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25 de Março de 2014 - 07:00

Vizinhança reclama de batidas e atropelamentos em área onde abusos são frequentes

Por Nathália Carvalho

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Motorista leva perigo ao descer a via pela contramão
Motorista leva perigo ao descer a via pela contramão
Carro atravessa a pista, mesmo com a faixa contínua
Carro atravessa a pista, mesmo com a faixa contínua

Um local movimentado, com registro constante de acidentes, onde os carros transitam em alta velocidade e pedestres se arriscam em travessias proibidas. Esta é a realidade da Avenida Rio Branco, na altura da Garganta do Dilermando. A Tribuna esteve no local em três dias diferentes e presenciou repetidas cenas de desrespeito às leis de trânsito. Moradores do entorno garantem que a ocorrência de acidentes é praticamente diária, alguns ocasionando graves lesões para pedestres e motoristas. Diante do quadro de insegurança, a comunidade pede sinalizações, na tentativa de diminuir a incidência de batidas e atropelamentos. Segundo dados do setor de estatística do Pelotão de Trânsito da Polícia Militar, foram 27 acidentes na Garganta em 2013, sendo nove deles com vítimas. Neste ano, até o dia 13 deste mês, foram sete ocorrências, quatro delas com vítimas. Os dados compreendem o trecho entre os números 1 e 200 da Rio Branco.

Moradora do Condomínio Rio Branco, localizado na interseção da avenida com a Rua Alencar Tristão, Nayara Carminate garante que a frequência de acidentes no local é muito alta e que o quadro vem se agravando. "Os carros sobem e descem em alta velocidade. Já presenciei várias ocorrências, quase todo dia vemos alguma coisa." Ela acrescenta que outro agravante é a Rua G, pertencente ao Bairro Quintas da Avenida, e que foi aberta recentemente. Ela está localizada do lado direito da via no sentido Centro/bairro e é utilizada de forma indevida. "Os motoristas que estão subindo a Garganta (sentido bairro/Centro) dobram à esquerda para entrar na rua, no meio do fluxo. E quem está saindo da rua também comete a infração e vira à esquerda, momento em que acaba ocorrendo batida. Providências urgentes precisam ser tomadas antes que acidentes ainda mais graves ocorram", alerta Nayara.

No local, não há qualquer sinalização que permita tais manobras. Mesmo assim, durante a permanência da equipe de reportagem na via, várias infrações proibidas de acesso à rua foram vistas. Além disso, veículos ultrapassando em ponto inapropriado, em velocidade acima da permitida, pedestres se arriscando em travessias fora da faixa, conversões irregulares, entre outras imprudências também foram flagradas. Nos dois lados da avenida, existem pontos de ônibus. Contudo, não há faixa de pedestres e, portanto, as pessoas precisam andar até um cruzamento no Quintas da Avenida para atravessar.

Segurando várias sacolas de compras, a dona de casa Fátima Regina de Almeida, 60 anos, optou por atravessar fora da faixa e esperou cerca de 15 minutos para conseguir chegar ao outro lado. Ela, que mora há 30 anos na região, conta que a situação piorou muito nos últimos anos. "No mês passado, dois carros bateram de frente, e um bebê ficou ferido. Toda semana tem acidente, e são muitos os casos de atropelamento. Por todo lado, vemos restos de veículos que se acidentaram aqui", diz. Além disso, ela comenta do receio dos moradores em permanecer no passeio de suas casa. "Já vimos situações em que os carros subiram na calçada para fugir da batida. Devia ter, no mínimo, um redutor de velocidade, um radar ou uma faixa de pedestres."

 

Possibilidades

De acordo com a chefe do Departamento de Engenharia de Tráfego da Settra, Sheila Menini, a Garganta é uma área de grande desrespeito por parte dos motoristas. "Orientamos que os condutores tenham atenção redobrada e respeitem a sinalização." Ela explica que, devido ao aclive da via e à falta de visibilidade, as conversões para a Rua G são permitidas apenas para quem está trafegando em direção ao Quintas da Avenida. "Recebemos pedidos de instituições da região para reforçar a proibição de acesso à rua da forma como já é feita, por causa dos acidentes. Realmente, não há como permitir esse tipo de manobra por falta de espaço para criar faixas de desaceleração ali. Já fomos no local e, no momento, estamos desenvolvendo ordem de serviço para realizar a melhoria da sinalização", explica.

Entre as possíveis soluções para o problema de acidentes no trecho, Sheila descarta a adoção de redutores de velocidade. "Entre os critérios de implantação de redutores, é necessário que o local não possua inclinação acima dos 4%, que é o caso da Garganta. Semáforos também não se justificam pela falta de volume de carros e pedestres cruzando a via." Segundo ela, uma possibilidade é o radar, mas sua implantação dependeria de um estudo específico para o local, de forma a analisar os critérios necessários. Além disso, ela ressalta que no local não é permitida a travessia de pedestres. "Colocar uma faixa de pedestres ali não é possível, pois não haveria segurança na travessia por conta do aclive."

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