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15 de Abril de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Condutores precisam manobrar sobre faixa contínua para estacionar em trecho permitido da Getúlio
Condutores precisam manobrar sobre faixa contínua para estacionar em trecho permitido da Getúlio

Desde que o itinerário dos coletivos que seguiam pela Avenida Rio Branco (sentido Manoel Honório/Bom Pastor) e acessavam a Avenida Getúlio Vargas foi transferido para a Rua Afonso Pinto da Mota, o trecho da Getúlio, onde ficava o antigo ponto de ônibus, ficou inutilizado para o trânsito. A modificação ocorreu em maio de 2012 e, de lá para cá, motoristas utilizam o local da via, compreendido entre a Rio Branco e a Pinto da Mota, como estacionamento. No ponto, não há qualquer sinalização que proíba a parada. Contudo, o problema é que, para realizar a manobra com o objetivo de estacionar no local, os condutores são obrigados a cometer infrações de trânsito. Nesta segunda-feira (14), a Tribuna esteve na via e contabilizou pelo menos dez carros e cinco motos que, provavelmente, infringiram a demarcação na pista para poder estacionar.

O professor da UFJF e especialista em engenharia de transportes José Alberto Castañon explica que a sinalização na via não permite manobras de retorno. Portanto, para que os motoristas realizem a parada no trecho, é necessário desobedecer às demarcações. "No local, existe a faixa dupla amarela dividindo a pista, que não pode ser transposta. Como os carros que trafegam pela Rio Branco (sentido Bom Pastor/Manoel Honório) não podem virar à direita na Getúlio, o trecho fica inacessível legalmente. Dar ré também seria errado", diz. Para ele, a melhor solução no local é transformar o trecho em estacionamento regular e organizar a sinalização e o tráfego.

Segundo comerciantes da região, a situação é constante. "Normalmente, os carros ficam parados aqui o dia todo", comenta uma vendedora. Nesta segunda, a Tribuna constatou que, dos dez carros que estavam no trecho, quatro tinham placa de outras cidades, como Muriaé, Miraí e Bicas. De acordo com o chefe de Departamento de Fiscalização de Transporte e Trânsito, Paulo Peron, o estacionamento ali é liberado devido à falta de sinalização. "Sabemos que, para que os veículos estacionem ali, é necessário fazer uma conversão sobre a faixa contínua mas, como qualquer outro tipo de infração, só podemos multar em caso de flagrante. Ou seja, se o policial ou o agente de trânsito presenciarem tal irregularidade, eles podem impedir que o carro faça ou autuar. Mas, depois que já estão estacionados, não há o que fazer."

A subsecretária operacional de Transporte e Trânsito, Iza Machado, garante que estão sendo estudadas propostas para o local. "Estamos analisando se vamos transformar em estacionamento rotativo, de carga e descarga ou exclusivo para motos. Há, ainda, a possibilidade de retorno do ponto de ônibus." Ela explica que a sinalização na Getúlio Vargas foi revitalizada há pouco tempo, mas que o trecho não foi contemplado na ação. "A sinalização ali é antiga, e estamos esperando a decisão do uso que será dado ao espaço para arrumá-la", explica.

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