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14 de Março de 2014 - 13:38

Ocorrência foi registrada na manhã desta sexta na rua de acesso aos bairros Vila Esperança I e II

Por Tribuna

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Seis viaturas da PM foram deslocadas para a ocorrência
Seis viaturas da PM foram deslocadas para a ocorrência

Atalizada às 21h

Um carro foi incendiado, tiros disparados e pelo menos quatro pessoas ficaram feridas durante confronto entre moradores das vilas Esperança I e II, Zona Norte, entre o final da manhã e o início da tarde desta sexta-feira (14). O confronto, que deixou moradores acuados, envolveu cerca de 20 pessoas. Já no Bairro Cidade Nova, na Zona Sul, policiais da Patrulha de Prevenção a Homicídios (PPH) apreenderam, horas mais cedo, coquetéis molotovs e bombas caseiras com alto poder de destruição, que seriam utilizadas em briga de gangues rivais. 

No caso da Vila Esperança, a violência aconteceu na Rua Dona Ana Salles, que permite o acesso aos dois bairros. De acordo com o coordenador de policiamento do 27º Batalhão, sargento Tarcísio Guimarães, seis viaturas foram deslocadas para a ocorrência, incluindo três Rotans, que ficaram empenhadas no rastreamento em busca de envolvidos. Segundo o sargento, quando a polícia chegou, os suspeitos já haviam se dispersado, e moradores não quiseram dar informações, temendo represálias. 

Conforme o assessor organizacional do 27º Batalhão, capitão Jean Michel do Amaral, a PM apurou que o estopim para o embate foi uma briga entre jovens da Vila Esperança I com um rapaz da Vila Esperança II. "O jovem da Vila II estava indo para o trabalho, e, quando passava pela Vila Esperança I, foi surpreendido pelo grupo. Ele conseguiu escapar e voltou para casa, falando com o pai sobre o ocorrido",afirmou. 

Em seguida, o pai teria ido de carro até o local da briga, sendo recebido a pedradas pelo mesmo grupo. "Na confusão, ele atropelou um jovem que estava na briga." Em represália, o Gol que dirigia foi queimado. O Corpo de Bombeiros foi mobilizado, e os militares utilizaram cerca de dois mil litros de água para debelar as chamas que destruíram o veículo. 

Segundo o oficial, o homem retornou à Vila Esperança II. No local, um grupo se juntou a ele, e o embate voltou a acontecer na Vila I, havendo, desta vez, troca de tiros. De acordo com a direção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, quatro pessoas deram entrada com ferimentos causados durante a briga de gangues. Uma delas, 20 anos, sofreu perfuração por arma de fogo em um dos pés, e as outras três apresentavam escoriações diversas. Ninguém foi preso.

 

Artefatos

Já no caso do Cidade Nova, na Zona Sul, uma bomba de fabricação caseira com alto poder de destruição e dois coquetéis molotov- mistura líquida inflamável, colocada em garrafa de vidro, com pano no bico embebido no mesmo combustível, formando uma espécie de pavio - foram encontrados pela PM na casa de um jovem, 21, suspeito de integrar uma gangue. Segundo o comandante da PPH- Sul, sargento Rômulo Segantini, ele "assumiu a fabricação dos artefatos e disse que o material seria usados em um possível confronto com um 'bonde' do Jardim Gaúcho".

Durante a operação, a equipe da patrulha cumpriu três mandados de busca e apreensão e foi informada que membros da galera estariam se preparando, com armas químicas e de fogo, para praticar atos de violência contra desafetos do bairro vizinho Jardim Gaúcho. 

Diante do perigo da bomba caseira encontrada, feita com bola de sinuca, pólvora e pregos, o Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate) da PM foi acionado e recolheu o artefato. De acordo com o comandante, subtenente Webert Marques, o material poderia causar lesões graves e até a morte de pessoas. "Dependendo da forma usada, poderia até matar." Os coquetéis molotov foram encaminhados para a perícia. 

Segundo sargento Segantini, o grupo ainda é suspeito de ter envolvimento com o caso do adolescente, 17, que foi atropelado e arrastado por cerca de 200 metros, depois de ter sido alvo de tiros, durante confronto de jovens rivais no dia 28 de janeiro na mesma região. Ainda conforme o policial, o rapaz preso na Rua da Conquista com os coquetéis, o artefato e outros materiais explosivos dirigia o veículo no episódio relatado. "Ele assumiu que houve os disparos naquela data, mas alegou que não teve intenção de arrastar a vítima. Disse que o adolescente caiu durante a fuga e que, se ele parasse o carro, seria atacado", contou o sargento Segantini, acrescentando que a vítima foi hospitalizada, mas está bem em casa.

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