A chuva que atingiu a cidade no final da noite desta segunda-feira (11) fez estragos em alguns pontos e deixou ruas alagadas em várias regiões. Na garagem da empresa de ônibus Tusmil, no Bairro São Pedro, Cidade Alta, um muro caiu sobre um carro e uma moto que estavam estacionados, mas não há informações sobre vítimas. A Tribuna esteve no local após o acidente, mas ninguém da empresa quis se manifestar. Na Avenida Rio Branco, na altura do entroncamento com a Avenida dos Andradas, a força das águas arrastou sacolas de lixo para o meio da via. Os recipientes ficaram presos na grade metálica que separa as faixas da rua. Já na Avenida Getúlio Vargas, na esquina da Rua Floriano Peixoto, as placas que cercavam a área do antigo Castelo da Borracha foram derrubadas pela força dos ventos.
O cruzamento da Rua Santo Antônio com a Rei Alberto ficou alagado. Os carros tiveram que passar com cautela, visto que o acúmulo de água deixou as rodas dos veículos completamente submersas.
Conforme informações da assessoria da Defesa Civil, das 18h30 de ontem até às 8h53 desta terça-feira, foram registradas 15 ocorrências, duas na região Leste, três da Oeste, sete da Zona Sul e três no Centro. Segundo o órgão, a equipe constatou queda de muro nos bairros Paineiras, região central e Santos Dumont, Cidade Alta. Os bairros Borboleta, região Oeste, Mariano Procópio, região Nordeste, Cidade Alta e Centro foram que os tiveram pontos mais críticos de alagamento.
De acordo com o chefe do departamento de operações técnicas da Defesa Civil, Marco Antônio Amado, apesar do volume de ocorrências, não houve feridos.
Comerciantes tiveram prejuízos com a chuva
A forte chuva que caiu na noite de ontem alagou a Avenida dos Andradas, no Centro, e trouxe prejuízo para os comerciantes. Estabelecimentos localizados em frente à Praça do Largo do Riachuelo foram invadidos pela água, que destruiu vários produtos e carregou lixo para o interior das lojas.
A Livraria e Papelaria Bálsamo Mirra foi um dos locais mais afetados pela chuva. Por conta dos estragos, o estabelecimento ficou fechado durante parte da manhã, e depois de aberto ainda não estava em condições de receber clientes. "Vai dar um grande trabalho para limpar. Estamos aqui há um ano, e é a quarta vez que isto acontece", desabafa a proprietária Leidimar Alonso Tristão. "A Prefeitura deveria fazer alguma coisa. Quando chove, a água não tem vazão nesta rua e segue para as lojas", relata.
No chão da livraria, a lama consumiu bíblias, cadernos, livros e jogos. O prejuízo financeiro, segundo a empresária, não foi contabilizado. "Mas, não foi pouca coisa. A água chegou até o nosso depósito", diz. A situação se repete na loja Rápido Andradas, localizada ao lado. "Perdi muita coisa", lamenta o proprietário Eunício Teixeira, que afirma tratar-se de uma situação recorrente. "Estou aqui há 34 anos e isto sempre acontece, ninguém toma nenhuma providência". De acordo com Teixeira, na rua há uma boca de lobo que está sempre entupida, o que piora a situação quando chove.
Enquanto limpava o chão do Bazar Beneficente separando os calçados que foram danificados pela água, a voluntária Adelaide Maria de Souza conta que havia muito lixo na rua, o que contribuiu para o maior estrago no comércio. "No nosso caso, teremos interferência nas nossas doações porque perdemos muita coisa."
A Tribuna entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Obras para comentar o assunto, mas até o momento não obteve retorno.



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