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07 de Julho de 2014 - 11:12

Com a represa, capacidade de abastecimento do município aumentará em 60%

Por Camila Caetano

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Obra deve ser finalizada no final do próximo mês.
Obra deve ser finalizada no final do próximo mês.

Atualizada às 19h06

As obras da Represa de Chapéu D'Uvas já estão em fase de conclusão. De acordo com o prefeito Bruno Siqueira (PMDB), durante visita realizada à obra na manhã desta segunda-feira (7), a inauguração da adutora ocorrerá no final do próximo mês. Com o início da atividade, a capacidade de abastecimento do município aumentará em 60%. Segundo o diretor técnico-operacional da Cesama, Márcio Augusto Pessoa Azevedo, a oferta de água de Chapéu D'Uvas é de 900 litros por segundo. "Chapéu D'Uvas tem um volume dez vezes maior que a João Penido. Com essa obra, nós vamos garantir o abastecimento por mais 20 a 30 anos em Juiz de Fora. Isso referente à obra. Já o manancial é por mais tempo. Assim, obras futuras poderão ainda aproveitar mais desse volume de água", complementa o prefeito. 

Com a nova adutora, o abastecimento da Represa de São Pedro, que atende aos bairros da Cidade Alta, responsável por cerca de 8%, será desativado. Já o Ribeirão Espírito Santo, um manancial de passagem que atende a cerca de 40% da cidade, terá sua operacionalidade reduzida, sendo utilizado como reserva, a qualquer momento, para situações específicas, como em estiagens extremas. Já a Represa Doutor João Penido permanecerá em atividade, sem qualquer alteração, com abastecimento de 60% do município aproximadamente. "É uma obra fundamental para a cidade, pois nós estamos chegando no limite do abastecimento de água. Isso dá uma tranquilidade principalmente no período de seca e quando há um maior gasto da população, como foi em fevereiro desse ano", conclui Bruno Siqueira. 

A partir da adutora Chapéu D'Uvas, com extensão de 17,735 quilômetros, a água será encaminhada até a Estação de Tratamento Walfrido Machado Mendonça (ETA CDI), no Distrito Industrial, Zona Norte, de onde será distribuída para a cidade. Atualmente, a ETA CDI recebe a água proveniente do Ribeirão do Espírito Santo. Segundo a Cesama, com a nova mudança, haverá diminuição nos custos de tratamento, pois, em relação à cor e à turbidez, a Chapéu D'Uvas possui melhores condições. Além disso, haverá redução no consumo de energia elétrica. A companhia prevê economia de aproximadamente R$ 1 milhão por ano, já que a água de Chapéu D'Uvas vem praticamente toda por gravidade, só necessitando de bombeamento para atingir a vazão necessária. 

Em relação ao reservatório de água na Cidade Alta, segundo o prefeito, a previsão é de que seja finalizado até o final do ano. A Cesama ainda estuda a implantação de uma ETA compacta para abastecer o distrito de Chapéu D'Uvas e, por consequência, a execução do projeto de esgotamento sanitário na localidade. 

O investimento na nova adutora foi no valor estimado de R$ 33 milhões, somando a compra dos tubos. Já na ampliação da Estação de Tratamento Walfrido Machado Mendonça, também em fase final, estão sendo investidos cerca de R$ 10 milhões, para possibilitar o recebimento da água. 

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