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10 de Abril de 2014 - 10:49

Por Tribuna

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Atualizada às 19h16

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher instaurou procedimento para apurar o caso de uma menina de 8 anos, que teria sido abusada sexualmente quando voltava da escola, no final da manhã de quarta-feira (9), no Bairro Santo Antônio, Zona Sudeste. De acordo com o registro policial, sob ameaça de ser jogada do alto de uma pedreira, ela teria sido obrigada a acompanhar quatro garotos, de 9, 10, 12 e 14 anos, até um campo de futebol na Rua Domingos Dalamura. No local, ela teria sido despida, ficando totalmente nua, e sofrido violência sexual. 

O caso, que choca, principalmente, pela pouca idade dos envolvidos, teria ocorrido por volta das 11h, quando a menina saía do colégio. A PM só foi acionada por volta das 23h30, quando a vítima deu entrada no Pronto Atendimento Infantil (PAI), na Avenida dos Andradas, no Morro da Glória, região central. Conforme o boletim de ocorrência, quem comunicou o fato aos policiais foi uma enfermeira da unidade de saúde. No local, a mãe da criança relatou que só tomou conhecimento do fato por meio de uma psicóloga de um projeto social. 

A menina contou à profissional que, quando saiu da escola, foi abordada pelo grupo, que a obrigou a ir até um campo de futebol do bairro, sob ameaça de ser jogada de uma pedreira caso ela negasse. No local, os garotos tiraram as roupas da menina e praticaram abuso sexual contra ela. A PM registrou a ocorrência de estupro de vulnerável e comunicou o fato ao plantão da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, que solicitou uma perícia médica no Hospital de Pronto Socorro (HPS).  

Conforme a delegada Maria Pontes, a vítima foi submetida ao Protocolo de Atendimento ao Risco Biológico Ocupacional e Sexual (Parbos), que funciona no HPS. "Os exames não constataram conjunção carnal, mas lesões apontaram que houve atentado violento ao pudor", comentou. A própria mãe da vítima relatou aos policiais quem seriam os suspeitos e indicou onde eles poderiam ser encontrados. Segundo a delegada, os quatro irão prestar esclarecimentos, e, caso fique comprovada o ato infracional, os maiores de 12 anos vão responder na Vara da Infância e da Juventude, e os menores de 12 anos serão encaminhados ao Conselho Tutelar. 

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