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22 de Janeiro de 2014 - 11:02

Por Tribuna

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Três integrantes foram ao hospital nesta manhã
Três integrantes foram ao hospital nesta manhã

Atualizada às 21h32

Demora no tempo de espera por transferências e falta de medicamentos foram os principais problemas identificados pela Comissão de Saúde da Câmara Municipal, formada pelos vereadores Wanderson Castelar (PT), José Fiorilo (PDT) e Antônio Aguiar (PMDB), no Hospital de Pronto Socorro (HPS). A falta de especialistas e plantonistas e a lotação na ala psiquiátrica também serão incluídos no relatório que servirá de base para reuniões com a Comissão, os secretários de Saúde, José Laerte Barbosa, e de Governo, José Sóter de Figueirôa, e com o prefeito Bruno Siqueira (PMDB).

A aposentada Aparecida Maria de Jesus Muck, 63 anos, está internada no HPS há uma semana, aguardando transferência para a Santa Casa. Ela está com as artérias entupidas e precisa realizar operação vascular e amputar o dedo mínimo do pé. Segundo ela, com a espera, o pé está infeccionando e a dor piorando. "Hoje não estou aguentando de tanta dor. Eles dizem que a transferência vai sair, mas não há previsão de quando."

A subsecretária de Saúde, Adriana Fagundes, explica que são priorizados os casos mais graves. "No HPS não há um limite de internações. Todas as pessoas que chegam são atendidas. Quando há um "boom" de internação, a capacidade de transferência diminui." A expectativa é de que, com a entrada da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião Sudeste, a unidade seja desafogada. "O HPS é a primeira porta de entrada. Somente depois o paciente é transferido para a porta certa, onde ele será assistido. Com a rede, os pacientes não irão mais passar pelo HPS, sendo encaminhados diretamente para o hospital que dará a assistência correta ao seu problema", conta Adriana.

A subsecretária diz que a rede também ajudará a minimizar a falta de especialistas. "Paralelamente à rede, estamos elaborando uma proposta de melhoria no salário dos plantonistas. Estamos negociando, conversando com os profissionais e o sindicato. Ainda nesse semestre, teremos um ajuste salarial para oferecer à categoria."

  

Falta de medicamentos

Tanto o HPS como a rede SUS sofrem constantemente com a ausência de medicamentos. Nesta quarta-feira (22), por exemplo, a unidade não dispunha de Nimodipina, indicada para pessoas com alguns tipos de hemorragia cerebral. O vereador Antônio Aguiar informou que as licitações são o grande dificultador do acesso aos medicamentos. "Algumas empresas ganham a licitação, mas depois não querem fazer o preço previsto. Punir esse comportamento não garante a reposição do remédio. Então, é preciso abrir nova licitação." De acordo com Aguiar, essas situações não são desconhecidas. "Vamos fazer uma releitura dessas questões junto ao Executivo e tentar avançar e consolidar melhorias nas condições de atendimento aos pacientes."

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