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28 de Maio de 2014 - 21:43

Programa no estado conseguiu aumentar também assistência a doentes mentais

Por Kelly Diniz

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Hêider Pinto, representante do Ministério da Saúde (ao centro), fez balanço do programa
Hêider Pinto, representante do Ministério da Saúde (ao centro), fez balanço do programa

Aumento no número de consultas, redução de internações, maior procura por atendimentos para o tratamento de alcoolismo, saúde mental e pré-natal. Esses são alguns dos benefícios do "Mais médicos", apresentados pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Hêider Pinto, no seminário "Mais médicos para o Brasil, mais saúde para os brasileiros". O evento aconteceu na tarde desta quarta-feira (28) e teve como objetivo apresentar um balanço dos impactos do programa na saúde da população.

Com a entrada dos 14 mil médicos do projeto na saúde básica, Minas Gerais obteve crescimento de 21,6% nas consultas, quando comparados os atendimentos de janeiro de 2013 com janeiro deste ano. Observou-se também um aumento de 40% nos atendimentos de urgência, reduzindo, assim, as filas nas unidades de pronto atendimento, segundo o secretário. Ele destacou que Minas teve um aumento significativo nos atendimentos para os casos de alcoolismo (34,8%) e saúde mental (18,6%) em relação aos demais estados. "Essa demanda que não procurava a atenção primária, agora está procurando. O programa ampliou a segurança e a confiança da população. A partir de agora, com as equipes completas, nosso objetivo é melhorar a qualidade do atendimento. Se Minas teve maior impacto na saúde mental e no alcoolismo, porque outros estados não tiveram? Temos que estudar essas diferenças e elaborar estratégias." Também no estado foi registrado aumento de 17% nas consultas de pré-natal e 7,5% no acompanhamento a pacientes com diabetes. O encaminhamento a hospitais teve redução de 20% no país. "Isto significa um impacto econômico excelente para o Governo (federal). Tratar os pacientes nas unidades básicas é muito mais barato do que nos hospitais."

Apesar dos números positivos, o secretário de Saúde de Juiz de Fora, José Laerte Barbosa, presente no evento, mostrou-se preocupado com o prazo para a reposição dos profissionais após o fim do programa. "Estamos criando uma expectativa na população com as equipes completas. Vamos abrir um concurso público com 42 vagas. E se não conseguirmos preencher essas vagas e repor o quadro das equipes nesses três anos?" Hêider tranquilizou José Laerte ao informar que três anos não é o prazo de término do "Mais médicos", que pode ser prorrogado pelo mesmo período. Para José Laerte, também é preciso haver maior investimento em infraestrutura. "Não adianta ter equipe completa de saúde se não tiver condições adequadas de atendimento."

 

Ensino

Está previsto que 30% da carga horária do internato da graduação de medicina sejam desenvolvidas na atenção primária e nos serviços de urgência e emergência do SUS. Já para as especializações, será necessário ter um a dois anos de residência em medicina geral de família e comunidade para ingressar nas demais especialidades, como pediatria e ginecologia.

 

Outros programas

Hêider esclareceu que a portaria do Ministério da Saúde nº 734/2014, publicada em 2 de maio, não permite a livre circulação e o exercício das atividades de saúde por todo o Mercosul, como acreditavam algumas classes, com receio de que intercambistas pudessem transitar livremente nos países que integram o bloco sem a validação do diploma. Segundo Hêider, o ato normativo tem somente a finalidade de promover a sistematização das denominações dos profissionais de saúde nos países membros do Mercosul. A portaria diz respeito a profissões como fisioterapia, odontologia, enfermagem e farmácia.

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