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28 de Dezembro de 2013 - 17:39

Por Tribuna

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Duas famílias tiveram que deixar o imóvel
Duas famílias tiveram que deixar o imóvel
Camareira Camila dos Santos mostra os danos
Camareira Camila dos Santos mostra os danos

Atualizada segunda-feira (30), às 10:20

Duas famílias do Bairro Solidariedade tiveram que deixar seu imóvel, depois que a casa onde moravam, na Rua Jorge Angel Livraga, apresentou rachaduras. Segundo a Defesa Civil, uma erosão na base de sustentação de uma das residências comprometeu a fundação, causando risco de queda. Em função do problema, a moradia de número 47 está sendo demolida pela Prefeitura na manhã desta segunda-feira (30). No local, um casal de idosos morava com o filho. Na construção de número 55, uma camareira de 23 anos teve que sair às pressas, na noite do dia 25, com os quatro filhos pequenos. Ela e as crianças estão abrigadas em uma vizinha. Com os novos casos, sobe para 27 o número de desalojados na cidade.

Impactado pela notícia da demolição de sua residência, o porteiro Wilson Gomes dos Santos, 51 anos, parecia não acreditar no destino que será dado ao imóvel. "Isso aqui foi construído com muito suor", comentou. Erguido há 20 anos, o prédio de dois andares estava alugado para os idosos. Segundo o porteiro, que reside no Bairro Bom Jardim, há seis meses a rede de esgoto apresentava problemas, mas não teria sido consertada pelo Poder Público. Márcio Deoti, subsecretário de Defesa Civil, atribui a erosão do terreno ao descarte irregular da água usada na moradia diretamente no barranco. "A água utilizada pela residência e as captações feitas nos telhados estão sendo descarregadas na beirada do talude. O acúmulo de água saturou o terreno. A casa está torcendo e tombando na direção do imóvel vizinho, que está sendo comprimido pela edificação maior", explicou. O subsecretário confirmou que a rede de esgoto da via está com obstrução parcial, mas garantiu que o refluxo não está contribuindo para a situação de erosão. Ainda pela manhã, a Cesama cortou a água das casas, para garantir que o imóvel não seja utilizado.

A camareira Camila dos Santos Bernardo, 23, vizinha da residência condenada, percebeu no quarto dos filhos de 1, 4, 5 e 6 anos o início de uma rachadura nas paredes no último dia 24. Quatro dias depois, as fendas já atingem a varanda. "Desocupei a casa rapidamente e carreguei o que deu", revelou, ainda assustada. Em função do risco iminente de queda da moradia 47, a estrada que liga os bairros Vila Ideal e Guaruá foi bloqueada com pedras, para impedir o tráfego.

 

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