa de papelão
Macaca foi transportada em uma caixa de papelão
Bugio fêmea momentos antes da captura
Bugio fêmea momentos antes da captura
Momento da captura do animal na tarde desta quinta
Momento da captura do animal na tarde desta quinta

A história do bugio preto que circulava entre imóveis no Bairro Granbery, região central, caminha para um final feliz. O macaco foi localizado, na tarde desta quinta-feira (23) na Igreja do Rosário, na esquina das ruas Antônio Dias e Santos Dumont. Debilitada, a fêmea foi encaminhada ao Ibama para ser avaliada por veterinários e biólogos. Agora ela receberá acompanhamento e quando estiver bem, deve ser reintroduzida ao meio ambiente.

Com a captura, também ficou esclarecido como o animal chegou à área urbana. A suspeita era de que tivesse fugido de algum cativeiro ou deixado uma mata próxima, em razão do desmatamento da região. No entanto, a macaca, que ainda não tem nome, foi atropelada, em dezembro, na BR-267, na altura do Bairro Floresta. Bem machucada, ela foi salva por um professor, 34 anos, que a levou para uma clínica veterinária, de onde fugiu no fim do ano passado. A partir de então, passou a perambular pelo Granbery à procura de alimentos.

Na tarde desta quinta, o professor estava na Rua Barão de Santa Helena à procura do animal. "Com a matéria da Tribuna, vi que estava por aqui e vim tentar encontrá-la." Ao chefe substituto da base avançada do Ibama em Juiz de Fora, José de Souza, ele explicou que o encaminhamento à clínica teve como intenção protegê-la. José estava no bairro para levantar informações preliminares junto aos moradores antes de iniciar a operação de captura. No entanto, durante esse levantamento, o animal foi localizado na igreja.

"Tem uns 15 dias que está por aqui, vai e volta. Está com muita fome. Hoje cedo ficou por aqui e não saiu", contou a secretária Terezinha Alves. O ajudante de pedreiro Wesley dos Reis Ferreira, que trabalha na obra na paróquia, é quem alimentava o macaco. "Só hoje (quinta) de manhã, ele comeu quatro bananas. Já veio no nosso colo, é muito mansinho."

Segundo o chefe do Ibama qualquer animal silvestre encontrado, ferido ou não, deve ser encaminhado ao Ibama ou ao Instituto Estadual de Florestas (IEF) que agora também é responsável pela fauna. O contato é 0800 61 8080, e denúncias sobre animais mantidos em cativeiro também podem ser feitas pelo 181, o Disque Denúncia Unificado.

O caso do bugio levantou a discussão sobre a necessidade de sinalização de animais silvestres na rodovia BR-267 e na Alameda Ilva Mello Reis, próximo ao Retiro. A área é considerada corredor da fauna entre a reserva do Poço D'Anta e o Floresta. "O ideal era que o local tivesse placa alertando os motoristas sobre a travessia de animais ou fios e redes aéreas que permitissem a passagem dos bichos", destacou o professor.

A Tribuna procurou a clínica veterinária que estaria cuidando do animal após o atropelado em dezembro, mas não teve retorno.

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