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10 de Janeiro de 2013 - 16:15

Segundo médica legista, morte foi causada por dois tiros na cabeça de Daniel Barbosa Altomar, 36 anos

Por Tribuna

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O corpo encontrado em estado avançado de decomposição, na noite de quarta-feira (9), no Bairro São Pedro, Cidade Alta, foi reconhecido por familiares na manhã desta quinta no Instituto Médico Legal (IML). De acordo com informações da assessoria de comunicação da Polícia Civil, o cadáver foi identificado como Daniel Barbosa Altomar, 36 anos. Durante o exame de necropsia, a médica legista constatou que ele morreu em decorrência de dois tiros na cabeça, sendo a 4ª vítima de homicídio este ano na cidade. Um dos projéteis teria transfixado o crânio, enquanto o segundo teria ficado alojado. Parentes informaram à polícia que o homem estava desaparecido desde o último sábado. Ele seria morador da Cidade Alta e teria tido parte das roupas queimadas.

O corpo foi localizado no meio de um matagal em um terreno na Via São Pedro, a cerca de 600m da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), por um homem que cortava capim para alimentar a égua dele. A Polícia Militar foi acionada, e peritos da Polícia Civil realizaram os levantamentos, mas não havia sido possível identificar a causa da morte, devido ao estado de putrefação e à escuridão do local. A vítima também não portava documentos, e teria sido reconhecida por familiares por meio de uma cicatriz e tatuagem. O laudo do exame de necropsia deve ficar pronto em até 30 dias, e o caso será investigado pela 2ª Delegacia.

Esse já é o quinto homicídio registrado na Cidade Alta em um intervalo de 20 dias. A sequência de assassinatos teve início em 21 de dezembro, quando Marcos Antônio de Oliveira Arantes, 19, e Ronald da Silva Gradin Netto, 24, foram mortos a tiros na Avenida Senhor dos Passos, no São Pedro.

Dois dias depois, Anderson Luiz da Silva, 20, foi atingido por tiros no rosto no Bairro Santos Dumont. Ele não resistiu e faleceu um dia depois no HPS. Em todos os casos, não houve prisões em flagrante. Os inquéritos estão em andamento na 2ª Delegacia. O delegado Roney Cabral informou ontem que alguns suspeitos já foram ouvidos, mas que as investigações prosseguem.

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