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28 de Maio de 2014 - 19:58

Por Tribuna

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Acesso ao bota-fora da Cidade do Sol foi fechado em parte do dia, causando revolta da classe
Acesso ao bota-fora da Cidade do Sol foi fechado em parte do dia, causando revolta da classe

Caminhoneiros que prestam serviços para empresas de terraplenagem foram impedidos de descartar materiais no bota-fora autorizado pela Prefeitura, na Cidade do Sol, Zona Norte, nesta quarta-feira (28). "Chegamos ao local por volta das 9h, e não pudemos fazer nosso trabalho. Havia cerca de 50 caminhoneiros na fila, e ficamos no local em protesto. O descarregamento só foi liberado às 15h, mas ainda não sabemos como vai ser a partir de amanhã (quinta-feira)", afirmou um caminhoneiro, que optou por não ter seu nome divulgado.

Ainda segundo ele, a ordem para que o descarte fosse suspenso partiu da Associação dos Transportadores de Resíduos da Construção Civil (Astrecc). O profissional ainda relata que a medida foi consequência do fato de os caçambeiros associados serem contra o pagamento de uma nova taxa que estaria sendo exigida: R$ 350 mensais. O valor seria referente ao aluguel do terreno. Os caminhoneiros não aceitam a cobrança, argumentando que já fazem o pagamento de R$ 200/mês para manutenção da associação.

A informação nesta quarta era de que o presidente da associação, Elenilson Barreto, teria renunciado ao cargo após esse episódio. "Nós estamos sem posição do que realmente vai acontecer, até porque agora não temos nem mesmo presidente", desabafou o profissional. Elenilson foi procurado, mas não retornou os contatos até o fechamento desta edição.

Já a assessoria da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) afirmou que o problema foi entre os caminhoneiros, e que, após ser informada sobre a situação, a pasta providenciou a liberação do acesso ao local. A partir desta quinta, ainda de acordo com a assessoria, o funcionamento será normal. Além disso, a Prefeitura assegura que não possui informações sobre a nova taxa a ser cobrada dos caçambeiros.

O terreno na Cidade do Sol foi alugado pela PJF para funcionar como bota-fora em 2012. Juiz de Fora ainda não possui uma usina de reciclagem de resíduos da construção civil e ecopontos para descarte. Outra alternativa que os caminhoneiros têm é utilizar o Aterro Sanitário de Dias Tavares. Contudo, a categoria alega que a distância e os valores cobrados no local são inviáveis.

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