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09 de Março de 2014 - 06:00

Perícia solicitada pelo TJMG aponta que imóvel ainda sofre risco de soterramento. Área deve ter obras em encosta

Por EDUARDO VALENTE

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Maria Auxiliadora, proprietária da casa  375, luta por seus direitos na Justiça
Maria Auxiliadora, proprietária da casa 375, luta por seus direitos na Justiça

Um dos três imóveis interditados, desde 2011, pela Defesa Civil na Rua Rosa Sfeir, no Bairro Grajaú, Zona Leste, ainda corre o risco de soterramento, conforme perícia técnica realizada a pedido do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A casa, de dois andares e mais de dez cômodos, condenada após um escorregamento de talude nos fundos da propriedade, em uma área considerada de servidão, sofre as consequências do tempo e da ação de saqueadores. A Tribuna esteve no endereço na última quinta-feira e constatou que materiais utilizados no acabamento da construção, como estruturas de aço dos banheiros e da cozinha, além de basculantes, estão sendo furtados, apesar de a casa permanecer trancada.

A área no Grajaú está entre as 38 incluídas em um pacote de projetos para correção de encostas, com recursos oriundos de convênio firmado entre o Município e o Governo federal, no valor de R$ 40 milhões. A relação dos pontos que devem sofrer intervenção não foi divulgada, mas a informação é de que 15 dos projetos já estão em análise na Caixa Econômica Federal, que deve aprová-los antes de liberar os recursos. Estes devem fazer parte do primeiro lote de intervenções, cujas licitações podem ter início a partir de abril, após posicionamento oficial do banco. O restante dos estudos, incluindo o caso do Grajaú, deve ser encaminhado para a Caixa até julho próximo.

"Apenas as análises custam R$ 1,3 milhão, que também é pago por meio de convênio com a União. O caso da Rua Rosa Sfeir é complexo e, por isso, a via está entre os 38 pontos classificados como áreas de risco", informou a subsecretária de Coordenação de Projetos da Secretaria de Obras, Roberta Ruhena. Segundo ela, as áreas aprovadas pelo banco serão divididas em lotes, considerando o grau de risco de cada uma, para que as intervenções sejam iniciadas. Ainda não foi definido em qual lote a Rosa Sfeir será incluída.

Enquanto isso, a proprietária da casa 375, Maria Auxiliadora Ferreira, 57 anos, luta na Justiça para conseguir o que considera seus direitos. Impossibilitada de ocupar o imóvel, adquirido em 2008, hoje ela vive de aluguel em um pequeno apartamento no Bairro Poço Rico, região central. Com problemas de saúde, Auxiliadora está afastada das atividades profissionais. "Não consigo ficar muito aqui dentro da casa porque a situação é muito triste. Mesmo que a encosta seja corrigida, e a casa reformada, pretendo vendê-la quando tudo isso acabar. A preocupação é que a perícia técnica mostrou que o barranco ainda corre risco de novos desabamentos, inclusive atingindo a rua e outros imóveis."

Outras intervenções

Atualmente o Município, também por meio de convênio com o Governo federal, acompanha a execução de outro contrato, orçado em R$ 15 milhões e que beneficia 12 pontos em nove bairros distintos, divididos em dois lotes. Uma das áreas beneficiadas é a do Bairro Santa Tereza, região Sudeste, que teve obra concluída em fevereiro. Este pacote ainda inclui áreas de risco dos bairros Três Moinhos, na Zona Leste, e JK, na Sudeste. O outro lote, parcialmente em execução, contempla os bairros Borboleta, na Cidade Alta, Santa Cruz e Santa Rita, na Zona Norte, Vila Fortaleza (Linhares), Ladeira e Três Moinhos, na Leste, e Parque Guarani, situada na região Nordeste. Estas obras estão previstas para terminar até dezembro de 2014.

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