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29 de Junho de 2014 - 07:00

Em JF, 79 unidades aderiram à proposta que oferece atividades, como educação ambiental, esporte, cultura e reforço escolar

Por Camila Caetano

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Alunos da E. M. Amélia Pires estão entre os 8.987 matriculados na cidade
Alunos da E. M. Amélia Pires estão entre os 8.987 matriculados na cidade
Acesso à oficina de informática deve ser ampliado
Acesso à oficina de informática deve ser ampliado

Mais 19 escolas da rede municipal de ensino de Juiz de Fora passam a integrar o programa federal "Mais educação", que amplia a jornada nas escolas públicas, por meio de atividades opcionais, como educação ambiental, esporte, cultura, artes e comunicação, além de reforço escolar. A iniciativa beneficia estudantes do primeiro ao nono ano do ensino fundamental.

De acordo com a Secretaria de Educação, com essa nova adesão serão 79 unidades a desenvolver o projeto na cidade, totalizando em 8.987 alunos matriculados. A estimativa é de que o recurso para as escolas que aderiram à proposta mais recentemente chegue no início do semestre. Ainda de acordo com a secretaria, não está definido o valor do investimento, pois estão sendo avaliados os tipos de oficinas e a quantidade de estudantes a serem beneficiados. No último ano, o repasse total para as 60 escolas já cadastradas foi de R$ 984 mil. Com o recurso, os colégios podem comprar materiais para as oficinas, além de contratar monitores, que são estudantes do ensino superior.

A diretora da Escola Municipal Amélia Pires, localizada no Bairro Monte Castelo, na Zona Norte, Luciana Ornelas Martins Assis, conta que, desde abril do ano passado, por meio da colaboração de educadores, pais e alunos, foi possível reativar um prédio da Prefeitura, localizado no mesmo bairro, no qual foram iniciadas as aulas de informática e artes e, ainda, reforço escolar. Os 150 alunos já participam dessas atividades, contudo, até o momento, cada um deles faz apenas algumas oficinas.

"Quando iniciar o 'Mais educação', todos os estudantes passam a realizar todas as atividades já existentes, além das que vamos acrescentar, como violão e organização de um coral. Além disso, será possível fazer os projetos com mais recursos, gerir de uma forma melhor, e assim permitir que os alunos fiquem mais tempo no colégio", afirma a diretora.

Outra instituição contemplada é a Escola Municipal Lions Centro, no Graminha, Zona Sul. A unidade passa a ter o Clube da Leitura, a partir do qual será possível obter mais livros e realizar passeios culturais, como visitas a cinema e teatros. A unidade de ensino ofertará o projeto para 80 estudantes que já participavam de atividades extras como teatro, vôlei e laboratório de aprendizagem.

Para a diretora Maria Angélica Alvin de Castro Furtado, essa nova proposta possibilita que a escola tenha mais condição financeira para manter e ampliar os projetos educativos necessários para o desenvolvimento dos estudantes.

 

 

Instituições já percebem melhorias

Instituições de ensino que já participam do programa federal "Mais educação" comemoram resultados positivos. A Escola Municipal Santa Cecília, na Zona Sul, por exemplo, aderiu ao programa no segundo semestre de 2009. Hoje o colégio oferece aulas de canto, coral, flauta, futebol, além de oficinas de dinamização de leitura, orientação de estudo e laboratório de aprendizagem.

De acordo com a diretora, Adelina Maria Alfenas Amorim, além da ajuda na compra de materiais, o programa permitiu a contratação de três monitores. A professora de acompanhamento pedagógico Danielle Martins Zulato Moreira comenta que, com essa iniciativa, os alunos já tiveram avanços. "Às vezes, os pais das crianças que têm mais dificuldades não sabem como ajudá-las. Com esse reforço, conseguimos apoiá-los. Além disso, o programa abre mais possibilidades e oportunidades para os estudantes", conclui.

Na Zona Nordeste, a Escola Municipal União da Bethânia entrou no "Mais Educação" em 2011. A partir de então, foram incorporadas aulas de dança, música e judô. "É uma maneira de integrar todas as atividades. Os alunos, aos poucos, foram incorporando essa ideia de permanecerem mais tempo na escola. A princípio, acharam que seriam apenas aulas de reforço, depois foram percebendo que o projeto ia além disso. Os estudantes avançaram muito", comenta a coordenadora do programa na unidade, Maria de Fátima Guedes.

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