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18 de Dezembro de 2013 - 12:07

Foram 460kg de maconha, 190kg de cocaína e crack, além de 160 tubos de substância usadas no refino de drogas

Por Tribuna

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Entorpecentes foram apreendidos em operações
Entorpecentes foram apreendidos em operações

Atualizada às 16h04

 Cerca 460kg de maconha, 190kg de cocaína e crack, além de 160 frascos de substâncias usadas no refino de drogas foram incinerados pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (18) na Siderúrgica ArcelorMittal, em Dias Tavares, na Zona Norte da cidade. De acordo com o especialista de saúde, segurança e meio ambiente da empresa, Carlos Alexandre de Miranda, a queima dos entorpecentes foi realizada no forno elétrico da aciaria, que faz parte da etapa de produção do aço na qual a matéria-prima é fundida a uma temperatura de 1.540 graus. "Concluímos que a destruição da droga é praticamente imediata quando ela é inserida no forno."

  Todos os materiais foram apreendidos nos últimos seis meses em operações da PF, algumas delas em conjunto com outras forças de segurança, com a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal. Essa é a terceira manobra de incineração desencadeada pela PF este ano. No total, foram queimadas 1,3 toneladas de maconha e 263kg de cocaína e crack. "É uma das maiores ações dos últimos dez anos. Nunca se apreendeu tanta droga quanto agora", disse o delegado-chefe da PF, Cláudio Dornelas, que acompanhou os trabalhos de perto. Também estiveram presentes representantes da Vigilância Sanitária Municipal, Poder Judiciário e Polícia Militar. 

  Para o delegado, a quantidade de entorpecentes apreendidos é fruto das intensas investidas da polícia contra o tráfico de drogas, principalmente durante as nove edições das operações "Invasão". "Os principais líderes do tráfico estão presos e outros ainda serão", garantiu, informando que as ações não serão interrompidas. "Vamos continuar com as operações conjuntas com outros órgãos." Segundo ele, as manobras também ajudam a conter a criminalidade em Juiz de Fora e região, já que parte dos crimes violentos estão atrelados ao tráfico. "Estamos agindo com mais intensidade para frear esta onda de violência", avaliou Dornelas. 

  O diretor da ArcelorMittal, Waldenir Souza Lima, falou da colaboração com ações desse tipo: "A empresa se entende inserida na comunidade onde tem atuação, com projetos culturais, sociais e educacionais. Ser parceiro da Polícia Federal nesse trabalho de incineração é um dever e enorme satisfação."

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