Publicidade

08 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por Tribuna

Compartilhar
 
Escombros tornam local atrativo para usuários
Escombros tornam local atrativo para usuários

Quase cinco meses após a demolição do conjunto de 15 imóveis abandonados que eram utilizadas como cracolândia, na Rua Mariana Evangelista, Bairro Poço Rico, região central, os transtornos para a comunidade estão longe do fim. O problema agora está nos escombros deixados no terreno e na sujeira, que tornam o local atrativo para usuários de drogas. Além disso, moradores do entorno denunciam que área não foi cercada, situação que facilita a invasão do Cemitério Municipal ladrões que roubam objetos decorativos dos túmulos.

Embora a área não seja pública, pois pertence à Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP), a demolição foi realizada ano passado pela Prefeitura, já que a entidade alegou não ter recursos financeiros para promover a ação e nem providenciar a retirada dos escombros. Segundo o presidente da sociedade, José Hipólito Basílio, na época ficou acordado que a Administração Pública concluiria os trabalhos. Ele também informou que os lotes estão sendo vendidos para que o recurso seja empregado nas atividades filantrópicas. Enquanto isso, os moradores da vizinhança convivem com o medo e a insegurança.

A pensionista Fátima Elizabeth Andrade, 58 anos, moradora da Rua Antônio Dias, conta que já foi ameaçada na rua por um suposto ladrão, enquanto conversava com vizinhos. "Flagramos o rapaz pulando o muro do cemitério por meio do terreno abandonado, no início de dezembro. Chamei outro vizinho, que é policial militar, para constatar se havia algo errado. Quando ele saía de casa, se deparou com o rapaz saindo do cemitério com uma estátua imensa escondida em um saco de lixo preto. Ao ser questionado, o suspeito conseguiu fugir. O problema é que a partir daquele dia somos ameaçadas por ele, que, inclusive, chegou a mostrar arma para uma de minhas amigas." Segundo Fátima, o uso de drogas dentro do terreno ainda existe. A informação é confirmada pela enfermeira Cláudia Maria Ronzani, 57. Ela acrescenta que, apesar de a sirene do cemitério soar quando há invasão, os roubos ainda são constantes. "Pior é que agora começou a aparecer escorpião nas casas do entorno, e desconfiamos que seja por causa do terreno."

De acordo com a supervisora de Inteligência Fiscal da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU), Simone Muller de Souza, a Sociedade São Vicente de Paula foi notificada, em setembro passado, para promover a limpeza do terreno, cercar da área e recompor o passeio em 30 dias, já que o Poder Público não irá realizar estes serviços. Ela explicou que, no fim do mesmo mês, foi pedida a prorrogação do prazo para 90 dias, que venceu no fim de dezembro. Por isso, segundo Simone, a entidade será autuada nos próximos dias. O valor das multas supera os R$ 2 mil.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você concorda com o TJ, que definiu que táxi não pode ser repassado como herança?