Quarenta radares estão em processo de instalação na BR-040, no trecho de 220 quilômetros entre Belo Horizonte e Ewbank da Câmara, e a previsão é de que a maior parte entre em operação em agosto, conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Do total, 11 equipamentos de controle de velocidade estão sendo implantados na região, sendo sete nas imediações do município de Santos Dumont e outros quatro no perímetro de Ewbank da Câmara. Somente na altura do Viaduto do Túnel, que ficou conhecido como Viaduto da Morte, serão dois aparelhos, um em cada sentido. No km 755,8, os motoristas não poderão ultrapassar os 30 km/h. Já no km 756, a velocidade máxima ainda não foi estabelecida pelo Dnit, que estuda a melhor opção. Os outros dois aparelhos ficarão próximo ao trevo de acesso à Ewbank, onde registros de acidentes também são frequentes.
Já no perímetro de Santos Dumont, serão sete radares, que funcionarão com o limite de velocidade de 60 km/h. Este segmento também é considerado um dos mais críticos da região por conta do alto índice de ocorrências, principalmente pela presença de seis viadutos em pista simples. Outros cinco dispositivos também controlarão a velocidade entre Correia de Almeida e Cristiano Otoni. De Conselheiro Lafaiete a Belo Horizonte, num trecho de 84 quilômetros, serão 24 pardais. Os dois primeiros a entrarem em funcionamento, até o fim deste mês, estão localizados no viaduto da Mutuca, sentido Juiz de Fora-Belo Horizonte. Conforme o Dnit, os radares compõem um pacote de 410 aparelhos para Minas, anunciado em 2009, porém, só neste ano, o projeto começou a ser viabilizado.
Ainda segundo o Dnit, todos os pontos receberão sinalização de alerta para os motoristas. O início do funcionamento dos radares depende da extensão da rede de energia elétrica até trechos que ainda não possuem postes.
Redução de acidentes
A expectativa é de que os radares reduzam o índice de acidentes na 040. No ano passado, no trecho mineiro da rodovia, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram registrados 5.307 ocorrências, deixando 3.134 feridos e 217 mortos. Para o inspetor da PRF, Wallace Wischansky, a fiscalização em pontos fixos é uma forma mais eficaz de combater o excesso de velocidade. "Com certeza, a implantação dos equipamentos vai nos ajudar a reduzir os índices de acidentes, principalmente porque na região os radares estão sendo instalados em pontos onde a incidência de acidentes é grande e constante. Não temos condições de manter um policial em cada um desses pontos com um radar móvel, então, com o fixo, a eficiência da fiscalização será maior."
O inspetor destacou apenas a necessidade de estudar bem a velocidade máxima permitida em cada segmento. "No trecho, por exemplo, de declive antes do Viaduto do Túnel, preocupa-me se a velocidade máxima for estabelecida em 30 km/h. Muitos motoristas não acreditam na sinalização de radares, e, só quando veem o equipamento, freiam de forma brusca. Se isso acontecer, há chances de colisões traseiras."
Segundo o Dnit, a velocidade de três dos equipamentos ainda está em fase de estudo, incluindo o radar do km 756, no Viaduto do Túnel.



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