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08 de Fevereiro de 2014 - 07:00

A partir do dia 15, todas as ligações para o 192 serão direcionadas para o centro regulador, que vai atender 94 municípios

Por Kelly Diniz

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Ex-secretário de Saúde de Minas, Antônio Jorge Marques aposta na redução da mortalidade
Ex-secretário de Saúde de Minas, Antônio Jorge Marques aposta na redução da mortalidade

O Samu Regional começará a atuar a partir do próximo dia 15, quando todas as ligações para o 192 de 94 municípios da região serão direcionadas para um complexo regulador, que será inaugurado neste sábado (8), às 11h, com a presença do governador Antonio Anastasia (PSDB). O prédio, com 2.500 metros quadrados, está localizado ao lado do Hospital Regional de Urgência e Emergência, no Bairro São Dimas, Zona Norte. A obra, que custou R$ 5,5 milhões, foi custeada pelos governos estadual e federal. Trinta e nove ambulâncias, distribuídas em pontos estratégicos da Macrorregião Sudeste, já estão à disposição da rede (ver mapa no site da Tribuna). A expectativa é que em 2015 o Samu conte também com um helicóptero aeromédico. O Estado pretende adquirir seis aeronaves até 2017, com custo médio de R$ 25 milhões cada.

Em Juiz de Fora, seis ambulâncias ficarão em pontos estratégicos: duas no posto avançado do Corpo de Bombeiros da Zona Norte, duas no posto da corporação da Cidade Alta e duas no quartel da Avenida Brasil, Centro. Também está sendo negociada a unificação das linhas 192 e 193 (Serviço de Resgate do Corpo de Bombeiros). Cerca de 750 profissionais irão atuar no novo Samu.

São 20 hospitais ligados à rede do Samu. Eles foram classificadas em quatro níveis, de acordo com a capacidade de atendimento de cada um. O objetivo é encaminhar o paciente em menor tempo possível para o local que poderá fornecer o socorro necessário àquela ocorrência. "Levando o paciente de forma rápida para o lugar errado, você só vai aumentar o tempo de espera para o atendimento. A regulação médica auxilia nisso", explica o ex-secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge Marques. Os hospitais de nível I serão especializados em traumas, infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidente vascular cerebral (AVC). Segundo Antônio Jorge, as unidades terão recursos exclusivos para financiar a manutenção dos profissionais. "Por exemplo, o Hospital João Felício vai tratar os casos de AVC. A partir de agora, ele vai ter que ser referência em neurocirurgia."

Conforme o ex-secretário, o Governo pretende melhorar a rede de urgência na macrorregional para que os municípios tenham maior suficiência. "Assim, Juiz de Fora, que é um polo mais denso e concentrado, vai ficar só com o que é mais complexo e sofisticado."

No Norte de Minas, a primeira região a receber as ações desse programa, o resultado foi a redução de mil mortes por ano. De acordo com Antônio Jorge, os juiz-foranos podem esperar uma melhor capacitação dos hospitais. "Haverá uma melhoria nos atendimentos na cidade, ao diminuir essa pressão regional. O resultado final será a redução da mortalidade em geral."

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